quarta-feira, junho 29, 2005

OS, SUBMARINOS, PORQUÊ?

Um destes dias o governo anunciou que iria fazer cortes no orçamento das Forças Armadas.
Mas, acrescentou, que a compra dos dois submarinos não iria estar em causa.
Perguntei-me: porquê os submarinos?
Encontrei a resposta algures

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Money can't buy happiness, but it can buy submarines

terça-feira, junho 28, 2005

ESTOU A FICAR CANSADO.

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O Verão. A seca. Os incêndios. Ciclicamente, os mesmos assuntos nos noticiários.
Um político, na televisão, fala, quase sem respirar, vendo-se que tem todas as perguntas previstas e todas as respostas na ponta da língua.
As férias. As operações da BT na estrada. Os acidentes. Ciclicamente, os mesmos assuntos nos noticiários.
Outro político virá, explicar que a culpa não é sua. Que ele até tem os dossiês estudados. Mas, ... As soluções virão a seguir. É que virão mesmo a seguir.
Não sei se é por estar a terminar mais um ano de trabalho. Com exames, avaliações, decisões nunca fáceis de tomar sobre o futuro de jovens, de famílias. Mas começo a ficar cansado.
Um cansaço que, se calhar, nem as férias irão ultrapassar.

segunda-feira, junho 27, 2005

UM ENIGMA POLICIAL

Artur Varatojo é um dos poucos escritores portugueses que se dedica à literatura policial.
Diniz Machado, no início da sua carreira literária, também se dedicou a esta área, com o pseudónimo Dennis Mc Shade.
Hoje, os chamados romances policiais cairam um pouco em desuso.
Mas, para, de algum modo, recordar esse tipo de literatura, que teve grandes cultores (Agatha Cristie, Connan Doyle e muitos outros) aqui fica um pequeno enigma policial. Da autoria, precisamente, de A. Varatojo.
É um teste à tua capacidade como investigador.
Tenta então resolver o crime e, quem sabe, não estarás a iniciar uma promissora carreira de investigador(a) policial.
NOTA - Resiste à tentação de ir espreitar a solução (que, aliás, faz umas pequenas confusões com o nome do espanhol) antes de fazer um esforço para desvendar o mistério.

domingo, junho 26, 2005

NÃO FOI POR CAUSA DA FESTA...

... que eu estive sem aparecer por aqui uns dias.
De vez em quando, a netcabo pira-se e, não há nada para ninguém!
Terá sido que o modem se entupiu com o cheiro das sardinhas?

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Ou terá ficado tão emocionado com as quadras que por aqui apareceram, que ficou sem palavra ?
De qualquer modo, já sei que, mesmo ausente, os amigos e as amigas, não deixam de aparecer.
O meu obrigado!

quinta-feira, junho 23, 2005

NA NOITE DE S. JOÃO

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Aqui há dias lancei um desafio aos amigos e amigas que passam por aqui. Enviarem-me quadras para afixar nesta grande noite da festa de S. João do burgo tripeiro.
As musas não andaram muito por estas bandas, por isso, os versos não foram muito abundantes. Mas mesmo assim, aqui vos deixo a colaboração da Ivone, da Mushu, do Carlos Tavares, do António, do Armando Ésse, da Didas e do Micróbio (embora este não tenha produzido propriamente uma quadra). O meu obrigado pela colaboração de todos(as).


Caldo verde, vinho e broa
é só o que falta no blog,
bons amigos e festa boa
de tédio já ninguém morre.

Mesmo no blog do peciscas
cheira a flores e festa rija
antes a isso, que a iscas
pois dão-me a volta à barriga.

Quando cheira a manjerico
e a sardinhas no carvão
só apetece molhar o bico
e dançar o S. João.

STRICKER - Ivone Lemos


Na noite de São João
Vai lá estar o nosso Peciscas
Com um martelo na mão
Até vai lançar faíscas

Mushu

Alho porro no totiço
um martelo na mão
vai um pão com chouriço
na noite de são joão

Carlos Barros


Na noitada de São João
não te esqueças de levar o balão
se a isso não te arriscas
podes não conhecer o Peciscas


António

Se sardinhas não petiscas,
se alho porro não tens na mão,
se não mandas umas peciscas
na noitada de S. João. Não!


Armando Ésse

O Peciscas quer fazer
Um post no S. João
Os outros escrevem as quadras
E ele descansa a mão.

Didas


Como alfacinha de gema, vou ficar pelas iscas
deixando para os tripeiros as faíscas
que possam surgir nestas fisgas
armadas pelo Peciscas...

Micróbio

E agora, aqui vão umas da minha lavra (para não dar razão à Didas) :

Vê lá tu ó S. João
se lhes dás um bom conselho
p´ra acabar com a obrigação
de trabalhar depois de velho.

Há pr´aí muita cabeça
que merece martelada.
Vamos lá dar-lhe depressa
antes da festa estragada!

S. João s´és milagreiro
muda lá o meu azar.
Quando há falta de dinheiro
toca-me sempre pagar.

O alho-porro faz festas
nas tolinhas mais ariscas.
E mesmo numa noite destas
não se livram de peciscas.

quarta-feira, junho 22, 2005

O MEDO


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De estranhos fios se tecem os mecanismos do medo.
O medo do escuro. O medo do dentista.
O medo de parecer mal.O medo da opinião pública.O medo do desconhecido.O medo da mudança.O medo dos assaltos. O medo de discordar.
O medo dos superiores. O medo do castigo. O medo, sem mais nada. O medo puro e simples.
E há quem saiba tecer com esses fios. De modo a que outros sintam medo e fiquem paralisados pela inacção. Que lhes convém.
Esses, porém, nunca dizem que utilizam o medo como forma de atingirem os seus fins.
Muitas vezes, agem por interpostas pessoas. Fazendo constar consequências nefastas para quem ousar contrariar os seus projectos.
Desta forma, reduzem os outros à amargura de terem de se vergar, deixando-os com o sentimento de culpa de quem não conseguiu vencer o medo.
Depois, surgem com a imagem dos fortes, dos que triunfaram.
Mas sempre afirmando que foram os outros, de sua livre vontade, quem decidiu agir conforme os seus desígnios.
Pensava-se que o medo era recurso exclusivo de sociedades totalitárias. Que as democracias libertariam, definitivamente, os cidadãos do medo atávico, irracional, inexplicável, mas omnipresente.Como sucedeu entre nós durante muito (demasiado) tempo.
Mas, afinal, não é isso que acontece.
Que democracias são estas que ainda se alimentam de medos?
Quantos séculos mais teremos de viver até que se atinja um tempo em que a liberdade responsável seja de tal forma interiorizada que dispense o recurso ao medo?

terça-feira, junho 21, 2005

QUADRAS DE S.JOÃO

Ainda estás a tempo de contribuir, com uma ou mais quadras, para o meu post da noitada de S.João.
Se te ocorrer alguma ideia, envia-a para
peciscas@hotmail.com

A única coisa que a quadra tem de conter é a palavra peciscas.
Desde já, a gerência agradece!