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quarta-feira, março 02, 2005

VAMOS ACREDITAR!

Se vos perguntar quem é André Costa, talvez obtenha, na maioria dos casos um encolher de ombros um ou mero "não sei" como resposta.
Eu próprio, só soube quem era, pelas páginas dos jornais.
André Costa, tem 23 anos e é finalista de Design de Equipamento da Escola Nacional de Belas Artes.
É português e, entre 3800 concorrentes do mundo inteiro, acaba de ganhar o primeiro prémio, no Salão de Genebra, para o melhor design de um automóvel ( o "Moovie").
Uma grande empresa francesa do ramo, já agarrou a ideia do André e prepara-se para construir um protótipo a partir da concepação do nosso compatriota, para expôr no próximo Salão Automóvel de Frankfurt.
Mas por que estou a trazer aqui esta notícia que, se calhar, a maior parte de vós leu?
Só para dizer que, quando se fala tanto por aí que o País está perdido, que as novas gerações são um fracasso, que o nosso sistema educativo só gera ignorantes,que todos os estudos internacionais nos colocam na cauda, há respostas reais e não especulativas, que nos devem fazer pensar.
Pensar que, apesar de muitos fracassos, de muito problema a resolver e a ultrapassar, nós TEMOS GENTE!
Temos matéria humana capaz de ir muito longe, de ser tão boa como a de outras terras. Este André, foi formado, é formado, nas nossas escolas, pelos nossos professores (voltamos, um pouco, ao post anterior). Será um génio, um E.P. (extra-português)? O próprio André , de si próprio, diz que "não se considera um bom aluno", mas sim "dedicado". Embora também se queixe da "demasiada teoria" que encontra na escola. Outra questão, aliás, para se pensar...
Temos por aí mais Andrés, não tenho dúvidas. Queremos e podemos ter muitos mais. Mas, afinal, não estaremos tão no fundo como muita gente apregoa (entre eles alguns dos tais "fazedores de opinião" de que falava ontem).
Por isso, tão errado é o "nacional deixa-andar-que-tudo-se-resolve" como o "nacional-derrotismo-coitadinhos-de-nós" que nos liquida a esperança.
Aqui fica, pois, uma mensagem que, sobretudo para as novas gerações, terá de ser um lema:
VAMOS ACREDITAR!