ESTA FIRMA FOI FUNDADA EM 31-12-2004.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Letreiros 12

Trago-vos hoje mais uma página do já meu extenso álbum de letreiros insólitos, imaginativos ou simplesmente curiosos, que vou apanhando aqui e ali.

Como se sabe, há milhares de funcionários públicos (designadamente professores) que se aposentam com pesadas penalizações.
Mas já apareceu uma empresa que garante "reformas completas"...

Eis um grafismo bem imaginativo...


Será que o SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) está a ampliar a área de intervenção?

A aristocracia já tem de recorrer a tarefas bem menos nobres... E, ainda por cima, fazendo figuras do diabo...
Depois de uma sopinha de letras, sai um café com elas...

Para além do poético nome da firma , repara-se na rua onde fica...

Rigorosamente verdade como se demonstra pela artilhada viatura...

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quarta-feira, dezembro 17, 2008

Não é vergonha ganhar dinheiro...

Há tempos, um dos nossos mais conhecidos comentadores políticos, a propósito das trapalhices em que se meteram alguns dos gestores de bancos que "deram bronca" e das grossas fortunas que rapidamente amealharam dizia:
-"Não é vergonha ganhar dinheiro".
Claro que não é vergonha ganhar dinehiro. Diria até que vergonha é haver tanto cidadão que não consegue, por mais que se esforce, ganhar o dinheiro suficiente para subsistir condignamente.
Agora há que dizer que existem muitas formas de ganhar dinheiro, designadamente "muito dinheiro". Quando se usam trapaças, artimanhas, habilidades, que passam pela especulação, pelo branqueamento, pela utilização de paraísos fiscais, aí, já deveria haver vergonha. Não para os habilidosos,que esses nunca terão escrúpulos, mas para aqueles que, vivendo honestamente, não saem da "cepa torta"
Cito, a propósito uma frase da Presidente da Comissão Nacional de Justiça e Paz, Manuela Silva : " Há uma certa opinião pública que é mais complacente com as fraudes dos ricos do que com os abusos dos pobres".
Esta conhecida economista, acrescentava ainda, nesta entrevista (Público-RR-RTP2), que considerava que as grandes fortunas deveriam ser especialmente taxadas para apoio aos pobres.
É claro que declarações deste tipo, vão ser ignoradas e passar ao lado dos grandes comentadores económicos e políticos.
Mas não serão elas tão verdadeiras quanto justas?

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segunda-feira, dezembro 15, 2008

Pudera!

Numa das suas imperdíveis crónicas de última página do JN, o velho amigo Manuel António Pina, falava, um destes dias, na forma como, muitas vezes, se encaram as personalidades políticas, ignorando o que dizem para se ter mais em atenção o seu aspecto físico.
E é mesmo assim. Temos, entre nós, muito o hábito de, quando alguma dessas figuras aparece na televisão (por exemplo), começarmos logo a comentar a maneira como está vestida, o modo como agita as mãos, o penteado. De tal modo que as palavras que estão a ser ditas ficam logo soterradas por esses comentários laterais.
É claro que esses procedimentos têm algo a ver também com as técnicas de imagem que cada vez mais se usam para se "imporem" essas figuras.
Não será por acaso que, há tempos, apareceu uma notícia dizendo que o nosso Primeiro Ministro foi considerado uma dos homens mais bem vestidos do mundo (graças aos seus fatos Armani ou aos sapatos Prada).
Também nãoterá sido por acaso que, no dia seguinte a uma entrevista da Ministra da Educação à jornalista Judite de Sousa, muita gente (designadamente nas salas de professores de escolas) comentava a inesperada cor dos olhos da senhora, muito provavelemnet alterada pelo uso de lentes de contacto. Confesso que, na altura em que visionei o programa, eu próprio dei comigo a pensar:" Afinal esta mulher tem uns olhos bem bonitos; nunca tinha reparado".
Tudo isto aponta para uma crescente valorização da forma com que a mensagem nos chega, em detrimento do conteúdo.
Depois fala-se na crise de valores e ideias.
Pudera!

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