ESTA FIRMA FOI FUNDADA EM 31-12-2004.

terça-feira, novembro 10, 2009

Tutear é pecado...

Li, por acaso, um destes dias, uma citação de um excerto de uma entrevista dada por uma tal senhora Bobone, que ganha a sua vida a fofocar sobre o chamado jet-set e a arengar sobre regras de etiqueta. Como se vê, é uma senhora cujo labor é mesmo indispensável à nossa felicidade colectiva.
E ssa frase da senhora diz:
- Acho um horror os filhos tratarem os pais por tu. Tira o respeito. O respeito dá jeito.
Esta afirmação, poderosa e definitiva, cilindrou-me e abateu-me por completo. Desde que a li, já não posso ser o mesmo.
É que dei conta de que vivi anos e anos no horror de tratar os meus pais por tu.
E que, ainda hoje, persisto no culto desse horror. Porque o meu filho trata a mãe e o pai por tu. E trata os avós, tios e demais familía também desse modo horroroso.
Finalmente, após tantos anos de vida, dei conta da verdadeira razão que explica tanta falta de respeito que navega neste mundo.
Afinal, o pecado original está nesse pecaminoso tutear que algumas famílias devassas continuam a alimentar.
Bobone dixit.

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quarta-feira, novembro 04, 2009

Justiça de primeira, de segunda, de teceira...

Um cidadão, com aspecto humilde e ar um tanto transtornado, há tempos, barricou-se numa casa e apontou uma arma à polícia.
Acabou detido e agora presente a julgamento. Como deve ser, obviamente.
Mas, o que me chamou a atenção, na reportagem televisiva que hoje vi, a referir-se ao caso, foi a declaração do advogado (oficioso, saliente-se) do arguido. As declarações do causídico mais pareciam ser de acusação, do que o contrário.
Assim, o defensor, dizia que o seu "cliente" deveria ser condenado de modo exemplar, que havia provas suficientes para a sua condenação e que aconselhava o arguido a confessar tudo o que tinha feito.
E dei por mim a pensar no que aconteceria, se o presumível criminoso fosse alguém com meios materiais suficientes para contratar um daqueles advogados que se fazem pagar muito bem e que são especialistas em estratagemas jurídicos que acabam por fazer prescrever ou esbater decisivamente condenações que, à primeira vista, parecem mais do que evidentes.
Mas, neste caso, como o homem não tem dinheiro, apenas tem direito a um advogado oficioso, que parece estar a contribuir para ainda o "enterrar" mais.
Ou seja, continua a haver justiça de primeira, de segunda, de terceira e por aí fora.
Nesse aspecto, o truculento Bastonário da Ordem dos Advogados, com o qual muitas vezes discordo, parece ter mesmo razão.

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quarta-feira, outubro 07, 2009

Uma proposta...


Quando se fala em eleições, ouve-se muitas vezes dizer que o maior partido é o da abstenção. Ou que deveria haver uma forma de os votos em branco terem alguma influência.
Tudo isto significa a descrença na política e nos políticos.
No entanto, com as actuais regras de financiamento dos partidos (que todos eles, como é óbvio aprovaram) tanto faz votar como não votar, tanto faz exprimir uma opção, como votar em branco.
Mas eu acho que tenho uma proposta que era capaz de fazer os políticos pensarem duas vezes, antes de andarem por aí a endrominar o pessoal.
Assim, bastaria fazer uma pequena alteração na tal lei de financiamento. Deste modo, os partidos só teriam direito à totalidade da subvenção do Estado que recebem tendo em conta a votação em cada um, se houvesse uma abstenção de 0%.
Se 10% dos eleitores não comparecessem ou votassem em branco, cada uma dessas subvenções seria reduzida também de 10%. Para 20% de abstenções ou brancos, haveria um corte também de 20% no dinheirinho a atribuir aos partidos.
E assim sucessivamente.

Mas é claro que esta é uma das tais propostas que nunca terá viabilidade de um dia se efectivar.
Ai! Ai! Ai! Que me estão a mexer no bolso, dirão os tais politiqueiros que estã a arredar o povo das urnas.

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terça-feira, outubro 06, 2009

Tinosunami?

foto Peciscas
Lembram-se do Tino de Rans. O tal que era calceteiro de profissão, chegou a Presidente de Junta, teve um momento de glória num Congresso do PS, foi vedeta de rádio e televisão, gravou discos...
Pois agora, vendo que a sua aura lhe estava a fugir, regressa, como candidato à Câmara Municipal de Valongo.
Tem andado por aí, em campanha. As pessoas ainda se lembram dele.
Diz o Tino que não tem programa porque "tem pessoas". Se calhar, também não seria capaz de o escrever. Mas promete ser um "Tinosunami"...
Os seus cartazes, traduzem bem a personagem.

Político naif?

Ingénuo?

Saloio?

Hilariante?

Oportunista?

Poderá ser tudo isso, mas não será, certamente, pior que muitos outros engravatados que por aí andam.

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sexta-feira, outubro 02, 2009

O nome até era pomposo...

Brincadeira?
Já tinha passado algumas vezes por este local e julgava que aquele dístico pintado no muro, seria mais uma daquelas pichagens de teor mais ou menos humorístico que por aí abundam.

Mas um destes dias, parei mesmo e descobri que ali não há propriamente humor nenhum, mas simplesmente mais um daqueles negócios imobiliários em que as promessas não são cumpridas.
Aqueles tapumes e aqueles muros de blocos, seriam, supostamente, a imponente entrada de um condomínio privado. Com um nome bastante pomposo.
E o letreiro, em vez de pintado à mão, deveria, talvez, ser constituído por letras de metal dourado, cravadas numa bonita parede de granito.
Ou seja, os sonhos dos compradores dos andares ficaram a meio caminho da concretização.
O prédio existe, mas o que falta fazer também. Para além da entrada do condomínio, faltarão os equipamentos prometidos (pois o que se entrevê para lá dos tapumes é só mato) e mesmo as aberturas das garagens mostram que, por ali, a obra não acabou.

De passagem, pode-se apreciar a qualidade da construção, com o edifício, ainda recente, já a mostrar claros sinais de degradação.
Enfim, mais um exemplo de como há cidadãos que continuam a ser enganados, com falinhas mansas e muita impunidade.





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domingo, setembro 27, 2009

O costume...

Estou em frente ao televisor a ver a "noite eleitoral".
Como, é costume, ouço quase toda a gente a dizer que ganhou. Ou a dizer que não perdeu.
Mas, para lá das palavras, sabemos que, por isto ou por aquilo, todos tiveram as suas frustrações. Ou porque não ganharam tanto como queriam. Ou porque outros ganharam mais do que eles.
Por isso, quando ouço os dirigentes a falar, dou pouca importância ao que dizem.Prefiro imaginar o que pensam, lá no seu íntimo.
Mas, mais do que tudo isso, acabo a noite a pensar naquilo que vai acontecer. Em que medida a minha vida e a dos outros, vai mudar depois desta noite.
Se vai haver mais emprego. Se vai haver mais segurança. Se vai haver mais esperança.Se vai haver mais cultura. Se vai haver mais futuro.
Provavelmente nada de substancial vai mudar.
Aguardemos.

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quarta-feira, setembro 23, 2009

Se é de borla...

Uma boa parte dos nossos concidadãos pela-se porque alguém lhe faça chegar às mãos seja o que for por que não pague um cêntimo.
Por isso, logo que lhe acenem com qualquer produto que seja oferecido, aí está uma fila de gente ansiosa por não perder a oportunidade.
Foi assim, há dias em Santa Catarina, aqui no Porto.
E foi assim, há anos, ali na Praça da Liberdade, onde uma conhecida marca de aperitivos franceses destribuía copinhos da sua bebida (por sinal nada ao gosto português).
Então, um homem que passava, perguntou a um seu conhecido que já estava de copo na mão:
-Ó pá. Que é isso que estão aí a dar?
Resposta:
- É uma bebida francesa.
- E isso é bom?
-Ó pá, é uma m.. . Mas como é de borla...

foto Peciscas
foto Peciscas

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terça-feira, setembro 22, 2009

É tudo espectáculo.

Segundo o que tem vindo a público, os debates entre os líderes dos partidos com assento (cadeira...) na Assembleia da República, bateram recordes de audiência.
Os programas dos Gato Fedorento em que os políticos se sujeitam a situações embaraçosas, também têm muita gente a ver.
E aquelas reportagens que mostram a intimidade desta gente, parece que também despertam muita curiosidade.
Já ouvi comentadores a dizerem que isso acontece porque o bom povo português quer ser esclarecido e está mais exigente. Por isso procura inteirar-se das ideias para, depois, ter um voto mais consciente.
Em meu modesto entender, não é nada disso. O que o Zé quer é espectáculo.
Ver se A esmaga B.
Ou se C se engasga com as rasteiras de D.
Ou se E tem uma casa bonita.
Ou se F consegue dizer uma piada que não tenha sido preparada pelos assessores.
Quanto a mim, estamos a assistir a um processo de americanização da política portuguesa.
Repito, é tudo espectáculo.
E, na hora de votar, pelos vistos, estas peças teatrais já ninguém as recorda.
Esperemos pelo dia 27 para o comprovar...

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segunda-feira, setembro 07, 2009

"Horas de limpeza"...

Como muita gente sabe, na maioria das escolas há falta de pessoal auxiliar.
Porque, de há muito, a abertura de quadros não compensa quer as saídas por aposentação ou falecimento ou mesmo, em alguns casos, o aumento da população escolar.
Para "disfarçar" os casos mais gritantes de carências deste tipo, o Ministério de Educação inventou uma solução chamada "horas de limpeza". E isto não é de agora, pois já se passa há largos anos.Eu próprio, como presidente do órgão executivo da escola onde trabalhava, tive de "mendigar" a atribuição dessas horas, para tapar "furos".
No entanto, não se pense, dada a designação, que estas horas se destinam exclusivamente a serviços de limpeza.
Os funcionários admitidos neste regime (sempre em situações de curta duração) podem fazer de tudo um pouco. Designadamente desempenhar funções de responsabilidade, tais como trabalhar na portaria da escola ou acompanhar alunos com Necessidades Educativas Especiais(NEE).
E, para quem não sabe, o pagamento que o estado concede a quem se dispõe a aceitar estes serviços (e há sempre candidatos) é de...3 euros por hora.
Para que fique devidamente comprovado o que digo, aqui vos apresento um exemplo de um concurso que uma escola abriu um destes dias para dois contratos deste tipo.
Assim vai o reino da Educação em Portugal.

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segunda-feira, agosto 17, 2009

Bem prega Frei Tomás...

Na passada semana tive de ir ao meu Centro de Saúde.
Passei bastante tempo na sala de espera, aguardando a vez de ser atendido.
Entretanto, fui consultando a variada documentação afixada.
Como é óbvio, chamou-me particularmente a atenção a que se referia à gripe A.
Entre diversas informações, o já conhecido alerta: LAVE FREQUENTEMENTE AS MÃOS!
E o cartaz com instruções para o correcto exercício desse elementar preceito de higiene era detalhado. Como ensaboar as mãos, que movimentos fazer, quanto tempo demorar.
Porque estava num local onde é mais provável a existência de"materiais contaminadores", decidi passar pelas instalações sanitárias, para lavar as ditas extremidades.
Surpresa...
Dos aparelhos que deveriam fornecer-nos o sabão líquido necessário à operação, não escorreu nem uma gota. Experimentei várias vezes e nada...
Pensando que seria uma quebra ocasional nas isntalações masculinas, perguntei à cara-metade, que estava comigo, se na parte das mulheres a situação era melhor. Pois não! Lá também não havia sabão.
E o que é certo é que, minutos antes, a empregada que tem a seu cargo a conservação das referidas instalações, tinha andado por lá.
Moral da história:
- Em casa de ferreiro, espeto de pau.
-Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço.
E muitos outros ditados populares poderiam ser aplicados a esta insólita situação.

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quarta-feira, agosto 12, 2009

Aqui, não há crise...

A crise pode andar por muitos lados. Mas, pelos vistos, não atinge as máquinas de propaganda eleitoral, a avaliar pela profusão de cartazes que por aí se vêem...
Ora apreciem um breve exemplo que recolhi há dois dias junto de uma rotunda por onde costumo passar.
Olhem e contem...foto Peciscas

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terça-feira, agosto 11, 2009

Valeu a pena lutar!

Há tempos aqui vos falei da preocupação que os moradores aqui da zona sentiam perante a hipótese de ser construído um canil para albergar cerca de mil cães, bem perto das residências.
Perante esta iminência, os moradores movimentaram-se, intervieram na assembleia municipal e de freguesia, promoveram abaixo-assinados, participaram num programa em directo na SIC, para além de muitas outras diligências.
Sempre vincando a ideia de que nada movia os vizinhos contra a meritória acção da Sociedade Protectora dos Animais, empreendedora do projecto, mas sim contra a inoportunidade de ele ser edificado numa zona de concentração urbana.
Pois bem. Todos estes esforços, acabam por, aparentemente, dar resultados.
O Presidente da Câmara de Gondomar, assumiu, recentemente, em telefonema para um dos moradores, e, mais tarde, em reunião da Assembleia Municipal, que o referido canil não será construído aqui, junto das casas, reconhecendo que tal não teria sentido. Disse, ainda que sabia que havia um projecto para construir um abrigo de cães neste freguesia, mas ignorava que fosse perto de residências (será mesmo que não sabia?).
E, afinal, como sempre dissemos, encontrou-se uma alternativa, no concelho de Gondomar, para edificar o empreendimento, em terrenos longe de habitações, mas ao lado de boas vias de comunicação, já construídas ou a construir.
E, aí, tudo será conciliado: a tranquilidade dos humanos e a a dos animais.
Entretanto, ficam aqui algumas reflexões que poderão enquadrar este desfecho, feliz para os moradores dest zona.
Com efeito, esta decisão pode explicar-se por diversas circunstâncias:
-a decisiva movimentação dos moradores que seriam prejudicados por esta construção;
-a intervenção junto de órgãos de comunicação social de grande impacto nacional.
-a proximidade de eleições, onde não convém nada aos políticos que surjam movimentos de descontentamento de potenciais eleitores.
Conclusão: a democracia não se exerce apenas de x em x anos, depositando um ou mais pepelinhos numa urna. Ela pode e deve afirmar-se no dia a dia, pela intervenção dos cidadãos na resolusão dos seus problemas e na pricura de resposta para os seus anseios.

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quinta-feira, agosto 06, 2009

Eleições à porta, seja Deus louvado...

foto Peciscas
foto Peciscas
foto PeciscasDuas pequenas ruas de Rio Tinto.
Por onde passa relativamente pouca gente, pois não são vias de acesso a outras vias. São duas pacatas zonas residenciais, já bem antigas.
A Câmara Municipal, pressurosamente, coloca outdoors (não são simples placas informativas), a anunciar obras naquelas ruas.
Como se vê, as obras ainda nem sequer começaram.
Mas a publicidade foi afixada numa rua que, essa sim, tem grande movimento. Por ali passam milhares de veículos e peões, diariamente.
Enfim, eleições à porta, o que quer dizer que a propaganda eleitoral, se faz de muitas formas.
E à custa do dinheiro dos munícipes, claro!

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quinta-feira, julho 02, 2009

ÚLTIMA HORA- O Ministro Pinho foi embora


Já sabíamos que o governo gosta de malhar na direita.

Agora passamos a saber que também gosta de marrar na esquerda.

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quarta-feira, junho 17, 2009

Se puderes ver...

A urbanização onde moro, vai para dez anos, foi implantada numa antiga quinta, de grande extensão.
É um local calmo, tranquilo, onde ainda é possível escutar o canto dos pássaros e onde a natureza ainda consegue ser desfrutada com alguma qualidade.
No entanto, tudo pode mudar a breve trecho.
Com efeito, há um projecto para a construção de um grande canil, que ficará bem perto das residências, num espaço onde, para além do mais, há linhas de água que, de acordo com a lei, deveriam ser protegidas.
Os moradores andam preocupados. Nada os move contra os animais. Pelo contrário. Pensamos que o seu direito a uma existência digna e saudável deve ser assegurado. Espaços como o que se pretende construir, são indispensáveis a esses propósitos.
No entanto esse direito não pode colidir com o direito à tranquilidade dos cidadãos.
É que um equipamento desse tipo, todos sabem, traz consequências: desde logo o ruído (sabe-se que um conjunto numeroso de cães a ladrarem simultaneamente, provocam um efeito sonoro, em cadeia, bastante incomodativo). Mas há outras que são quase inevitáveis: odores desagradáveis, atracção de insectos, ...
Por isso, compreendendo a razão de ser do canil, pensam os moradores desta zona que haveria muitos outros espaços disponíveis, longe de áreas residenciais, onde os animais ficariam protegidos e tranquilos, com vantagens para todos.
Aliás, este projecto já foi recusado no Porto e em Gaia. Mas, no reino do Major Valentim, as coisas sempre se arranjam. Até porque o senhor vive, tranquilamente, numa das mais caras avenidas do Porto. Se ele morasse por aqui...
E as coisas são de tal forma que, na própria Câmara Municipal de Gondomar, não facultam (contra o que a lei define) a consulta do projecto, nem dão quaisquer informações sobre o que se passa. Anda tudo envolvido em mistério, o que não prenuncia nada de bom.

Para amanhã, quinta-feira, no programa "Nós por cá"da SIC, entre as 19 e as 20 horas, está prevista uma reportagem em directo, no local onde parecem já ter começado as obras, para se falar nesta questão. Os moradores vão lá estar presentes.
Como diz o cartoonista Onofre Varela, que também mora aqui:

"Nós gostamos de animais.

Mas não vivemos na selva".

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segunda-feira, junho 15, 2009

Ronaldo e a Matemática

Muita gente se espantou com desmesurado volume de euros envolvidos na transferéncia de Cristiano Ronaldo para o Real Madrid.
Mas, no mínimo, houve aqui um factor positivo.
É que esta situação determinou um conjunto de exercícios matemáticos que não posso deixar de realçar.
Em jornais, em revistas, em televisões, na rádio, foram apresentados os mais variados cálculos.
Quanto vai ganhar Ronaldo, por minuto, por hora por dia, por mês.
Quantos Ferraris se poderiam comprar com a verba envolvida. Quantos relógios Rolex. Quantos Maradonas. E também quantas escolas se poderiam construir com esse dinheiro.Quantos etíopes poderiam ser alimentados até ao final do ano (8.6 milhões). Quantos parques naturais poderiam ser geridos.
Como antigo professor de Matemática, só tenho que me congratular com esta exercitação matemática que pode contribuir para a melhoria dos conhecimentos nesta área.
Aliás, se o Ministério da Educação estiver atento, não deixará de aproveitar esta oportunidade, incluindo este tema no chamado Plano de Acção para a Matemática.
E, como penso que o Ministério está mesmo atento, lá mais para diante, quando constatar, novamente, que os resultados em matemática melhoraram (bruxo...), vai acrescentar aos seus tão (auto)apregoados méritos a benéfica transferência do jogador madeirense.
Bem hajas Cristiano, que ainda vais ser considerado um vulto da cultura nacional.

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segunda-feira, junho 08, 2009

Mestres e mestrados

Manoel de Oliveira, em entrevista à RTP, disse que não gostava que o tratassem por "Mestre".
"Serei sempre um aluno de cinema", afirmou.
Este atitude do grande cineasta, não pode ser considerada como traduzindo uma falsa modéstia. Com efeito, a sua já longa vida tem sido pautada pela procura incessante da excelência numa obra mundialmente reconhecida. E Oliveira nunca se dá por satisfeito com aquilo que já conseguiu. Aos 100 anos, considera que ainda lhe falta cumprir uma série considerável de projectos.
Que diferença a que separa este vulto da nossa cultura e tanta gente que por aí anda, a fazer questão de lhe acrescentarem ao nome o título de "Mestre"... "Mestre" de "Mestrado"...
Com as dificuldades de financiamento que as escolas de ensino superior estão a atravessar, o lançamento de cursos de pós-graduação, é uma solução para obterem proveitos.
Assim, fazer um mestrado passou a ser um objectivo cada vez mais ao alcance de quem tiver umas largas centenas de euros para o pagar. É que os níveis de exigência para se alcançar esse almejado "canudo" são, em muitos casos bem modestos. E, ainda por cima, já vai havendo possibilidade de se adquirirem teses de mestrado para quem não quiser ou não conseguir produzir um trabalho minimamente qualificado para o efeito.
Por tudo isto, acho que faz bem Manoel de Oliveira em se alhear da denominação de "Mestre". Com a vulgarização que o termo está a conhecer...

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quinta-feira, maio 21, 2009

Mais uma

Para quem ainda não conheça, aqui vai mais uma pérola literária da inefável Directora Regional de Educação do Norte.
Desta vez, utilizou um estilo poético que ainda torna mais hilariante este chorrilho de calinadas.
Ora vejam parte do mail que a senhora enviou às escolas quando está a atingir o quarto ano de mandato (ufff!!).
Só transcrevi uma parte, deixando de lado um poema da Fiama Hasse Pais Brandão que a Senhora Directora teve a desfaçatez de misturar com o seu "português" de refugo. A qualidade da obra da Fiama e o respeito à sua memória merecem que a aparte destas coisas tenebrosas.
Assunto: 4 ANOS DE MANDATO

Caras e caros colegas
Faz hoje 4 Anos.
Tem dias que parece que o tempo se emaranhou nas coisas e nas pessoas.
Tem outros dias em que tudo parece ter ocorrido ontem.
Contudo há algo que o tempo tem os limites certos:
-Foram quatro anos bons de amizade, de solidariedade e de prazer de poder contar com o vosso profissionalismo e apoio.
Em nome da Direcção o nosso muito obrigado.Margarida Moreira”
Quando é que a senhora perceberá que, antes de enviar estas coisas às escolas, deveria submeter-se à "censura prévia" de quem domine minimamente as artes de escrever em português?

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quinta-feira, maio 14, 2009

Mais uma de um autarca

O filho de Macário Correia, presidente da Cãmara Municipal de Tavira, feriu-se na cara, com algum aparato, durante um exercício ocorrido na Escola de Santa Luzia.
O monitor da actividade, ao que se sabe muito querido pelas crianças, foi imediatamente suspenso. Actualmente, as aulas de Expressão Corporal, estão ser conduzidas por uma Professora de Expressão Plástica, embora os alunos reclamem o regresso do anterior docente.
É claro que o autarca negou que a suspensão do monitor se devesse ao facto de o acidente ter acontecido com o seu filho.
O argumento invocado foi, transcrevo, "para bem das crianças foi sugerida outra actividade mais segura, com outro monitor naquela escola".
Pois. pois... A gente sabe como é...

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quarta-feira, maio 13, 2009

Manobras que não vêm a público...

Quem me contou esta história merece-me toda a credibilidade.

O líder de um pequeno partido político auscultou o presidente de uma Câmara Municipal sobre a possibilidade de esse partido poder afixar cartazes e implantar outdoors na cidade de que o autarca é líder há muitos, muitos anos.
O dito presidente, desfazendo-se em sorrisos, afirmou que, obviamente, o partido teria toda a liberdade para afixar a sua propaganda.
O líder do tal pequeno partido, contactou uma gráfica e uma empresa que trata da implantação de outdoors.
Pois, passados uns dias, a gráfica avisou que não teria tempo de imprimir os cartazes (as eleições autárquicas ainda demoram largos 7 meses..). A outra empresa foi mais clara: "sabe, a gente tem de viver o ano inteiro e quando o homem souber que fomos nós a colocar os cartazes, nunca mais nos dá serviço".
Não digo o nome do autarca porque ele, que até já teve processos por suspeitas de corrupção e enriquecimento ilícito, de que sempre tem escapado, tem muito poder e eu sou um modesto reformado que não quer passar a mártir de causas perdidas.

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