ESTA FIRMA FOI FUNDADA EM 31-12-2004.

sexta-feira, junho 29, 2007

Post sonoro 9

Em resposta ao desafio do Tó-Zé, a propósito do "52".



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quinta-feira, junho 28, 2007

Dívidas e dúvidas

Segundo notícias vindas a público, e de acordo com dados de 2006, 48 câmaras municipais encontram-se em situação de ruptura financeira, por endividamento extremo.

O índice de ruptura financeira encontra-se, dividindo o montante global das dívidas a fornecedores pelas receitas totais do ano anterior, neste caso 2005.

Ainda de acordo com o referido estudo, o que se encontra pior é o município do concelho onde resido, Gondomar, onde esse índice é de 131%.

No entanto, o Major Presidente, já veio dizer que o estudo "não tem qualquer rigor científico". Assim, segundo o autarca, estão a ser contabilizadas, conjuntamente, dívidas a curto prazo e a longo prazo, tal como acontece com a relativa à EDP, que é cumprível a 20 anos.

Bom, a partir daqui, só poderemos concluir que, afinal, contra aquilo que nos ensinaram ao longo da vida, ter dívidas é normal e faz parte da gestão "científica".

Se a Câmara de Gondomar está a pagar uma dívida, mesmo que seja em 20 anos, é evidente que alguém a contraíu.Alguém fez mal as contas, ou nem sequer as fez... Mesmo que isso nada tenha a ver com a actual equipa. E se as dívidas ultrapassam em muito as receitas, expliquem-me lá como é que essa situação pode ser considerada como normal.

É que, na minha visão limitada e ignorante, sempre pensei que, se eu devo mais do que aquilo que recebo, mesmo que pague os "calos" devagar, acabo sempre por me endividar cada vez mais.

Alguém me esclarece direitinho, esta dúvida sobre a dívida?

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quarta-feira, junho 27, 2007

O exemplar caso da APM

Desde há muitos anos que sou sócio da APM, Associação de Professores de Matemática, que é, certamente, a maior e mais dinâmica associação profissional de professores. Como o comprova, para além de tudo o mais, o riquíssimo manancial de acções e de publicações (com destaque para a excelente revista trimestral "Educação e Matemática") que se associa ao seu já longo historial.

Os Profmat (o próximo será o 21º) são, anualmente, um invulgar espaço de reflexão, debate, troca de experiências e de formação, onde mais de um milhar de docentes , se empenha em encontrar novos rumos para o ensino/aprendizagem desta disciplina.

Ora, em Setembro de 2006, a APM, decidiu aceitar o óbvio convite para integrar a Comissão de Acompanhamento dos Planos da Matemática, iniciativa do ME lançada para tentar corrigir o conhecido grau de insucesso escolar nesta área.

Entretanto, foram tornadas públicas declarações da Ministra da Educação, a propósito do exames do 9º ano de Matemática afirmando, designadamente, :"Pela primeira vez, o país associará os resultados não apenas à performance dos alunos mas também ao trabalho das escolas e dos professores, para o melhor e para o pior".

Perante este tipo de afirmações, a APM reagiu em comunicado, insurgindo-se contra esta visão redutora das coisas da educação, que pretende colocar apenas nas escolas e, sobretudo nos professores, a culpa dos eventuais insucessos.

Devo dizer, e recorrendo à experiência própria, que este célebre Plano Nacional da Matemática, começou muito mal. Com efeito, o ME foi surpreendido pelo facto de mais de mil escolas terem apresentado projectos de trabalho, com propostas de actuação concreta, tais como a criação de laboratórios de matemática, reforço do equipamento tecnológico e implementação de accções de formação de professores.
Perante a avalanche inesperada de projectos, o ME foi, usando linguagem popular, "empaleando". Deste modo, no início do ano lectivo, havia apenas a indicação de cerca de uma centena de escolas com projectos aprovados ( mas ainda sem contratos assinados). A escola onde eu trabalhava, por exemplo, teve o projecto inicialmente aprovado mas com a condição de apresentar reformulações (que só foram expressamente referidas em Dezembro). Para não alongar este post (para quem quiser documentar-se melhor, sugiro a leitura do referido comunicado da APM), apenas referirei que todo o processo foi correndo a conta-gotas, e que ainda está longe de poder dar frutos imediatos, conforme a Ministra parece querer exigir.

De facto, esta teimosia em sacudir a àgua do capote, pretendendo fazer passar a ideia de que, que os males da Educação estão sempre a juzante do Ministério, parece já ser endémica.

Deste modo, a Ministra, fez saber que não tolerava a crítica da APM, e a associação "foi convidada a sair" da referida comissão de acompanhamento.

Ou seja, para este Governo, só contam os "yesman", que não fazem ondas, e acenam sempre afirmativamente com a cabeça.

Quem ousa contestar o dogma da infalibilidade governamental, arrisca-se a ir para a prateleira.

Como já disse no texto anterior, são tristes estes sinais dos tempos que correm...

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terça-feira, junho 26, 2007

Apenas coincidências?

Há, na realidade portuguesa de hoje, sinais de um regresso a um passado não muito distante, que não podem deixar de nos provocar, para além da natural preocupação, uma séria reflexão.
Entre esses sinais, poderemos destacar o incentivo da delação, a punição pelo exercício do direito à crítica, entre muitos outros. Como o comprovam o caso Charruagate e o afastamento da APM do conselho de acompanhamento do Plano Nacional da Matemática (de que falarei em próximo post).
Começa a regressar, também, o elogio da pobreza, o paradigma do conformismo perante o "sacrifício" a bem da nação, que eram a norma nos "velhos tempos".
Dantes, na célebre "Casa Portuguesa" dizia-se:
"A alegria da pobreza
está nesta grande riqueza
de dar, e ficar contente. "

ou
"No conforto pobrezinho do meu lar,
há fartura de carinho. "
Agora, veja-se a quadra premiada em primeiro lugar, em 2007, no velho concurso que o JN promove todos os anos no S. João:
O pobre que faz cantando
Do lar cascata modesta
Vê nos seus filhos brincando
Os balõezinhos da festa.

E, já agora, este espantoso 10º prémio:


Viver num bairro de lata,
Que excelência em S. João!
Do casebre fiz cascata,
Dos filhos-figuração"

Que haja gente que faça este tipo de quadras, já começa por ser algo inquietante. Mas, haver quem as destaque, premeie e consagre, é ainda bem pior.
Já agora, talvez seja curioso saber quem era o júri do concurso: Carlos Daniel (jornalista da RTP), Júlio Magalhães (jornalista da TVI), Germano Silva (jornalista e historiador) .

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segunda-feira, junho 25, 2007

Post sonoro 8

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