
Mas, será mesmo?
Para além das vozes discordantes dos sindicatos (como seria de esperar) as próprias confederações patronais já vão dizendo que não lhes parece nada bem a obrigatoriedade de manterem a trabalhar pessoas depois dos 65 anos.
A mim, que sou um mero, simples e ignorante cidadão, já me tinha parecido que, uma consequência inevitável do envelhecimento da população activa, seria o abaixamento da produtividade nacional.
Ou será que, paralelamente ao aumento da idade da reforma, o Governo vai distribuir doses industriais de revigorantes, tipo Ginseng?
Aos vinte, trinta, quarenta, trabalhamos, horas a fio, e nem damos conta do cansaço.
Quando comecei a minha carreira, tinha trinta horas lectivas semanais, para além das horas de preparação das aulas, da correcção de testes, de reuniões e das viagens para cá e para lá.Hoje, nem por sombras seria capaz de "ter pedalada" para tais "performances".
Por outro lado, mantendo as pessoas até mais tarde a trabalhar, que podem esperar os mais jovens que estão à procura de entrar no mercado de trabalho?E os que são despedidos ?
Depois, claro, lá aparecem os subsídios, lá aumentam as taxas de criminalidade, ... E isso não tem custos?
E, se em vez dessas medidas "óbvias" ( ainda por cima parece que a situação de pré-falência do sistema não está claramente demonstrada), se procurassem outras, talvez mais eficazes e consensuais?
Como, por exemplo, para os reformados com um nível de rendimentos acima de um determinado patamar, a obrigatoriedade de manter descontos para a dita Segurança Social? A mim, que já estou habituado a esses descontos há longos anos, não me iria causar qualquer oposição. Continuaria a contribuir, como agora, deixavam-me ir fazer outras coisas enquanto ainda as posso fazer e dava o lugar a outro, com mais vitalidade, mais paciência, porventura com mais capacidade para inovar.
Mas não! Apenas se lembram de nos manterem a trabalhar até sermos velhinhos.
Ah! E também de avisarem o pessoal que tem de fazer mais filhos.
Mas essa será matéria para outro texto...
Sem comentários:
Enviar um comentário