segunda-feira, dezembro 07, 2009
sexta-feira, dezembro 04, 2009
As cestas do carvão
Etiquetas: memórias
segunda-feira, novembro 16, 2009
Grupo da Boa Memória
segunda-feira, outubro 12, 2009
A propósito dos tempos que correm ou Como era a informação nos velhos tempos...
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Mesmo sendo público, e cientificamente comprovado pelos laboratórios internacionais, que a gripe era causada por um tipo de vírus, o H2N2, até então desconhecido dos humanos, o Diário de Notícias não resistiu à tentação de divulgar uma outra interpretação, mais em sintonia com a atmosfera política internacional: “A gripe asiática terá sido provocada por uma grande potência comunista para enfraquecer o mundo livre?”, questionava o DN em letras gordas em 17 de Agosto daquele ano.
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Durante toda a primeira quinzena de Setembro de 1957 a gripe asiática ausentou-se misteriosamente dos jornais portugueses, para retornar a 19 daquele mês. Um artigo no Diário de Notícias relatava que estava debelado o surto de gripe que chegara a atingir 4 mil soldados no Campo Militar de Santa Margarida, no concelho de Constância.
Excertos do Volume 14 de “Os Anos de Salazar” ed. Planeta DeAgostini
domingo, outubro 04, 2009
Morreu Mercedes Sosa
A notícia cai-me no e-mail, pela mão de um amigo e torna ainda mais cinzento este domingo em que a chuva regressa.
Mercedes Sosa foi uma voz da América Latina que era, desde há muito, uma referência para mim.
Não só cultural como também como exemplo de vida.
Esteve muitas vezes com as mães da Praça de Maio, chorando com elas o desaparecimento dos seus filhos, brutalmente assassinados pela cruel ditadura da sua Argentina.
Mercedes partiu fisicamente, mas a sua voz , o seu talento, a sua doçura melódica, ficam aí.
Uma das canções que ela celebrizou, repetia
Gracias a la vida
Também hoje digo
Agradeço à vida ter-nos dado uma mulher como Mercedes Sosa.
Etiquetas: memórias, Mercedes Sosa
quarta-feira, setembro 30, 2009
Obrigado Laura!

Orgulho-me de ser um dos seus primeiros sócios, de ter sido seu dirigente e funcionário, até perto dos anos setenta.
E lembro-me muito bem da chegada da Laura à Unicepe. Primeiro, como empregada do pequeno bar que tínhamos, fazendo também limpezas. Entrando timidamente para um meio de gente com habilitações literárias de nível superior e, ainda por cima, não muito bem vista pelas "autoridades" de então.
Mas, apesar da sua escolaridade não ser elevada, a Laurinha, mulher inteligente , foi-se integrando no espírito da cooperativa, foi aprendendo mais e mais sobre livros e cultura, até se tornar uma peça-chave do funcionamento da Unicepe.
Agora, a Laurinha, aos 64, vai embora, com muitas recordações para evocar.
Sobre muitos vultos da cultura nacional que passavam por aquelas salas de um vetusto edifício da Praça de Carlos Alberto, onde ainda hoje se encontram as instalações.
E sobre um tempo de medos e coragens, que por ali vivíamos, sempre com a perspectiva de nos entrarem pelas portas adentro, aqueles vultos cinzentos e sombrios, para quem a cultura, como a Goebells, fazia "puxar da pistola".
Foi com pessoas como a Laura de Jesus que a Unicepe conseguiu resistir a muitas crises e a muitos obstáculos.
Em nome dos pioneiros da Unicepe, em memória desses tempos que agora recordamos, por toda a tua dedicação, por teres sabido sempre "vestir a camisola" da nossa Cooperativa,
OBRIGADO LAURINHA!
Etiquetas: memórias
quarta-feira, setembro 02, 2009
Setembro diferente
terça-feira, agosto 18, 2009
Um pequeno erro
Mais propriamente na casa do avô Aleixo, numa aldeia do interior tansmontano.
Passado algum tempo, talvez um mês depois, o bom do Aleixo foi tratar de me registar (o meu pai, nessa altura, estava a trabalhar numa terra distante).
Assim, foi à sede do concelho e dirigiu-se à repartição respectiva da câmara municipal.
Lá foi fornecendo os dados que o funcionário lhe ia pedindo. Nome do rebento, nomes dos pais,...
O problema apareceu quando lhe foi perguntado:
- E em que dia nasceu o rapaz?
Aí, o meu avô, um galego que fez a sua vida em Portugal, à custa de muito trabalho e sacrifícios e era um homem de pouca instrução, ficou bloqueado.
- Ora, sei lá ao certo... Foi no dia da feira lá da terra...
Mas havia que resolver a questão. O funcionário, consultando o calendário, foi aventando datas que coincidissem com a dia da semana em que tinha havido feira lá na minha terra natal.
E, depois de várias "negociações" os dois chegaram a um consenso.
E fui registado como tendo nascido em 11 de Agosto.
Quando o avô Aleixo chegou a casa e mostrou a cédula que lhe tinham dado, a minha mãe ficou estupefacta.
-Ó paizinho, então foi registar a rapaz com uma semana de antecipação?
Assim, se a versão dos meus pais está correcta (e tudo leva a crer que sim), oficialmente sou uma semana mais velho do que realmente sou.
E daí não virá nenhum mal ao mundo.
segunda-feira, agosto 10, 2009
Em memória de Raul Solnado
Difícil seria não falar do desaparecimento físico de Raul Solnado.Num desses espectáculos, no teatro Sá da Bandeira no Porto, os espectadores foram avisados de que, no final da peça deveriam permanecer na sala para assistirem a uma rábula do actor. Foi então que ouvi, pela primeira vez, mais um dos seus monólogos ,"A Bombeiral da Moda", que foi nessa altura gravada ao vivo, para poder ter, como fundo, as gargalhadas do público. Por isso, de certa forma, colaborei no disco que depois foi editado.
Etiquetas: artistas, memórias, Raul Solnado
segunda-feira, agosto 03, 2009
Adeus B.
quarta-feira, julho 22, 2009
Nessa madrugada, fui dormir...
Nos últimos dias muito se tem falado da chegada do Homem à lua. Passaram 40 anos e há que comemorar.Etiquetas: efemérides, histórias, memórias
segunda-feira, julho 20, 2009
O Adriano vai cá fazer falta.
É bem provável que nenhum de vós saiba quem era o Adriano Teixeira de Sousa. Etiquetas: Adriano, memórias, professores
segunda-feira, junho 29, 2009
Mas vou falar de uma morte...

Como um pouco por todo o mundo se fala da morte de Michael Jackson, eu não iria acrescentar nada.
Mas vou falar de uma morte.
A do Nuno. Nuno Barreto.
Qual de vós sabe quem era?
Conhecem melhor o irmão António, porque escreve nos jornais, aparece na televisão e foi ministro.
Para quem não sabe, o Nuno era pintor. O Nuno Barreto fez ilustrações para os meus arroubos de poesia do final da adolescência.
Lembro-me do Nuno, já aqui no Porto, quando cursava Belas-Artes, a prescindir do almoço para poder comprar tintas (“vou comer umas tangerinas”).
Foi professor nessa mesma Escola de Belas-Artes onde estudou. Ao que sei, bom professor.
Esteve largos anos em Macau, onde deixou marcas.
Morreu há dias, quando ainda tinha muito para fazer por cá.
Tenho ali uma serigrafia do Nuno.
E tenho a memória de um artista.
quinta-feira, junho 25, 2009
Um S. João diferente
Estávamos longe das ruas, praças e avenidas que seriam, mais uma vez, invadidas por um mar de gente ruidosa e feliz.
À distância de milhares de quilómetros ouvíamos, nitidamente, os gritos das rusgas, o trilar dos martelinhos, as cantigas repetidas pelas incansáveis gargantas. Sentíamos, mesmo, o cheiro típico daquela noite, misto de cravo e cidreira temperado pelo indispensável alho-porro.
Nós, "os do Porto", não podíamos, daquela vez, ir cedo para a cama. Estava assente, há muito tempo, que também nós teríamos a "grande festa".
Serpenteando por entre os troncos dos coqueiros, os fios com as coloridas bandeiras de papel. No meio do terreiro a fogueira, viva e palpitante, soltava, de quando em quando, faúlhas que eram os foguetes que não tínhamos podido comprar.
À falta de sardinhas, cuja recordação nos fazia crescer àgua na boca, o caldo verde fervia na panela e o chouriço assado enchia a noite e a nossa imaginação.
No gravador, com o som bem aberto, as músicas do António Mafra ecoavam na calma tropical, acordando os pássaros que, espavoridos, fugiam. De longe, ficavam a contemplar toda aquela estranha movimentação.
De quando em quando, na estrada, um timorense parava e olhava-nos com um sorriso espantado, não compreendendo a razão de ser daquela festa inesperada.
Não imaginava como era importante para nós, do outro lado da Terra, vivermos também a nossa noite de S. João.
António Peciscas, 1985
(evocando uma noite de S.João em Timor, 1973)
quinta-feira, junho 04, 2009
As flores não devem ser cortadas
Conheci o Dário Bastos, pai de uma colega e amiga, já no final da sua existência. Frágil, mas de olhar vivo e uma simpatia irradiante."As flores não devem ser cortadas. Devem nascer, viver e morrer nos jardins".
Se calhar o Dário tinha razão. Como em muitas outras coisas.
Etiquetas: cultura. pessoas, memórias, metáforas
quinta-feira, maio 28, 2009
O meu Quim
Maria de Lourdes dos Anjos
Professora Aposentada do 1º Ciclo e escritora
(in "Nobre Povo" ed. Gailivro 2008)
quarta-feira, abril 29, 2009
Para que nunca se esqueça...
Etiquetas: este mundo, memórias
sexta-feira, abril 24, 2009
O meu testemunho sobre o 25 de Abril
Etiquetas: 25 de Abril, efemérides, memórias
quarta-feira, abril 22, 2009
Hoje, um post íntimo

Mas não estás cá e o vazio que deixaste não está nem nunca estará preenchido.
Os teus inesquecíveis olhos azuis, já não se abrem naquele sorriso luminoso com que sempre me brindavas, nesses dias 22 em que te abraçava longamente, e saudava a passagem de mais um aniversário.
Sabes, quando nos deixaste, trouxe uma haste da última roseira que plantaste no teu jardim? Aquela roseira que cobiçaste na florista e que te ofereci num pequeno vaso.
Naquele pedacito de terra onde cultivavas, com tanto carinho, as tuas "meninas". Com quem falavas diariamente, porque dizias que as plantas só crescerão saudáveis se conversarmos com elas.
Plantei essa haste aqui em frente, na minha casa.
Rosas vermelhas.
Assim quando a roseira floresce, imagino que as rosas que se abrem , são , ainda, os beijos que me trazes e que tanta falta hoje me fazem.
Se não tivesses partido, farias hoje, 87 anos.
Etiquetas: memórias
terça-feira, abril 14, 2009
Um novo akordu urtugrafiku
Pertenci à organização do evento, durante muitos anos.
Para cada passeata, era necessário produzir um texto, para comunicar aos colegas a importância a pagar, coisa que só se apurava perto do final da viagem.
Eu (que tinha a meu cargo essa tarefa) procurava que os textos fossem sempre diferentes, de ano para ano, e de certo modo adaptados à época em que se vivia.
Confesso que, por vezes, era preciso dar muitas voltas à cabeça para encontrar ideias novas.
No 13º passeio, estava-se em tempo de preparação da entrada da nova moeda europeia e, um pouco por todo o lado, tentava-se ensinar a fazer a conversão de escudos para euros.
Então, no folheto desse ano, resolvi aproveitar essa deixa.
E, não prevendo nessa altura a polémica sobre o novo acordo ortográfico, resolvi, eu mesmo, criar o meu próprio acordo, ou melhor, akordu...
Então, tentem ler a minha lição (ver scanner na imagem seguinte) e vejam se entendem esta linguagem.
Não se espantem muito porque bastantes dos nosso alunos actuais não andam muito longe deste modo de expressão...

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