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quarta-feira, agosto 05, 2009

Irritante...

foto Peciscas Falei-vos. no último fim de semana, nos espectáculos de ópera que a Câmara de Valongo promove.
No passado sábado, lá fui, assistir à edição 2009 que, desta vez não foi ao ar livre, dada a instabilidade do tempo.
Foi um excelente espectáculo, que correu muito bem, à excepção do momento em que, no meio da interpretação de uma ária, se ouve na sala,sobrepondo-se à orquestra, o irritante e insistente toque de um telemóvel. Ainda por cima fazendo soar uma daquelas musiquinhas arrevesadas que o utente da maquineta acha, certamente, muito bonitas...
Imediatamente o maestro suspendeu o concerto, ficando ele, os músicos e os cantores, imóveis, durante largos segundos.
Não sei se, para o(a) utente do telemóvel, o acontecimento serviu de lição. Mas não serviu, certamente, para outro(a) espectador(a) que, mais adiante, recebeu um toque a acusar entrada de mensagem.
Bolas! Desliguem lá essas coisas e consigam passar um tempinho sem esses "cordões umbilicais tecnológicos " que parece que já fazerem parte do nosso organismo...

segunda-feira, julho 06, 2009

Assim, não vale

Como qualquer comum mortal, transporto comigo a chamada “resistência à mudança”. Ou seja, desconfio, por norma, das “novidades”.
Mas, apesar de tudo, até vou arriscando em experimentar algo do que vai aparecendo.
Assim, há dias, o meu PC informou-me que havia uma actualização da Microsoft disponível. Tratava-se da versão 8 do seu Internet Explorer.
Muito bem, vamos a isso! Instalei a dita versão.
Mas, imediatamente, começaram os problemas. Desde logo, ao navegar pelos blogs de gente amiga, pediam-me para “autorizar” o funcionamento do Windows Media Player, necessário à visualização do espaço, mesmo sem qualquer player à vista. Dizia que sim , mas as coisas complicaram-se. Para abreviar, direi que deixei de poder abrir uma série de blogs que costumo visitar quase todos os dias.
Fiquei furioso, como é óbvio. E só tive uma solução: recorrendo ao “restauro do sistema”, voltei à versão antiga do Explorer , que sempre funcionou bem. Devo referir que, apesar de muito pessoal referir que o Mozilla Firefox é preferível como navegador, nunca me dei bem com ele, pois há blogs (inclusive o meu), que não abrem completamente com este navegador.
Depois, fazendo uma breve pesquisa no Google, vi bastante gente a queixar-se de problemas com o IE 8.
E conclui: a Microsoft continua a lançar soluções que ainda não estão devidamente apuradas para funcionarem devidamente. Em vez de as testarem internamente, esperam que sejam os utilizadores a servirem de cobaias e detectarem os problemas que eles, depois, irão corrigindo (quando o conseguem).
Assim não vale…

sexta-feira, junho 12, 2009

Tecnologias...

foto Peciscas Dispor de tecnologias mais ou menos modernas, é essencial ao nosso desenvolvimento, estou de acordo.
Mas possuí-las, mostrá-las, propagandeá-las, sem que disso resulte nenhum benefício evidente, é pouco mais do que inútil.
Posso falar deste sistema de rega que a imagem mostra que, a avaliar pelo estado das plantas, parece servir para tudo menos para ...regar.
Mas poderia falar de quadros interactivos, de computadores portáteis e por aí fora...

terça-feira, outubro 07, 2008

Queres ouvir


uma simpática senhora a dizer, em diversas línguas, entre as quais a portuguesa, as frases mais elegantes (ou as mais ordinárias) ?
Vai
aqui .
Podes escolher o idioma, o tipo de personalidade que fala e até colocar efeitos de voz.
Mas cuidado: se a frase for "pesada" é melhor não teres o som muito alto...

quarta-feira, agosto 27, 2008

Cada época tem as suas grandes realizações humanas

foto Peciscas
foto Peciscas foto Peciscas Diariamente somos confrontados com cada vez mais incríveis realizações humanas.
A ciência, a tecnologia, o conhecimento, parecem fontes de inesgotáveis surpresas.
No entanto, todas as coisas, por mais espantosas que sejam, terão sempre de ser relativizadas e contextualizadas.
Reparem, por exemplo, nas imagens que vos apresento e que recolhi numa necrópole pré-histórica, perto de Celorico da Beira.
Num olhar mais apressado, nada se notará de invulgar nestas pedras.
Mas se pensarmos que não foi a natureza que as colocou nas posições em que agora se encontram, já ficaremos mais predispostos a considerar que estamos perante uma genial realização humana.
Com efeito, foi preciso desbastar uma das pedras, retirando-lhes pedaços mais ou menos grandes, conservando, no entanto, a forma que iria permitir equilibrá-la sobre outra.
E depois, como foi possível que aquele enorme bloco granítico fosse colocado sobre o outro?
Repare-se que esses nossos antepassados pouco mais tinham do que instrumentos rudimentares.
Nem gruas, nem guindastes, nem alavancas.
No entanto, foram capazes de criar uma obra que atravessou os milénios e chegou até nós.
É por estas e por outras que deveríamos ter algum cuidado quando desdenhamos de obras que julgamos inferiores, só porque as medimos por padrões desajustados e, em última análise, incultos.

sexta-feira, julho 11, 2008

Os meus velhos discos de vinil


Tenho uma não muito grande colecção de discos de vinil, que a família foi coleccionando ao longo dos anos, quando esse processo de ouvir música dominava o mercado.Mesmo assim, serão mais de duas centenas.
Depois, com o advento dos CD´s e, mais recentemente, dos mp3 e por aí fora, os velhos discos pretos (maiores ou menores) foram caindo em desuso. De tal modo que já nem se encontravam no mercado os gira-discos capazes de os reproduzirem. Felizmente, conservei sempre dois desses aparelhos pelo que, sempre que me apeteceu, fui rodando os meus 33 1/3 e 45 rotações.
No entanto, gostaria de poder passar estas "relíquias" para outros formatos, não só para os poder ouvir no leitor portátil que anda sempre comigo, transferi-los para cd ou mesmo pô-los a tocar aqui no Peciscas. Por outro lado, se um dia ficasse sem gira-discos a funcionar, já não perdia tudo.
Mas, eis que o vinil começa novamente a ressurgir. Em grande medida porque os coleccionadores, nunca desapareceram. E também porque os DJ usam, nas discotecas, estes suportes, para fazerem misturas e criarem efeitos.
Assim, nas casas da especialidade já estão novamente à venda gira-discos e discos de vinil.
E um destes dias, encontrei um aparelho que faz a conversão, para formato mp3, dessas faixas gravadas em vinil. Usando esta maquineta, com toda a facilidade se consegue transferir para uma pendrive as músicas que estão no disco. Depois, colocam-se onde quisermos (pc, cd, leitor, e-mail,...)

Então, nos últimos dias, tenho-me entretido a recuperar algumas dessas faixas (muitas vezes em discos que nunca chegaram a ser editados em cd).
O "Até amanhã" que tem rodado ali na faixa lateral, foi obtido por esse processo.

E neste post de fim de semana, aqui vos deixo mais uma música que fui buscar a um desses velhos discos de vinil.

Trata-se do excelente "Poema do Fecho Éclair" de António Gedeão, um dos meus poetas preferidos, musicado pelo José Niza e interpretado pelo Carlos Mendes.
Quem quiser reler o poema pode clicar
aqui.
Nota- no final da música, não há deficiência na reprodução; o efeito pretendido é mesmo "esse"...