ESTA FIRMA FOI FUNDADA EM 31-12-2004.

sexta-feira, abril 03, 2009

Nevou este Verão


A querida amiga Paula Raposo acaba de publicar mais um livro de poemas. Este chama-se "Nevou este Verão".
Recebi a obra há dias, com um autógrafo muito amável, que aqui agradeço.
Depois de ler, atrevi-me a gravar alguns dos poemas deste livro. Que me desculpe a Paula se não consegui interpretar condignamente os seus textos. Mas apenas quis retribuir a amizade com que me tem distinguido.


Poemas de Paula Ra...

Etiquetas:

quinta-feira, abril 02, 2009

Debate sobre a violência - Conclusão


Para encerrar este debate, aqui vos deixo com algumas das minhas reflexões sobre o tema.

Começo por dizer que a violência é, desde sempre, um dado adquirido no mundo em que vivemos. A Natureza assenta num princípio que lhe é ditado pela necessidade da sobrevivência: a lei do mais forte. Assim, o predador exerce sobre a presa, a mais implacável violência.
O homem primitivo não escapou a essa lei. A conquista de território onde a caça e a colheita de frutos fosse mais abundante, era motivo para o aniquilamento de semelhantes.

Depois, a evolução das sociedades, não eliminou os comportamentos violentos, antes os refinou. A tirania dos senhores feudais, a Inquisição, as grandes guerras, o Holocausto, só para citar breves exemplos, são provas de que, afinal, o Mundo sempre foi atravessado pela violência. Por isso, dizer que hoje os tempos são mais violentos, talvez seja uma afirmação algo simplista e apressada. O que poderá haver é uma maior e mais rápida mediatização dos acontecimentos violentos.
Por outro lado, os conceitos morais, éticos e jurídicos, vão mudando e assim, aquilo que outrora seria admitido como comportamento aceite, passa a ser penalizado. Por exemplo, em determinadas épocas históricas, a apropriação de territórios e bens pela força, como ocorreu nas colonizações, era considerada perfeitamente normal e justificada por razões civilizacionais, económicas e até religiosas.
É claro que, à medida que o progresso económico, social e tecnológico vai ocorrendo, novas formas de violência vão surgindo. E novos locais onde se manifesta.
Nas, escolas, designadamente, o alargamento das massas que a frequentam, potencia a multiplicação de ocorrências violentas. Até porque a instituição escolar não é uma "ilha isolada" da sociedade em que se integra. Por outro lado, a Escola, quando não consegue adaptar-se às mudanças sociais, nem consegue tratar de modo diferente personalidades e culturas diferentes, pode contribuir para agravar desequilíbrios comportamentais.
Mas se, em meu entender, uma sociedade nunca deixará de ser violenta, como poderemos esperar que ela se torne "menos violenta"?
Sintetizando, penso que, essencialmente, o objectivo deverá ser apontar para uma sociedade em que o SER predomine em relação ao TER.

Muito mais haveria certamente a dizer sobre tão complexo assunto. Mas, na fugidia dimensão de um post, não cabem grandes aprofundamentos.
Uma nota final para agradecer a todos amigos e amigas que colaboraram neste debate. E, se, involuntariamente, omiti algum depoimento que me tenha sido deixado, as minhas desculpas aos atingidos pela omissão.

Etiquetas:

quarta-feira, abril 01, 2009

Debate sobre a violência - 8

Prossigo, publicando hoje a contribuição da Milu, que por cá apareceu mais recentemente.

Frequentemente leio e ouço aqui e ali opiniões sobre a violência nas escolas. Nos últimos tempos sobressai a violência dos alunos sobre os professores, contudo, no meu tempo de criança, a violência também existia, com a diferença que esta era infligida aos alunos pelos professores! Tanta coisa que eu poderia contar desses tempos! Quanta injustiça aos meus olhos foi dado ver! Têm razão aqueles que dizem que actualmente esta questão está mediatizada! É tudo uma questão de empolamento! É verdade que existem alunos tremendamente complicados, e repare, nem tudo transpira fora das escolas!Ainda há mais violência do que aquela que ao nosso conhecimento chega! Mas qual é a escola que está interessada em publicar essa situação? Todavia, uma verdade se impõe, o que são meia dúzia de alunos problemáticos num universo de milhares de alunos que não dão quaisquer problemas? Se procurarem bem, se se esforçarem todos aqueles que estão envolvidos e que detêm responsabilidades nesta área, de certeza que vão achar muitas situações que estarão porventura na origem de certos revoltosos!Não direi todos, mas às vezes há coisas! É preciso olhar bem para dentro, para o âmago das questões, porque falar, até que é muito fácil!

Etiquetas:

terça-feira, março 31, 2009

Debate sobre a violência - 7


Passemos, agora, ao depoimento do Xistosa.

Aqueles casos que ocorrem de acessos de loucura, penso não os integrar no Debate sobre a violência.
Todos concordamos que além de violência é barbarismo e demência, para além dum acesso facilitado ás armas de fogo, que aqui ainda não atingiu níveis alarmantes e não deverá suceder.
A realidade portuguesa penso que é diferente.
Quem está na casa dos 60 anos e viveu e estudou na ditadura, sabe que não havia desrespeito para com professores.
Havia era violência destes sobre os alunos.
E tenho tantos casos ...
Só recordo que, por motivos profissionais, o m/pai deixou o Porto e fomos para Castelo Branco.
Tive um sádico, era o professor SALVADO, que em pleno verão e com temperaturas de mais de 30º, íamos para a escola de gabardina porque ele com uma cana da Índia batia nas pernas de todos e naquele tempo não havia calças, eram calções.
Ninguém se queixava e não havia notícias sobre isso.
Já nessa altura um aluno foi transferido doutra escola para a minha, porque puxou duma navalha para um professor que era outro sádico.
O professor Salvado, (que ao fim e ao cabo, era um cobarde), nunca lhe tocou!
Os acontecimentos vão-se recalcando.
Os meios de comunicação dão a maior cobertura possível a nenhures, quase que promovendo o endeusamento de crimes, desordens e determinadas situações que se ficassem a mais recato não iriam alertar alguns neurónios mais frágeis, que depois querem imitar o que viram.
Também temos o problema dos pais, os dois, a trabalhar fora e os filhos ficam mais tempo sós.
Todos sabemos, por já lá termos passado que se estivermos sós, nos entretemos a ler ou a fazer algo, mesmo que seja destrutível, mas estamos sós e a ideia acaba por morrer.
Juntando-se mais que um, há sempre o que se quer superar e realçar e inventam situações que cada um de per si nem imaginaria fazer.
Surge um líder e começam a nascer os problemas.
A autoridade dos professores foi reduzida quase a zero.
Os governos confundiram autoritarismo com autoridade.
Porque os alunos que provocam mais desacatos são sossegados e tornam-se bons alunos...
Eu se fosse professor não teria problemas.
É só saber onde moram ... depois assestam-se-lhes duas bofetadas caídas do céu com toda a força e conta-se-lhes um conto de fadas ...
Nunca mais dão problemas.
Que o digam duas colegas da minha mulher.
Agora se o professor não os trava na sala, começam a aumentar da 1ª aula para as restantes e depois já não os seguram.
Mas isto é um caso muito fácil de resolver, mesmo em famílias mais problemáticas.
Nestas famílias, os filhos não iam à escola.
Não lhes deram o mínimo de preparação e agora exigem os conhecimentos e os direitos que lhes usurparam, ao longo do tempo, todos duma vez.
É necessário saber lidar com estes pais.
Fora do ensino, surgiram os negócios mafiosos e o tráfico de mulheres e droga.
Luta-se por pó e por carne humana e a polícia torna-se impotente, não por falta de elementos, mas o Código Penal, cada vez tem vindo a reduzir os poderes da Polícia, ou a aumentar o direito dos delinquentes.
Prende-se um indivíduo e o juiz solta-o.
Então se a criminalidade aumentou em todos os vectores, nao se tendo feito novos edifícios para prisões, como é que se acabou com a sobrelotação nelas, como ontem, dia 24 de Março, OUVI, não li, nem me contaram, ouvi na Antena 1, nem sei quem era a fulana.
Algo está mal neste reino.
Mas vai piorar porque o desemprego gera o desespero e se se deixa propagar de pais para filhos, vamos passar uma mau bocado.

Etiquetas:

segunda-feira, março 30, 2009

Debate sobre a violência 6



Após a pausa de fim de semana, aqui estou a publicar mais opiniões sobre o tema em debate.
Fala agora a amiga Lídia do blog " O Silêncio Culpado" :

1)Efectivamente nós vivemos em sociedades extremamente violentas e os próprios media são formas de violência. Poderemos contrapor que, em sociedades menos avançadas, a violência até é maior em certas manifestações mas são as sociedades industrializadas que, fomentando o individualismo e o salve-se quem puder, apresentam uma violência mais dura e crua, sem brechas na sua continuidade.
2) As escolas são palcos de competição, segregação e extravar de frustrações. Os professores estão impreparados, na sua grande maioria, para lidarem com esta realidade.
3) Penso que o leva à violência é a falta de amor, a baixa auto-estima, a desvalorização permanente do indivíduo que não corresponde a determinados padrões. Neste teatro de injustiça o ser humano perde-se, odeia, afunda-se. As características genéticas, em meu entender, pesam pouco face à pressão social a que o indivíduo está sujeito.
4) A prevenção é fundamental mas o poder não quer essa prevenção por a mesma implicar uma maior justiça social que não lhe interessa.

Segue-se o depoimento da Andreia, a minha jovem amiga de Mões:

Eu penso que violência sempre houve e sempre haverá. Claro que com a comunicação social sempre a bombardear-nos com tudo parece-nos que se calhar há mais violência...
Não acho que aconteça só nas escolas. Mas como agrupa muita gente, quem vai à procura de violência escolhe sítios com muita gente...
Penso que neste caso só pode ter sido alguma demência!
Para prevenir só mesmo com policiamento à entrada da escola. Quem é que adivinhava que um aluno ia entrar armado e fazer uma coisa daquelas?

Etiquetas: