Todos nós,a propósito disto ou daquilo, somos capazes de emitir PECISCAS peciscas = opiniões, bocas, bitaites,dicas,pitaco(termo brasileiro)...
sexta-feira, julho 21, 2006
terça-feira, julho 18, 2006
A grande bronca dos exames
Muito se tem falado, por aí, das polémicas medidas do Ministério da Educação a propósito da repetição de exames no 12º ano. Mas, como se costuma dizer, não se tem dito da "missa a metade".
Com efeito, quem anda por dentro destas coisas, vai tendo conhecimento de um conjunto de trapalhadas, que são o corolário de uma actuação, no mínimo incompetente do GAVE, que é o organismo do Ministério que tem a seu cargo a coordenação de todo o processo de exames e outras provas de avaliação.
Assim, para além do que se tem dito sobre as provas de Física e Química, há muito mais a registar.
Provas extensas em demasia, com questões mal formuladas ou até com erros científicos, tem havido de tudo um pouco.
Adianto alguns exemplos (que poderão ser complementados por colegas que eventualmente passem por aqui) de que tive conhecimento, directo ou indirecto.
Nas provas de Português do 9º ano, houve perguntas que foram anuladas, simplesmente porque não se conseguiu chegar a um consenso inequívoco sobre qual seria a resposta correcta. Em certos casos porque a nova terminologia linguística para o Ensino Básico e Secundário (TLEBS - mais uma experiência ?) que não se sabe ao certo se já será oficial no próximo ano lectivo,mas que os alunos desconhecem em absoluto, veio lançar confusões e perplexidades.
Nas provas de aferição de Matemática do 6º ano, havia uma pergunta cujo enunciado continha um erro científico básico (confusão de grandeza com medida) e havia uma outra questão que pedia para o alunos justificar uma resposta que não lhe era pedida pois a próprio texto do enunciado é que fazia a afirmação que era suposto ter de ser clarificada.
Quanto aos critérios de correcção da prova, aconteceram coisas espantosas.
Sobre a hora da realização de uma reunião dos classificadores para "aferição de critérios" veio um mail a dar conta de que havia um erro num desses critérios.
E tais critérios eram tão objectivos, que geraram discussões acaloradas entre os vários classificadores, chegando-se a resultados que variavam consoante a sala e o coordenador. Nos casos-limite, o GAVE impunha a sua interpretação do critério, mesmo que os classificadores não estivessem nada convencidos da sua justeza.
Mas, pasme-se, num desses casos, o GAVE, consultado sobre uma questão, emitiu uma ordem de interpretação, que, passados cerca de trinta minutos, foi desmentida, através de telefonema para cada um dos classificadores envolvidos.
Isto só vem demonstrar que, quem endeusa os exames e as provas deste tipo afirmando a sua fiabilidade inquestionável no que se refere à avaliação dos alunos e dos sistema,talvez tenha que, de algum modo, reflectir sobre as suas certezas.
Numa altura em que se fala tanto em competência e rigor, e se despeja, muitas vezes, sobre os professores, as culpas do maus resultados do nosso sistema educativo, é deplorável que tudo isto aconteça.
E, o mais curioso é que , por desconhecimento, ou por propósito consciente, o certo é que, a comunicação social só vai falando dos aspectos parcelares do problema, não investigando nem divulgando factos sobre a desastrosa actuação da equipa que tem a responsabilidade de gerir todo o processo de avaliação.
Será, por isso que, o António Vitorino, ontem na RTP, reconhecia que a ministra têm "uma boa imprensa"?
segunda-feira, julho 17, 2006
sexta-feira, julho 14, 2006
Mais do que centenária
quinta-feira, julho 13, 2006
Acho um injustiça



Cá por mim, acho que será uma grande injustiça, se não isentarem de IRS os prémios dos jogadores da selecção nacional que estiveram no Mundial da Alemanha.
Então, vejam lá: ao preço que está a gasolina e dados os elevados consumos dos porsches, lamborghinis, mercedes, dos craques, que vai ser da vida deles sem esse bónus?
terça-feira, julho 11, 2006
Aproveitamento de espaços
Eis como um diligente cidadão, sedento de criar, aproveitou um exíguo espaço, mesmo ao lado do alcatrão de uma concorrida via, para criar um verdejante faval.
E, asseguro-vos, pois passei de novo pelo local,verificando que a colheita já foi feita, que este agricultor engenhoso, já se terá deliciado com umas belas favas guisadas com chouriço.

E, asseguro-vos, pois passei de novo pelo local,verificando que a colheita já foi feita, que este agricultor engenhoso, já se terá deliciado com umas belas favas guisadas com chouriço.

segunda-feira, julho 10, 2006
Acabou ???

Estive uns dias fora deste espaço, mas tal não se deveu a ter estado absorvido pelo Mundial de Futebol.
As razões da ausência foram essencialmente profissionais.
É claro que vi os jogos que toda ou quase toda a gente viu.
Mas, sem entrar na onda de hipervalorização destas coisas, que sempre acontece nestas alturas.
Como se sabe, isto de fazer do futebol (de que gosto, e pronto...) algo de decisivo, é, evidentemente, muito conveniente a muita gente. Para desviar atenções, acalmar frustrações, criar mecanismos de substituição.
Mas, o Mundial acabou.
É tempo de voltar, com mais atenção, às questões que estiveram em banho-maria.
Vamos voltar a falar do desemprego, da educação, da violência, da justiça, da ...
Bom, talvez nem tanto...
É que vai começar a nova época futebolística...
Ah! E vêm aí as férias de Verão.
Essas coisas importantes, podem continuar a esperar!
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