ESTA FIRMA FOI FUNDADA EM 31-12-2004.

sexta-feira, outubro 06, 2006

Um aniversário solitário



E as suas consequências ...
são só imagináveis porque o segundo vídeo até foi retirado pela autora...

quarta-feira, outubro 04, 2006

Uma mula chamada Rita


Talvez por influências familiares, há bastantes anos que frequento uma modesta, mas muito higiénica barbearia que, apesar de situada paredes-meias com uma grande cidade, conserva ainda as características daqueles velhos estabelecimentos tradicionais do ramo, onde, para além de se cortarem cabelos e barbas, se lêem jornais, se discutem as incidências do futebol, em suma, se põem as conversas em dia.
Ontem, estive lá e, enquanto era atendido, ouvi mais uma deliciosa história, narrada por um dos clientes, que, como muitos outros, por lá passou, sem que precisar dos serviços do discreto Manel, ou seja, estava lá apenas para "fazer um pouco de sala".
Esse cliente, tinha feito tropa em Vendas Novas, há mais de cinquenta anos.
No aquartelamento, era necessário, todos os dias, ir à estação da CP, buscar o pão, que era fabricado em outra unidade.
Essa tarefa era executada com recurso a uma carroça puxada por uma mula. Rita de seu nome.
Assim, para além do cocheiro, que era um soldado veterano, era destacado, por escala, um outro soldado, que teria que carregar e descarregar o cesto que trazia o pão.
Quando lhe calhou a vez, o narrador da história, após colocar o cesto na carroça, disse ao condutor:
-Vamos embora!
E, o cochero:
-Arre mula! Arre Rita!
Só que a alimária, em vez de se pôr em movimento, desferiu um violento par de coices na carroça e quedou-se no mesmo sítio.
- Que se passa?- disse o atónito soldado.
- Ò pá, já me estava a esquecer. Vai aí ao cesto e tira de lá um casqueiro.
- Mas, ouve lá! Eles lá no quartel vão contar os pães e, se dão por falta de um, vamos levar no pêlo!
-Deixa lá isso, que eles já sabem.
Então, foi ao cesto, tirou o tal casqueiro, partiu-o ao meio de deu-o à Rita que, avidamente, o abocanhou e fez desaparecer nas entranhas.
E, só então, quando o cocheiro lhe voltou a dizer "Arre Rita!", é que a mula, calmamente, encetou a viagem de regresso ao quartel.

terça-feira, outubro 03, 2006

Manenken-Pis

foto Peciscas
foto Peciscas
Há símbolos que o turismo promove a nível mundial, que vamos conhecendo através de imagens e que fantasiamos de modo algo abstracto. Depois, se temos a oportunidade de observar esses ícones, "ao vivo", somos, por vezes surpreendidos. Ou sofremos uma certa desilusão, ou, pelo contrário, a realidade é mais esmagadora do que a imagem prévia que dela possuíamos. Falemos, por exemplo, da Gioconda que, quando observada no Louvre, nos aparece como sendo uma pequena tela, sempre rodeada por centenas de turistas de máquinas em punho, quando a supúnhamos de muito maiores dimensões.
Recentemente, tive ocasião de ver, "in loco", o célebre Manenken-Pis, que é, nem mais nem menos, considerado como "cidadão honorário de Bruxelas". E deparei-me com uma pequena escultura, quase insignificante, de um menino fazendo chichi.
Ainda por cima, fica numa esquina de duas ruas algo estreitas onde se amontoam, aos encontrões, os tais turistas ávidos de levarem para casa, uma foto sua, com o referido cidadão em fundo.

segunda-feira, outubro 02, 2006

HOJE, FERIADO MUNICIPAL

Hoje é feriado municipal aqui na terra. Por isso, talvez venha a propósito falar da actual polémica entre o Governo e as autarquias, e que envolve finanças, competências e outras questões.
O meu ex-condiscípulo de liceu, António Barreto, escrevia sobre isto na sua coluna de opinião, no Público do passado Domingo.
O colunista cascava forte e feio no poder autárquico chamando-lhe, mesmo "a maior desilusão da democracia portuguesa".
Transcrevo:
"Este ( o poder local) transformou-se numa rede de interesses partidários e económicos, de amigos de vária espécie, de negócios e de recrutamento político. Esta rede recorre frequentemente a acções ilícitas e irregulares. O enriquecimento sem justa causa, o emprego de amigos e familiares, a acumulação indevida de cargos e vencimentos e o licenciamento por favor são moeda corrente neste tão bem organizado poder autárquico".
Não susbscrevo inteiramente esta visão algo extremista do AB. Mas, como todos sabemos, para além dos muitos autarcas honestos e empenhados no bem-estar das populações que felizmente existem e têm boa obra feita, há por aí muita corrupção e amiguismo a monte.
É (principalmente) por isso que, quando ouço falar da tranaferência de competências para as autarquias, designadamente a gestão das escolas, incluindo a contratação de professores, não posso deixar de manifestar as maiores preocupações.
Conforme as coisas estão, se calhar, em muitos sítios, veríamos docentes a terem de entrar para o partido X, a meterem uma cunha ao empreiteiro Y, para poderem ser colocados na escola da sua preferência.
Muitas vezes, invocam.se outros países, que adoptam sistemas semelhantes, para se justificarem esses projectos. Só que, porventura, nessa terras, há mais lisura de processos.
Por isso, aqui, para já, as coisas ainda não poderão funcionar desse modo.