segunda-feira, dezembro 18, 2006

O engenho dos 80

Um cidadão, já com oitenta e tais, que mora no meu concelho, tem uma pequena horta ao pé de um rio.

foto Peciscas Mas o cidadão, tinha um problema: como o rio está muito poluído (hei-de desenvolver este assunto) não conseguia água com a qualidade necessária para regar as suas queridas alfaces.Vai daí, com um pedaço de mangueira, uma banheira velha e algum engenho, canalizou a água limpa de uma pequena nascente que desaguava no rio, acumulando-a na banheira, mas deixando escorrer o excesso para o dito curso de água.Ou seja, apenas "pede emprestado" ao rio, um pequeno quinhão do precioso líquido.


foto Peciscas Mas o ancião tinha outro problema: como defender a horta dos ataques dos predadores alados. Então, com metades de bolas de espelhos, despojos sabe-se lá de que discotecas e com CD´s de sabe-se lá que artista, criou espantalhos "pós-modernos" de comprovada eficácia.

foto Peciscas Com o seu inegável engenho, este concidadão, dá lições de ecologia a quem as souber ler.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

UMA ESCALA DE GRADUAÇÃO

No passado dia 7 de Dezembro, o JN reportava mais um caso de agressão a uma professora.
Desta vez, o caso passou-se numa escola EB1 em Mafamude, Vila Nova de Gaia.
Não estou a referir-me a esta notícia pelo facto em si, que (infelizmente) já começa a ser tão vulgar, mas pela espantosa reacção do Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento a que pertence a citada escola.
Assim, este gestor, desvalorizando a agressão (uma bofetada dada à docente pela mãe de uma aluna) disse esta coisa "numa escala de 0 a 5, posso dizer que, felizmente, a gravidade da agressão se situará no nível 1".
Como sabem os colegas de profissão, faz parte das nossas obrigações, a construção e divulgação de escalas de classificação que possam funcionar como listagem de critérios de avaliação.
Sendo assim, pegando na ideia do senhor Presidente, e tentando contribuir para a apreciação de ocorrências futuras, aqui deixo uma
ESCALA PARA A APRECIAÇÃO DE ACTOS CONTRA DOCENTES
0 - Mandar o/a professor(a) pentear macacos, à meretriz que o(a) deu à luz, abaixo de Braga, ou designações similares, em bom português de sargeta.
1 - Dar uma chapada, um biqueiro no traseiro, um pontapé na canela, aplicar uma chave de braço, ao(à) prof., ou outras manifestações similares de carinho.
2 - Rachar a cabeça (sutura a necessitar de mais de cinco pontos), partir uma perna ou um braço ou atirar o(a) docente por uma escada que tenha mais de dez degraus.
3 - Dar uma naifada, tentar estrangular (duração mínima dois minutos), aplicar um choque eléctrico com mais de quinhentos vóltios.
4 - Atirar 0(a) profe. por uma janela, assinar-lhe um braço com um maçarico de acetileno, extrair-lhe um dente com um alicate de mecânico e sem anestesia (na condição de qualquer destes actos implicar o internamento hospitalar mínimo de um mês).
5 - Aplicar a "solução final" enviando o(a) docente, directamente para o "jardim das tabuletas".
Espero , com esta escala. contribuir para que, no futuro, o senhor Presidente, possa ter facilitada a sua tarefa de graduar os actos de violência contra os que supostamente, serão seus colegas.
Supostamente...

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Relógios

Nesta altura do ano, somos bombardeados com a mais diversa publicidade. visando levar-nos à compra das prendas que o Natal estipula que se ofereçam.
Entre essa publicidade, abunda a que se refere a relógios (alguns a atingirem preços que fazem abrir a boca de espanto o mais comum e pelintra dos mortais).
Mas, o que me leva a falar em relógios é um facto de que nunca me tinha apercebido até alguém, cá em casa, me ter chamado a atenção para um pormenor que verificou acontecer na publicidade a este produto.
Por isso, dei-me ao trabalho de fazer uma colagem, com imagens retiradas de vários catálogos e revistas diversas.
Observem bem as imagens. Que notam?

É claro! Todos os relógios indicam sensivelmente a mesma hora - 10h10min.

Não sei qual será a razão, mas a quase totalidade dos anúncios das "máquinas do tempo" apresentam esta curiosidade.

Apenas encontrei, para já, a excepção que se segue.

Mas, vejam bem, que mesmo nestes modelos, basta imaginar uma rotação de 180 graus do mostrador e tudo fica semelhante ao que se passa nas imagens anteriores.

Não sei se vocês já tinham dado conta destas coincidências. Para mim, foi mesmo novidade.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Casa do americano 2006

Já no ano passado vos mostrei a espectacular decoração de Natal da chamada "casa do americano", que fica perto do "alto da serra" de Valongo.
Mas, ano a ano, este cidadão faz gala de adicionar novidades que, ao que julgo, vai trazendo dos EUA, onde vive parte do ano.
O trabalho de colocação dos enfeites, dura cerca de duas semanas.
foto Peciscas

foto Peciscas

Quando chega a noite e é ligada a corrente eléctrica, o efeito é feérico.


foto Peciscas
foto Peciscas
foto Peciscas
foto Peciscas
foto Peciscas

Este boneco, reage a estímulos luminosos (p. ex. flash) movimentando-se e rindo.


foto Peciscas

Até a caixa do correio condiz.


foto Peciscas É claro que, nesta altura do ano, há uma autêntica romaria (com engarrafamentos e tudo), para ver esta vivenda única na região.

Ao que parece, havia mesmo quem deixasse dinheiro, na caixa da correspondência.

De modo que, este ano, o proprietário, achou por bem explicar que só aceita cartas para o Pai Natal.

foto Peciscas O efeito final, ao vivo, é este

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Não vá por aí...

foto Peciscas
Era uma vez um cidadão que queria encontrar uma conhecida loja de electrodomésticos que fica situada no estádio do Dragão.
Vai daí, confiou-se à informação contida num grande cartaz com que se deparou, e virou à direita.
Só que, foi andando, andandando, e, de Dragão, nem o fumo.
Deste modo, a última notícia que tive do incauto cidadão, dava-o como perdido na baixa de Faro.
E isto, muito simplesmente, porque, ao contrário do que afirma o cartaz,que se encontra no local há muitos meses, o referido estádio do Dragão, fica exactamente para o lado contrário daquele que é indicado pela seta, sendo o recinto, aliás, bem visível para quem olha para o lado esquerdo da artéria onde está implantado esta enganadora informação..
Ou seja, o referido cidadão, em vez de rumar a Norte foi encaminhado para o Sul e nunca mais chegou ao destino.