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quinta-feira, maio 05, 2005

AINDA SOBRE A GUERRA DO TRÂNSITO

Image hosted by TinyPic.com Neste últimos dias, a propósito das iniciativas do Presidente da República, muito se tem falado de trânsito e de sinistralidade automóvel.
E, como sempre, as opiniões dividem-se sobre as medidas a tomar no que se refere às lutas a travar para a sua diminuição.
Por exemplo, a questão da circulação dos agentes da Brigada de Trânsito à paisana e em veículos não identificados. Já ouvi gente a concordar, por diminuir o sentimento de impunidade que vigora nas estradas. Já ouvi pessoas a dizer que tal medida representaria uma gratuita caça à multa.
Sou daqueles para quem a presença dos agentes na estrada, identificados pelos símbolos habituais ou não, traz um acréscimo de confiança quando circulo. E sempre fui contra aqueles sinais de luzes que alguns colegas automobilistas me fazem quando se cruzam comigo, para me avisarem de que a polícia anda por perto. A propósito, não sei se todos sabem que esse sinal de luzes foi criado pelos elementos da Resistência Francesa, na última Grande Guerra, para avisarem da presença de soldados alemães por perto. Esses eram, por isso, sinais que se faziam por uma boa causa.
Quando recebo essas informações nos tempos de hoje, não agradeço e até censuro. Eu quero (e nem sempre consigo) ser um condutor cumpridor, sem ser por medo da multa.
Aliás, foi referido por um dos agentes que acompanhou o Presidente numa das viagens, que, quando circula em veículo identificado, leva, em geral, atrás de si, um cortejo de automóveis que não ousam fazer a ultrapassagem.
São comportamentos deste tipo que alimentam ideias de aumento de repressão, afirmando que este país "só lá vai" com um regresso à dureza de uma ditadura, que trate todos os problemas do país "à cacetada", com mão pesada.
O que, não tenho dívidas, nunca será solução para nada.