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segunda-feira, fevereiro 13, 2006

SUPERAÇÃO

Estive durante alguns anos ligado à natação.
Nesse percurso, assisti à aparição de nadadores com muitas potencialidades e muito talento, mas que ficaram pelo caminho. Por falta de espírito de sacrifício, de empenhamento, de perseverança.
Porque esta modalidade é muito exigente em termos de treino.
Em Portugal, dado que o desporto chamado amador, não é minimamente incentivado, para se conciliarem treinos e deveres escolares, é necessária muita carolice e pôr de lado outras coisas.
Assim, um nadador, a partir do momento em que entra na alta competição, terá, por exemplo, de se levantar pouco depois das cinco da manhã para ir treinar entre as seis e trinta e as oito, para em seguida ir para as aulas e voltar, cerca das dezassete à piscina, para mais uma sessão, que poderá durar até às nove da noite. Janta cerca das vinte e duas, tem de estudar e, amanhã terá outro dia igual.
Por isso, muitos, quando chegam a essa fase ou desistem da natação, ou deixam de ter resultados, porque põem os treinos em segundo plano.
O caso que a seguir apresentamos demonstra, no entanto, que a vontade do ser humano em superar as suas limitações e as suas contrariedades, não tem limites. É motivo de reflexão, mesmo para além do seu significado meramente desportivo.