terça-feira, novembro 28, 2006

TLBX?

Conforme já tenho dito, anda o pessoal que ensina Português à rasca com a TLEBS , quando seria muito mais aconselhável que estudasse a TLBX que é a linguagem que os putos usam entre si.
Eis um belo exemplo (real), transcrito (sic) de um bilhetinho que uma aluna passou a outra, no decorrer de uma aula:
"ontem de madrugada dixx.m td u k axa xobr mim foi rialment mt xinxeru ! ele e d+ adurei xt fim.d.xmana ontem d manhã fui s durmir km a kabexa deitada n kolu dl :):):):):) nóx tamux mlhor k nunca, tou a fikar mal abituada lol"

Bom, ká por mim k até xou netu de galego, axo mt bem ext tipo de linguax.
Xó k n era prexixo gaxtar tempu a extudar exa komplicaxão dos nomx não komtavs maxivus e n maxivus, animadus e n animadus e exas koxas todax da TLBX...

segunda-feira, novembro 27, 2006

Cultura de badanas

foto Peciscas
Entre as diversas coisas que fiz na vida, trabalhei numa livraria.
Porque havia clientes que gostavam que se adiantassem umas peciscas sobre as novidades livreiras que iam aparecendo, procurava estar minimamente informado sobre essas obras.
Mas, é claro, que, chegando às bancas, dezenas de títulos em cada semana, não seria humanamente possível ler todas elas.
Então, que fazer?
Recolher dados no material informativo das editoras e, sobretudo, ler as chamadas "badanas".
Para quem não estiver familiarizado com o termo, explico que eram (são ainda?) assim designados aqueles prolongamentos das capas dos livros, que ficam dobrados "para dentro".
Aí, normalmente, colocam as editoras um breve resumo da obra, ou, pelo menos, uma pequena descrição que ajude o presumível comprador a situar-se no seu contexto.
Ou seja, assumo que, na maior parte dos casos, eu fazia uso daquilo que se convencionou, então, chamar "cultura de badanas".
Esta designação aplicava-se, de um modo geral, aos pseudo-intlectuais, que discursavam, com ar convincente, sobre a mais diversa literatura, esmagando os outros com a sua enorme capacidade de leitura.
Agora, grande parte dos livros já não trazem as ditas badanas. Mas a contra-capa serve às mil maravilhas para os que continuam a fazer crer aos outros que lêm tudo e mais alguma coisa.
Assim, quando vejo, ao domingo, o professor Marcelo, a fazer desfilar aquela livralhada toda que lhe oferecem e que vai contribuir para o gracioso enriquecimento da sua biblioteca, não posso deixar de me lembrar dessa designação que trago na memória desde a minha juventude.

sexta-feira, novembro 24, 2006

Coincidências...

Para este fim de semana, proponho-vos um pequeno desafio.
Se para tal tiverem pachorra ( e se o alojador das músicas estiver aberto), ouçam (pelo menos um bocadinho) de cada uma destas cantigas.
No fim, tirem as vossas conclusões...


Zingarella - Enrico Macias


Ai destino - Tony Carreira

Já agora, espreitem este registo na Sociedade Portuguesa de Autores.

Mais um dado:
"C'est en Israël et en Turquie que son nouveau 45 tours "Zingarella" obtient un énorme succès en 88" (extracto de uma biografia de Enrico Macias)
E assim se fazem carreiras...

quarta-feira, novembro 22, 2006

Buracos na lei


Ouvi na Antena 1 e pasmei.
Existe um buraco na lei, que permite que um jovem com 14 anos, conduza, na estrada, um desses veículos de quatro rodas que dispensam a carta de condução, apenas exigindo licença para motorizadas.
Aliás, nunca entendi bem a razão por que esses carros, de tamanho semelhante a um Smart, apesar de não atingirem mais de 60 km/h, dispensem os condutores das exigências de formação e exame, obrigatórias para os restantes utentes de automóveis que circulam na via pública.
Aqui pelos meus lados, via, com frequência, passar uma senhora, guiando uma dessas "motorizadas de 4 rodas".
Embora andando devagar, fazia asneiras incríveis, algumas das quais tive oportunidade de presenciar "em directo".
Aliás, a carripana, cheia de amolgadelas, denunciava, com evidência, a falta de perícia da senhora (cujo aspecto, entretanto, sugeria algum défice no que toca a faculdades mentais ).
Há muito tempo que não vejo passar o carrito.
Será que a desastrada condutora o desfez de vez?
Espero, vivamente, que, a tal ter acontecido, não tenha daí resultado qualquer dano físico, para si ou para terceiros.
O que, infelizmente, já aconteceu em acidentes provocados por estes veículos.

terça-feira, novembro 21, 2006

Uma profissão de risco...

imagem daqui

Na semana passada, em Portugal, duas professoras foram agredidas, respectivamente, por um aluno e por uma encarregada de educação.
Nesta segunda-feira, na Alemanha, uma professora foi gravemente ferida por um tresloucado ex-aluno.
Segundo o JN, numa carta que deixou, este suicida louco, disse:
"Grande parte da minha vingança dirigir-se-á contra os professores, as pessoas que se imiscuíram na minha vida e ajudaram a pôr-me onde estou, no matadouro".
"Eu odeio-vos "
Ainda, de acordo com o JN:
"Este incidente trouxe à memória dos alemães o massacre ocorrido a 26 de Abril de 2002, numa escola de Erfurt, na Turíngia, em que um aluno que tinha chumbado nos exames finais de liceu matou a tiro 16 pessoas - 12 professores, dois estudantes, uma secretária e um polícia -, suicidando-se também em seguida."
Voltando a Portugal, os professores foram acusados de instrumentalizarem os alunos para estes fazerem greve às aulas de substituição.
E houve alguém importante a dizer que os principais culpados do défice das finaças públicas eram os professores devido ao facto de a maioria estar no topo da carreira...
Bom, se com tudo isto, esta não é uma profissão de risco, então já não sei o que são "riscos"...

segunda-feira, novembro 20, 2006

Isto é, também, uma declaração de amor


Desculpem lá os meus amigos e minhas amigas se desta vez, isto ficar demasiado íntimo.
Mas acontece que faz hoje anos que nasceu "a mulher que me escolheu"(roubo as palavras ao Ary) e é a minha companheira de todos os momentos.



Ne me quitte pas- Jacques Brel