ESTA FIRMA FOI FUNDADA EM 31-12-2004.

quinta-feira, dezembro 31, 2015

Ainda não é desta...

Acho que chegado aqui, tenho de fazer uma promessa:nunca mais hei-de criticar os políticos que se agarram ao poder. Porque, afinal, eu posso ser acusado do mesmo pecado. 
Realmente, o que é que me faz voltar aqui todos os anos para comemorar mais um aniversário de um Peciscas que nada mais produz durante o ano? Não será mesmo uma questão de estar agarrado ao poder dos blogs apesar deles já pertencerem a um passado distante? 
Durante o ano que está a findar, tive a grata surpresa de ver o amigo Manuel Félix da Costa voltar ao seu excelente Pedemeia e publicar a belas fotos que seleciona e que publica diariamente.
Pela minha parte, ainda não é desta...
Não é desta que fecho de vez o Peciscas...
Não é desta que volto a dar-lhe vida mais constante.
Fiquemos, pois, por aqui...
Até para o ano?
Quem sabe o que acontece durante um ano? 
Tanto tempo e tão pouco, afinal...

quarta-feira, dezembro 31, 2014

Instinto de sobrevivência?

Que posso dizer mais que não seja uma repetição do que já disse em anos anteriores, quando venho publicar o post que é único.
Relendo o que disse no nono aniversário constato que a "ameaça" de retornar a uma atividade mais constante teve a dimensão das promessas dos politiqueiros profissionais. Ou seja, não era mesmo para cumprir.
Mas confesso também que, quando venho aqui, uma vez por ano, me dá uma certa vontade de reavivar este Peciscas. Até porque continuo a administrar o blog oficial do Movimento em Defesa do Rio Tinto, de que faço parte. Ou seja, não abandonei de todo esta área blogueira que me fez encontrar tanta gente boa. Amigos e amigas que mantenho e manterei e que vou encontrando com certa frequência nas redes sociais.
Antes de escrever este post, andei a clicar nos links da minha barra lateral e constatei que a quase totalidade desses blogs que tenho listados, deixaram de funcionar. Até o Pé de Meia do amigo Manuel, um dos melhores que conhecia, suspendeu a publicação. Realço algumas exceções, como a Fatyly, a Odele e a Maray, que, corajosamente, ainda estão na luta. Mas são casos raros que resistem ao "ataque" que as redes sociais vieram criar aos blogues. Mas curiosamente, ou não, há , ao que sei,há por aí blogues com muito sucesso, até comercial, que são  editados em nome de algumas chamadas "figuras públicas". Mas, aqui, a lógica de funcionamento é totalmente diferente daquela que nós, os "velhinhos" destas coisas utilizávamos, e que era o amadorismo puro e simples,
Seja como for, ainda deixo aqui este post de aniversário. Até porque 10 é um númro bonito, redondinho e que fica bem na fotografia.
Estou numa idade em que já se vive fundamentalmente de recordações. E lembrar esse longínquo ano de 2004 em que descobri esta ferramenta, então aliciante, dos blogues não deixa de ser uma forma de reviver um tempo que já passou mas que foi um marco importante na minha vida.
O que virá a seguir não sei. Carpe diem e pronto!

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terça-feira, dezembro 31, 2013

9 anos

Pois cá venho, mais uma vez, subrepticiamente, "marcar o ponto" neste dia em que decorre o nono ano após aquele já longínquo dia em que o Peciscas nasceu.
Por que teimo em assinalar esta data publicando este post solitário anual? Talvez pelo atávico instinto de sobrevivência que é imanente ao ser humano... Mesmo que esta seja uma publicação quase ignorada. Realmente, no ano passado, apenas um leitor chegou até à caixa de comentários. O que é perfeitamente natural e não é para mim motivo de qualquer mágoa. E isto apesar de o meu contador de visitas continuar a assinalar uma média diária de algumas unidades. Mas isso explica-se pelas pesquisas atrvés do Google que, um pouco por todo o mundo, ocrrem a cada passo.
Bem sabemos que, nos tempos que correm as chamadas "redes sociais" é que mobilizam o interesse de quem quer comunicar através da internet. Uma espécie de fast food para consumo imediato que corre vertiginosamente e também vertiginosamente se esquece.
No entanto, vai-me parecendo que se assiste a algum renascimento dos blogues, embora, muitas vezes ligados a interesses mais ou menos comerciais.
Assim, sem soprar velas, sem distribuir fatias de bolo, passei aqui pela loja sacudi a poeira e fechei de novo a porta. Quem sabe se para a reabrir daqui por um ano, ou antes, ou nunca mais...

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segunda-feira, dezembro 31, 2012

8 anos...


Porque o mundo não acabou no passado dia 21, este Peciscas sente-se obrigado a não terminar de vez. Por isso aqui está o post anual que, comemorando o aniversário da fundação desta casa, marca a presença simbólica de quem, "não estando cá", "não desampara a loja"...
Os blogs, provavelmente estão a passar de moda, suplantados pelos "fast food" das redes sociais e similares. Mas, apesar de tudo, a minha costela conservadora (todos temos, em maior ou menor grau) impede-me de cortar com um passado em que investi bastante, que me fez conhecer gente boa, que me fez ganhar amigos que, apesar de eu "não aparecer muito por aí", continuam e continuarão a fazer parte do meu universo afetivo.
Quem sabe se...
É melhor ficar com a frase interrompida e não fazer previsões que o mais certo é falharem.
E de previsões falhadas estamos já bem fartos!
E nem vos desejo um bom ano de 2013 porque. dada a conjuntura atual (estou a falar neste cantinho à beira-mar afogado) isso soaria a ironia algo descabida.

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sábado, dezembro 31, 2011

7

Com o nariz a pingar e os olhos vermelhos pela poeirada que preenche este espaço abandonado, aqui venho revisitar o velho sótão em que se transformou este Peciscas. Ritual que vou repetindo ano a ano, só para que não seja passada, de vez, a certidão de óbito deste projecto que, até certa altura, foi viçoso, animado, com ideias. Depois, foi esmorecendo e por isso mesmo parou.
Há tempos, uma amiga que ficou desses tempos áureos (ou aurélios como diz um compincha) desafiou a malta a voltar a dar vida aos blogs velhinhos que estavam a fazer ó-ó .Houve alguma reacção, mas logo a coisa estagnou. Parece que o pessoal perdeu a mão.
No entanto há por aí alguns e algumas resistentes que continuam a publicar, com a tenacidade e qualidade de sempre.Não cito nomes para não me esquecer de alguém.
Mas pode ser que, com o meu velho feitiozinho de contrariar a corrente, um destes dias acorde com a mona virada e me volte de novo para aqui. Só por birra...
Entretanto, aqui fica este post-ilha que apenas pretende assinalar um sétimo aniversário que é mais simbólico do que real.
Até sempre gente!

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sexta-feira, dezembro 31, 2010

6 anos ?

Faz hoje precisamente 6 anos que este Peciscas começou.
Nos seus momentos mais fecundos, publicava posts diariamente. Depois, foi perdendo a garra, esmorecendo o ânimo.
Há um ano, dei a entender que as coisas iriam parar por aqui. E, de facto, em 2010 apenas se escreveu aqui um texto e esse em circunstâncias penosas, pois se referia ao desaparecimento físico de um querida amiga da primeira hora.
Mas, mesmo estando parado, o Peciscas continuou a receber visitas.Apesar de tudo, e estranhamente, os contadores foram dando conta de uma média diária de visitantes, sempre acima das três dezenas. Porquê, se nada de novo aqui aparecia? Mistérios em que a net é pródiga e para os quais a explicação não é linear.
Mas, então, se assim é, por que razão ainda insisto em publicar este post de aniversário?
Nem eu sei bem. Será aquele tão falado "instinto de sobrevivência" que nos é imanente? Será que, ao fim e ao cabo, resisto a considerar totalmente findo este projecto?
Não sei. Sei lá se, um dia destes, acordo com disposição, com tempo, com vontade, de reatar "velhos momentos"...
Se isso acontecer, os meus amigos e amigas de sempre, darão conta disso. Porque, de vez em quando, aparecem-me por aí, a manifestarem algumas saudades dos meus pobres escritos. Embora longe, de vez em quando vou espreitando os seus espaços (alguns deles também parados como este), embora quase sempre de modo silencioso.
Seja como for, a todos, a todas, desejo, como é habitual nestas alturas, que o novo ano e todos os que se seguem, vos traga tudo o que de melhor desejardes.
Até sempre!

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quinta-feira, maio 06, 2010

Adeus Nucha.

Seria este o pior motivo que me faria regressar, embora fugazmente a este espaço,
Mas tinha mesmo de aqui voltar.
Porque tu, Nucha, foste uma das primeiras vozes a saudar o meu ingresso na blogosfera.
Fomo-nos acompanhando ao longo destes mais de cinco anos que entretanto decorreram.
Depois, foste confrontada com a temível doença. Rara, como rara era a coragem e a determinação com que a enfrentaste.
Íamos falando de onde a onde. Pelo G Talk , de viva voz ou por mensagens escritas. Algumas vezes, através do telemóvel.
Conversas que tinham apenas como limite a hora de jantar.
Dizias sempre que não irias dar hipóteses à doença.E lutaste contra ela,com ganas de vencedora. Suportando com muita esperança e espírito guerreiro os exames e tratamentos,os internamentos, por vezes bem duros.
E o que é certo é que foste capaz de erguer um muro em que a malvada doença teve de embater,Na última vez que falei contigo, fiquei animado, pois as análises diziam que as coisas tinham sido controladas.
Não foi ela, afinal, quem te levou do nosso convívio. Mas outro imprevisto golpe que se abateu sobre ti.
Soube, há poucos minutos,através de um dos teus filhos, que encontrou o meu nome na tua lista de contactos telefónicos, deste triste desfecho.
Ele não me conhece mas sabe que éramos amigos.
Não sabe, se calhar, daquele cozido à portuguesa de que falámos várias vezes e que nos iria reunir, mais o Eduardo, aí perto da tua casa.
Essa  refeição, ficará para sempre, adiada.
Porque, Nucha, tu já não estás aqui.
Já não estás aqui e eu não consigo escrever mais nada.
Até sempre, querida amiga!

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