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sexta-feira, junho 19, 2009

Artimanhas do consumismo

Conta-se que, há uns anos, um homem contactou o grande fabricante de pastas dentífricas Colgate, oferecendo-lhe uma estratégia que faria aumentar os lucros da empresa de modo significativo.
Após algumas reservas da multinacional, o homem lá conseguiu convencê-la a assinar um contrato. O homem ganharia uma percentagem dos lucros, se conseguisse subir as vendas da pasta em x%. Se não, nada ganharia.
Depois de estabelecido o acordo, chegou a altura de o homem revelar qual seria o segredo para o acréscimo de vendas. Então, o inteligente cidadão disse apenas isto:
-Aumentem em 1 milímetro o diâmetro do tubo por onde sai a pasta.
De facto, a ideia comprovou-se ser genial. Realmente, os consumidores lançavam sobre a escova sempre o mesmo comprimento de pasta. Aumentando o diâmetro, é claro que se gastava mais pasta. O consumidor, que só reparava no comprimento da pasta que espremia para a escova, apenas dava conta que o tubo chegava ao fim mais depressa...
Não sei se a história é verídica.
No entanto, continuo a descobrir estratégias dos fabricantes para nos "levarem no embrulho".
Reparem nesta imagem, que representa o interior de um tubo de pasta dentífrica, perto da saída.

foto Peciscas Como vêem, o fabricante mandou colocar ali uma pequeno tubo que se prolonga para o interior. Assim, quando se chega perto do fim, ficará ali sempre retida uma certa porção de pasta, que já não será utilizável, a não ser que se corte o tubo (coisa que a maioria das pessoas não fará, mas que eu aprendi a fazer: dá para mais uma meia dúzia de lavagens).
Quando a gente compra a pasta, o tubo parece grande. Mas, vistas bem as coisas, pelo menos um centímetro é para desperdiçar.
Enfim, artimanhas do consumismo...

segunda-feira, maio 11, 2009

Não provei nem perguntei o preço...

foto Peciscas
Em certas épocas do ano, começam a ver-se, nas bermas da estradas ou em outros lugares estratégicos, vendedores de produtos agrícolas, designadamente frutas.
Muitas vezes, são mesmo agrucultores que, à falta de canais de escoamento das suas produções, recorrem a esta forma de os vender.
Por exemplo, estamos na época das cerejas. Então, aparecem esses rubros e deliciosos frutos, junto de viaturas estacionadas por aí.
Nunca me lembro de ter comprado cerejas na estrada. Mas já soube de quem fosse ludibriado por tais comerciantes, comprando "gato por lebre" e ainda por cima a preço nada conveniente.

Não sei se seria este o caso pois não parei para provar ou perguntar o preço...

quinta-feira, maio 07, 2009

Não entendo!

Há certas coisas que, confesso, me custam a entender.
Mais ou menos perto da zona onde moro, já havia uma considerável série de centros comerciais e hipermercados.
Pois, recentemente, por aqui abriu mais um grande centro comercial, com um grande hipermercado.Com aspecto muito agradável e num espaço desafogado. A menos de um quilómetro desse centro, abriu, também há dias, um outro grande hipermercado. E também duas grandes lojas de bricolage. Não falando de uma grande superfície, em frente de um dos espaços de bricolage, que vende artigos de papelaria, escritório e quejandos, e que, a cerca de 5 quilómetros abriu, há meses, um espaço igual.
Resultado: lojas às moscas.
Nesse tal centro comercial mais recente, onde já fui umas três vezes, porque fica mesmo perto de casa, há lojas, de tamanho considerável, onde nunca vi um só cliente.
Então, pergunto: qual é a lógica de continuar a abrir espaços comerciais se os já existentes já saturam o mercado disponível?
Haverá quem saiba explicar. Eu não!