ESTA FIRMA FOI FUNDADA EM 31-12-2004.

Terça-feira, Novembro 10, 2009

Tutear é pecado...

Li, por acaso, um destes dias, uma citação de um excerto de uma entrevista dada por uma tal senhora Bobone, que ganha a sua vida a fofocar sobre o chamado jet-set e a arengar sobre regras de etiqueta. Como se vê, é uma senhora cujo labor é mesmo indispensável à nossa felicidade colectiva.
E ssa frase da senhora diz:
- Acho um horror os filhos tratarem os pais por tu. Tira o respeito. O respeito dá jeito.
Esta afirmação, poderosa e definitiva, cilindrou-me e abateu-me por completo. Desde que a li, já não posso ser o mesmo.
É que dei conta de que vivi anos e anos no horror de tratar os meus pais por tu.
E que, ainda hoje, persisto no culto desse horror. Porque o meu filho trata a mãe e o pai por tu. E trata os avós, tios e demais familía também desse modo horroroso.
Finalmente, após tantos anos de vida, dei conta da verdadeira razão que explica tanta falta de respeito que navega neste mundo.
Afinal, o pecado original está nesse pecaminoso tutear que algumas famílias devassas continuam a alimentar.
Bobone dixit.

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Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Há muros que são mais difíceis de destruir

Faz, então, 20 anos, que caíu o "Muro de Berlim".
Acontecimento simbólico que assinala, indelevelemente, a História do século XX e que, em todo o mundo, está a ser relembrado e comentado.
Ontem, na Antena 1, ouvi uma excelente reportagem sobre este marco histórico que, entre outras coisas interessantes, insistiu na ideia de que, para lá da destruição material da barreira que impedia a livre circulação entre as duas partes da Alemanha, o muro ainda persiste. Ele está ainda implantado nas mentalidades dos alemães. Permanecem desigualdades (até salariais) entre as duas regiões agora unificadas, designadamente a nível salarial. E subsistem desconfianças mútuas entre as populações que, durante décadas, foram doutrinadas por sistemas políticos antagónicos.
E levará provavelmente muito tempo até que esses muros "mentais" se abatam completamente.
É um pouco como o que se passou e se passa no nosso país.
O 25 de Abril assemelha-se, de certo modo, à queda do muro de Berlim. No entanto, passados 35 anos, esse muro ainda vigora em muitas mentalidades. Há quem se situe, mais ou menos convictamente, de ambos os lados. E o que é mais intrigante é que, alguns que não aceitam o saltar desse muro, nem sequer eram nascidos quando ele implodiu.
O que leva a concluir que mais do que as barreiras físicas, cuja destruição é fácil de conseguir, é muito mais difícil eliminar os obstáculos ideológicos e mentais que impedem a verdadeira comunhão entre os povos.

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Sexta-feira, Novembro 06, 2009

O homem põe, a Natureza dispõe...

foto Peciscas
A Natureza não quer saber se estraga estéticas ou danifica construções.
Estas plantinhas, por exemplo, consideraram que naquela parede recentemente construída, tinham as condições ideiais para se instalarem e desenvolverem.
Vai daí, as suas sementinhas vieram pelo ar e lá descobriram maneira de germinar.
E ali estão numa demonstração de irreprimível liberdade.

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Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Justiça de primeira, de segunda, de teceira...

Um cidadão, com aspecto humilde e ar um tanto transtornado, há tempos, barricou-se numa casa e apontou uma arma à polícia.
Acabou detido e agora presente a julgamento. Como deve ser, obviamente.
Mas, o que me chamou a atenção, na reportagem televisiva que hoje vi, a referir-se ao caso, foi a declaração do advogado (oficioso, saliente-se) do arguido. As declarações do causídico mais pareciam ser de acusação, do que o contrário.
Assim, o defensor, dizia que o seu "cliente" deveria ser condenado de modo exemplar, que havia provas suficientes para a sua condenação e que aconselhava o arguido a confessar tudo o que tinha feito.
E dei por mim a pensar no que aconteceria, se o presumível criminoso fosse alguém com meios materiais suficientes para contratar um daqueles advogados que se fazem pagar muito bem e que são especialistas em estratagemas jurídicos que acabam por fazer prescrever ou esbater decisivamente condenações que, à primeira vista, parecem mais do que evidentes.
Mas, neste caso, como o homem não tem dinheiro, apenas tem direito a um advogado oficioso, que parece estar a contribuir para ainda o "enterrar" mais.
Ou seja, continua a haver justiça de primeira, de segunda, de terceira e por aí fora.
Nesse aspecto, o truculento Bastonário da Ordem dos Advogados, com o qual muitas vezes discordo, parece ter mesmo razão.

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Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Abusos

As chamadas redes sociais estão na moda. Parece que vão nascendo quase todos os dias.
Algumas delas são mais populares, outras menos.
Até hoje, aderi a umas duas ou três, mais por consideração aos amigos que me enviaram convites para participar.
Mas confesso que não sou utilizador permanente e assíduo dos referidos canais de comunicação, Limito-me, na maior parte dos casos, a comentar uma ou outra mensagem. Mas, por falta de tempo ou de disposição, confesso também que ignoro uma boa parte dessas mensagens.
Entretanto, os métodos usados para expansão destas redes, são, por vezes, pouco elegantes e nada recomendáveis.
Um destes dias tinha um convite de um estimado colega da blogosfera, para aderir a uma rede que eu desconhecia em absoluto.
Passado um dia, recebi uma mensagem desse amigo, pedindo desculpa, pois teve conhecimento que, abusivamente, foi, em seu nome, enviado o tal convite, para a sua rede de contactos de e-mail.
É claro que o amigo não teve responsabilidade, mas foi-lhe criada uma situação embaraçosa.
Como em todo o lado, na net estamos sujeitos a muita falta de escrúpulos e de ética.

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Sexta-feira, Outubro 30, 2009

Marcas ou Memórias do Vento - Maria Paula Raposo





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Terça-feira, Outubro 27, 2009

Propenso a las desgracias ou "a fechar mal a mala?"

foto Peciscas

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