ESTA FIRMA FOI FUNDADA EM 31-12-2004.

segunda-feira, junho 15, 2009

Ronaldo e a Matemática

Muita gente se espantou com desmesurado volume de euros envolvidos na transferéncia de Cristiano Ronaldo para o Real Madrid.
Mas, no mínimo, houve aqui um factor positivo.
É que esta situação determinou um conjunto de exercícios matemáticos que não posso deixar de realçar.
Em jornais, em revistas, em televisões, na rádio, foram apresentados os mais variados cálculos.
Quanto vai ganhar Ronaldo, por minuto, por hora por dia, por mês.
Quantos Ferraris se poderiam comprar com a verba envolvida. Quantos relógios Rolex. Quantos Maradonas. E também quantas escolas se poderiam construir com esse dinheiro.Quantos etíopes poderiam ser alimentados até ao final do ano (8.6 milhões). Quantos parques naturais poderiam ser geridos.
Como antigo professor de Matemática, só tenho que me congratular com esta exercitação matemática que pode contribuir para a melhoria dos conhecimentos nesta área.
Aliás, se o Ministério da Educação estiver atento, não deixará de aproveitar esta oportunidade, incluindo este tema no chamado Plano de Acção para a Matemática.
E, como penso que o Ministério está mesmo atento, lá mais para diante, quando constatar, novamente, que os resultados em matemática melhoraram (bruxo...), vai acrescentar aos seus tão (auto)apregoados méritos a benéfica transferência do jogador madeirense.
Bem hajas Cristiano, que ainda vais ser considerado um vulto da cultura nacional.

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terça-feira, maio 12, 2009

Um TETRA que não foi TRETA


foto Peciscas
foto Peciscas
foto Peciscas
foto Peciscas
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quinta-feira, março 05, 2009

Qual terá sido o destino do panfleto?


No passado Sábado, antes do jogo de futebol Porto-Sporting, foi distribuído, no Estádio do Dragão, o panfleto que a imagem documenta. Como se pode ler, com o louvável intuito de chamar a atenção dos espectadores, para a necessidade de colaborarem na reciclagem e na preservação do ambiente.

Para lá da discutível ideia de se usar papel (não me parecia do tipo reciclado) para se apelar à defesa do ambiente, qual terá sido o resultado deste campanha?
Designadamente, qual a resposta dos destinatários à pergunta final do panfleto?

Imaginem!

É claro que a maior parte do pessoal que comentou este post acertou mesmo na resposta.Findo o jogo, um pouco por todo lado, centenas, milhares, destes panfletos, jaziam, a demonstrar a ineficácia, para não dizer, a incongruência da campanha.

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quarta-feira, janeiro 14, 2009

Nem 7 nem 70

Os jornais e os noticiários televisivos de ontem foram dominados pela consagração de Cristiano Ronaldo como o "Melhor Jogador do ano de 2008".
Gosto de futebol e sou português. Por isso, fiquei satisfeito em saber que um compatriota foi distinguido pela excelência na sua profissão.
No entanto, penso que haverá em tudo isto uma certa dose de exagero.
O jornal que habitualmente compro, trazia nada menos do que 6 páginas sobre a matéria.
E os outros alinhavam pelo mesmo diapasão.
Quando José Saramago foi distinguido com o Prémio Nobel, será que se fez tanto eco?
Será que a literatura tem menos valor social do que o futebol?
Ou será que o futebol tem o condão de desviar mais a atenção de outros problemas do que a literatura? A qual, se calhar, pelo contrário, pode fazer ganhar maior consciência desses problemas.
Enfim, nem 8 nem 80.
Ou melhor, neste caso, nem 7 nem 70...(esta, só quem segue a carreira do jogador entenderá...).

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quinta-feira, junho 26, 2008

Isso é... fazer de nós parvos...



Como já sabem, gosto de futebol. Mas confesso que já me falta a pachorra para ouvir as declarações das gentes ligadas a esta ramo, sobretudo no final doos jogos.
Porque, invariavelmente, usam sempre os mesmos chavões que nada dizem.
Quando ganham:

- Estamos de parabéns!
O mais importante foi o clube ter vencido!
Blá Blá Blá!
E quando perdem? Quando não fazem o seu trabalho bem feito? Quando falham o golo certo ou dão um "frango"? Quase sempre sai uma expressão que é um espanto:
- Isso é futebol!
Bom, se a moda se propagar a outras profissões, passaremos a ter situações bem curiosas.
Na oficina, o automóvel sai ainda pior do que entrou. Rsposta do responsável:
- Isso é mecânica...
Se o professor ensinou mal:
- Isso é ensino...
Se o médico faz um mau diagnóstico:
- Isso é medicina...
Se o computador vem da "clínica"cheio de virus e não arranca:
-Isso é informática...
Quem pode, ensine lá a essa gente a mudar de discurso.
Que tal, por exemplo:
-Falhei. Peço desculpa. Vou procurar fazer melhor o meu trabalho!

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terça-feira, outubro 09, 2007

Um mito da minha infância


Cada época tem os seus mitos.

Quando eu era miúdo, o meu mito no desporto era o Barrigana. Guarda-redes do F.C.P. e da selecção nacional.
Quando jogava aquelas intermináveis futeboladas do "muda aos seis e acaba aos doze", ia sempre para a baliza (lugar que pouca gente queria) porque eu "era" o Barrigana.
Imitava-lhe os gestos, designadamente, aquele jeito de sair às bolas com o joelho em riste. Para pôr os adversários em respeito.
Nessas alturas, quando vivia no Alentejo, onde os portistas eram uma espécie estranha e se contavam pelos dedos, eu não dizia a ninguém que era esse o meu clube e que o Barrigana era o meu ídolo. É que, como todos os mitos, ele despertava admiração mas também ódio. E, naquela zona, não era particularmente querido.
Quando o Porto ia jogar a Évora, eu passava todo o encontro a olhar para o "Mãos de ferro" (o seu nome de guerra na bola).
Morreu recentemente.
A última vez que o vi, foi há mais de trinta anos, num dos poucos restaurantes do Porto que,então, tinha autorização para fechar às quatro da madrugada.
Estava numa mesa, acompanhado de algumas espampanantes "damas da noite" já que, abandonada a profissão de futebolista e tendo iniciado uma pouco relevante carreira de treinador, constava que uma das suas fontes de rendimento, estaria relacionada com "negócios" em que as trabalhadoras seriam personagens desse tipo.
Foi uma sensação estranha ver aquele futebolista que marcou o meu imaginário infantil, ali, a alguns metros de distância, transformado num vulgar "gigolo", bem distante daquela auréola de prestígio que lhe tinha atribuído.

Cada época tem os seus mitos.
Que o tempo se encarrega de desvanecer.

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segunda-feira, maio 21, 2007

Mais um

Apesar de algum sofrimento, para temperar, as coisas correram bem lá para os lados do "Dragão"e pudemos acrescentar mais um título ao nosso já longo historial de vitórias.

De qualquer modo, mesmo festejando o acontecimento, não o faço com o espírito de diminuir adversários. Gosto do futebol como uma festa e não como uma luta de vida ou de morte.

Tenho amigos (aqui ou fora da blogosfera) e mesmo familiares, adeptos de outros clubes. Que ficam contentes quando as suas cores vencem.

Tudo normal!

Para o ano que vem, a luta continua!

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