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terça-feira, março 27, 2007

O que quero ver, são resultados!


Digo-vos, com a maior sinceridade, que, na fase da vida em que estou, pouco me interessam as ideologias e as convicções políticas.

O que eu gostaria era de ver o meu país crescer, em riqueza, em bem-estar, em justiça, em cultura, em igualdade social e de oportunidades. Independentemente de quem possa estar no Governo a decidir e a aplicar medidas.

Ou seja, digo, como muita gente anónima "quem quer que mande, que mande bem".

Por tudo isto, o que verdadeiramente quero é que, para além do maior ou menor aparato mediático das decisões, surjam os resultados positivos que são exigidos.

Relativamente à equipa governamental que actualmente conduz os destinos do país, é essa mesma a expectativa que tenho.

Sabemos que, mais do que as palavras circunstanciais e os discursos inflamados, de situação e de oposição, será a História a julgar se as políticas eram justas ou não, se as críticas eram pertinentes ou não.

No entanto, eu, que pouco entendo de políticas macroeconómicas e outras coisas que tais, fico sempre um tanto céptico perante os argumentos esgrimidos através de números. E isto, apesar de, durante a minha vida profissional ter andado sempre à volta dos números.

Reduzir o défice em umas quantas décimas, pode ser, não o discuto, muito importante. Ouço muitas vozes "autorizadas" a louvar esse feito. Mas, por detrás do abaixamento de cada uma dessas décimas, quantos sacrifícios, quanto sofrimento, quanta angústia?

Não estou propriamente a falar de mim, que tive a sorte de poder aceder a um estatuto sócio-económico, que, até ver, me permite atravessar as crises com sobressaltos não muito contudentes.

Mas é preciso sabermos olhar à nossa volta, sabermos sentir que "há outras vidas". Que há famílias que, de um dia para o outro acordam sem emprego, sem meios básicos de subsistência. Que há muita gente que chega à farmácia e, com as lágrimas nos olhos, deixa de aviar a receita que trazia.

Talvez por já me faltar a paciência para aguardar por esse tal país que tantos nos têm prometido, cada vez fico mais desconfiado dessas montanhas de indicadores que nos atiram para cima. Quer para nos garantirem que estamos a ir a pique, quer para nos afirmarem que estamos no bom caminho.

Repito: o que eu quero ver são resultados, venham eles de onde vierem.

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