Todos nós,a propósito disto ou daquilo, somos capazes de emitir PECISCAS peciscas = opiniões, bocas, bitaites,dicas,pitaco(termo brasileiro)...
sexta-feira, janeiro 16, 2009
quinta-feira, janeiro 15, 2009
quarta-feira, janeiro 14, 2009
Nem 7 nem 70
Os jornais e os noticiários televisivos de ontem foram dominados pela consagração de Cristiano Ronaldo como o "Melhor Jogador do ano de 2008".terça-feira, janeiro 13, 2009
Haja decência!
segunda-feira, janeiro 12, 2009
Os tempos de crise são bons para alguma gente...
É bem verdade.
As épocas de crise, são sempre excelentes oportunidades para se fazerem bons negócios.
Eu nasci num tempo em que a Segunda Guerra Mundial ainda grassava na Europa (vejam lá como sou cota...).
Pois, embora Portugal (graças ao "nosso" Salazar) não vivesse directamente o conflito, foi claramente afectado por carências várias, designadamente em bens de primeira necessidade.
Ouvi várias vezes os meus pais falarem do racionamento do azeite, do açúcar, do pão.
Havia senhas que eram distribuídas às famílias, para irem às lojas comprarem o que aparecesse.
É claro que tais carências foram aproveitadas para alguma gente vender esse tipo de artigos no "mercado negro" obtendo com isso chorudos lucros.
Lembro-me também de me contarem que tinham um amigo proprietário de uma padaria. Vivíamos, então no Alentejo. E sabe-se como o pão é essencial aos alentejanos.
Então, o povo acorria a essa padaria, onde se formavam filas de gente á espera de poder levar alguns nacos de pão para matar a fome.
O meu pai ia ajudar o amigo. Este, ao reparar que o meu progenitor deixava parar a balança onde pesava o pão, logo lhe fez ver que esse procedimento não deveria ser seguido. Ou seja, o pão deveria ser posto no prato da balança e ser retirado quando o ponteiro atingia o máximo. Assim se ganhavam mais uns gramas que o cliente , afinal, não levava para casa.
Esse amigo do meu pai, quando a guerra acabou, ainda teve o desplante de dizer:
-Se a guerra tivesse durado mais uns dois anitos, ninguêm tivesse pena de mim!
Mesmo assim, acabado o conflito, já era proprietário de um bairro inteiro na cidade onde vivia.
E, quando o conheci, já só vivia dos rendimentos.
sexta-feira, janeiro 09, 2009

Na casa que aluguei em Timor, com mais dois amigos, para fugir ao ambiente militar, havia animais que se foram juntando "à família".
Cada um deles era designado pelo número de ordem de entrada na casa.
Como os humanos éramos três,o gato, passou a ser o 4.
E, em casa de militares, o bichano também tinha direito a usar bota da tropa.
o 4
O cão foi o seguinte e passou a ter o "nome de 5. Em dialecto tétum (o mais usado em Timor) 5 diz-se "lima". Portanto, também lhe chamávamos Lima.
Eis uma imagem da fase infantil do cachorro.
o 5
A catatua, a mais mimalha e refilona era, obviamente a 6.
a 6
Eis uma foto do grupo, cujos elementos tiveram sortes diferentes. Mas todos eles eram tratados como se fossem mesmo pertença do agregado
4, 5 e 6

