Bom dia a mim próprio já que ninguém sabe que voltei aqui. Porquê Porque sim...
Todos nós,a propósito disto ou daquilo, somos capazes de emitir PECISCAS peciscas = opiniões, bocas, bitaites,dicas,pitaco(termo brasileiro)...
sábado, setembro 10, 2022
sábado, julho 30, 2022
Afinal,ainda está cá...
Hoje, depois de várias tentativas, consegui voltar aqui, só para ver se este velho Peciscas ainda funcionava.
Parece que sim.
E mais nada.
Para já...
quinta-feira, dezembro 12, 2019
Por que é que voltei aqui?
Hoje deu-me para isto. Numa de nostalgia abro o meu velho"PECISCAS" e andei por aí e, através da barra lateral, vi que a maioria dos blogueiros (agora diz-se bloggers....) do meu tempo fecharam as portas. Restam a Wind, a Fatily, a Odele e pouco mais.
Eu comecei há 15 anos (que se completam no último dia deste ano) e já há 4 que não publicava nada.
Estas palavras provavelmente não serão lidas por ninguém.
Mas hoje deu-me para isto meu velho Paciscas. Coisas de cota...
Eu comecei há 15 anos (que se completam no último dia deste ano) e já há 4 que não publicava nada.
Estas palavras provavelmente não serão lidas por ninguém.
Mas hoje deu-me para isto meu velho Paciscas. Coisas de cota...
quinta-feira, dezembro 31, 2015
Ainda não é desta...
Acho que chegado aqui, tenho de fazer uma promessa:nunca mais hei-de criticar os políticos que se agarram ao poder. Porque, afinal, eu posso ser acusado do mesmo pecado.
Realmente, o que é que me faz voltar aqui todos os anos para comemorar mais um aniversário de um Peciscas que nada mais produz durante o ano? Não será mesmo uma questão de estar agarrado ao poder dos blogs apesar deles já pertencerem a um passado distante?
Durante o ano que está a findar, tive a grata surpresa de ver o amigo Manuel Félix da Costa voltar ao seu excelente Pedemeia e publicar a belas fotos que seleciona e que publica diariamente.
Pela minha parte, ainda não é desta...
Não é desta que fecho de vez o Peciscas...
Não é desta que volto a dar-lhe vida mais constante.
Fiquemos, pois, por aqui...
Até para o ano?
Quem sabe o que acontece durante um ano?
Tanto tempo e tão pouco, afinal...
Realmente, o que é que me faz voltar aqui todos os anos para comemorar mais um aniversário de um Peciscas que nada mais produz durante o ano? Não será mesmo uma questão de estar agarrado ao poder dos blogs apesar deles já pertencerem a um passado distante?
Durante o ano que está a findar, tive a grata surpresa de ver o amigo Manuel Félix da Costa voltar ao seu excelente Pedemeia e publicar a belas fotos que seleciona e que publica diariamente.
Pela minha parte, ainda não é desta...
Não é desta que fecho de vez o Peciscas...
Não é desta que volto a dar-lhe vida mais constante.
Fiquemos, pois, por aqui...
Até para o ano?
Quem sabe o que acontece durante um ano?
Tanto tempo e tão pouco, afinal...
quarta-feira, dezembro 31, 2014
Instinto de sobrevivência?
Que posso dizer mais que não seja uma repetição do que já disse em anos anteriores, quando venho publicar o post que é único.
Relendo o que disse no nono aniversário constato que a "ameaça" de retornar a uma atividade mais constante teve a dimensão das promessas dos politiqueiros profissionais. Ou seja, não era mesmo para cumprir.
Mas confesso também que, quando venho aqui, uma vez por ano, me dá uma certa vontade de reavivar este Peciscas. Até porque continuo a administrar o blog oficial do Movimento em Defesa do Rio Tinto, de que faço parte. Ou seja, não abandonei de todo esta área blogueira que me fez encontrar tanta gente boa. Amigos e amigas que mantenho e manterei e que vou encontrando com certa frequência nas redes sociais.
Antes de escrever este post, andei a clicar nos links da minha barra lateral e constatei que a quase totalidade desses blogs que tenho listados, deixaram de funcionar. Até o Pé de Meia do amigo Manuel, um dos melhores que conhecia, suspendeu a publicação. Realço algumas exceções, como a Fatyly, a Odele e a Maray, que, corajosamente, ainda estão na luta. Mas são casos raros que resistem ao "ataque" que as redes sociais vieram criar aos blogues. Mas curiosamente, ou não, há , ao que sei,há por aí blogues com muito sucesso, até comercial, que são editados em nome de algumas chamadas "figuras públicas". Mas, aqui, a lógica de funcionamento é totalmente diferente daquela que nós, os "velhinhos" destas coisas utilizávamos, e que era o amadorismo puro e simples,
Seja como for, ainda deixo aqui este post de aniversário. Até porque 10 é um númro bonito, redondinho e que fica bem na fotografia.
Estou numa idade em que já se vive fundamentalmente de recordações. E lembrar esse longínquo ano de 2004 em que descobri esta ferramenta, então aliciante, dos blogues não deixa de ser uma forma de reviver um tempo que já passou mas que foi um marco importante na minha vida.
O que virá a seguir não sei. Carpe diem e pronto!
Relendo o que disse no nono aniversário constato que a "ameaça" de retornar a uma atividade mais constante teve a dimensão das promessas dos politiqueiros profissionais. Ou seja, não era mesmo para cumprir.
Mas confesso também que, quando venho aqui, uma vez por ano, me dá uma certa vontade de reavivar este Peciscas. Até porque continuo a administrar o blog oficial do Movimento em Defesa do Rio Tinto, de que faço parte. Ou seja, não abandonei de todo esta área blogueira que me fez encontrar tanta gente boa. Amigos e amigas que mantenho e manterei e que vou encontrando com certa frequência nas redes sociais.
Antes de escrever este post, andei a clicar nos links da minha barra lateral e constatei que a quase totalidade desses blogs que tenho listados, deixaram de funcionar. Até o Pé de Meia do amigo Manuel, um dos melhores que conhecia, suspendeu a publicação. Realço algumas exceções, como a Fatyly, a Odele e a Maray, que, corajosamente, ainda estão na luta. Mas são casos raros que resistem ao "ataque" que as redes sociais vieram criar aos blogues. Mas curiosamente, ou não, há , ao que sei,há por aí blogues com muito sucesso, até comercial, que são editados em nome de algumas chamadas "figuras públicas". Mas, aqui, a lógica de funcionamento é totalmente diferente daquela que nós, os "velhinhos" destas coisas utilizávamos, e que era o amadorismo puro e simples,
Seja como for, ainda deixo aqui este post de aniversário. Até porque 10 é um númro bonito, redondinho e que fica bem na fotografia.
Estou numa idade em que já se vive fundamentalmente de recordações. E lembrar esse longínquo ano de 2004 em que descobri esta ferramenta, então aliciante, dos blogues não deixa de ser uma forma de reviver um tempo que já passou mas que foi um marco importante na minha vida.
O que virá a seguir não sei. Carpe diem e pronto!
terça-feira, dezembro 31, 2013
9 anos
Pois cá venho, mais uma vez, subrepticiamente, "marcar o ponto" neste dia em que decorre o nono ano após aquele já longínquo dia em que o Peciscas nasceu.
Por que teimo em assinalar esta data publicando este post solitário anual? Talvez pelo atávico instinto de sobrevivência que é imanente ao ser humano... Mesmo que esta seja uma publicação quase ignorada. Realmente, no ano passado, apenas um leitor chegou até à caixa de comentários. O que é perfeitamente natural e não é para mim motivo de qualquer mágoa. E isto apesar de o meu contador de visitas continuar a assinalar uma média diária de algumas unidades. Mas isso explica-se pelas pesquisas atrvés do Google que, um pouco por todo o mundo, ocrrem a cada passo.
Bem sabemos que, nos tempos que correm as chamadas "redes sociais" é que mobilizam o interesse de quem quer comunicar através da internet. Uma espécie de fast food para consumo imediato que corre vertiginosamente e também vertiginosamente se esquece.
No entanto, vai-me parecendo que se assiste a algum renascimento dos blogues, embora, muitas vezes ligados a interesses mais ou menos comerciais.
Assim, sem soprar velas, sem distribuir fatias de bolo, passei aqui pela loja sacudi a poeira e fechei de novo a porta. Quem sabe se para a reabrir daqui por um ano, ou antes, ou nunca mais...
segunda-feira, dezembro 31, 2012
8 anos...
Porque o mundo não acabou no passado dia 21, este Peciscas sente-se obrigado a não terminar de vez. Por isso aqui está o post anual que, comemorando o aniversário da fundação desta casa, marca a presença simbólica de quem, "não estando cá", "não desampara a loja"...
Os blogs, provavelmente estão a passar de moda, suplantados pelos "fast food" das redes sociais e similares. Mas, apesar de tudo, a minha costela conservadora (todos temos, em maior ou menor grau) impede-me de cortar com um passado em que investi bastante, que me fez conhecer gente boa, que me fez ganhar amigos que, apesar de eu "não aparecer muito por aí", continuam e continuarão a fazer parte do meu universo afetivo.
Quem sabe se...
É melhor ficar com a frase interrompida e não fazer previsões que o mais certo é falharem.
E de previsões falhadas estamos já bem fartos!
E nem vos desejo um bom ano de 2013 porque. dada a conjuntura atual (estou a falar neste cantinho à beira-mar afogado) isso soaria a ironia algo descabida.
sábado, dezembro 31, 2011
7
Com o nariz a pingar e os olhos vermelhos pela poeirada que preenche este espaço abandonado, aqui venho revisitar o velho sótão em que se transformou este Peciscas. Ritual que vou repetindo ano a ano, só para que não seja passada, de vez, a certidão de óbito deste projecto que, até certa altura, foi viçoso, animado, com ideias. Depois, foi esmorecendo e por isso mesmo parou.
Há tempos, uma amiga que ficou desses tempos áureos (ou aurélios como diz um compincha) desafiou a malta a voltar a dar vida aos blogs velhinhos que estavam a fazer ó-ó .Houve alguma reacção, mas logo a coisa estagnou. Parece que o pessoal perdeu a mão.
No entanto há por aí alguns e algumas resistentes que continuam a publicar, com a tenacidade e qualidade de sempre.Não cito nomes para não me esquecer de alguém.
Mas pode ser que, com o meu velho feitiozinho de contrariar a corrente, um destes dias acorde com a mona virada e me volte de novo para aqui. Só por birra...
Entretanto, aqui fica este post-ilha que apenas pretende assinalar um sétimo aniversário que é mais simbólico do que real.
Até sempre gente!
sexta-feira, dezembro 31, 2010
6 anos ?
Faz hoje precisamente 6 anos que este Peciscas começou.
Nos seus momentos mais fecundos, publicava posts diariamente. Depois, foi perdendo a garra, esmorecendo o ânimo.
Há um ano, dei a entender que as coisas iriam parar por aqui. E, de facto, em 2010 apenas se escreveu aqui um texto e esse em circunstâncias penosas, pois se referia ao desaparecimento físico de um querida amiga da primeira hora.
Mas, mesmo estando parado, o Peciscas continuou a receber visitas.Apesar de tudo, e estranhamente, os contadores foram dando conta de uma média diária de visitantes, sempre acima das três dezenas. Porquê, se nada de novo aqui aparecia? Mistérios em que a net é pródiga e para os quais a explicação não é linear.
Mas, então, se assim é, por que razão ainda insisto em publicar este post de aniversário?
Nem eu sei bem. Será aquele tão falado "instinto de sobrevivência" que nos é imanente? Será que, ao fim e ao cabo, resisto a considerar totalmente findo este projecto?
Não sei. Sei lá se, um dia destes, acordo com disposição, com tempo, com vontade, de reatar "velhos momentos"...
Se isso acontecer, os meus amigos e amigas de sempre, darão conta disso. Porque, de vez em quando, aparecem-me por aí, a manifestarem algumas saudades dos meus pobres escritos. Embora longe, de vez em quando vou espreitando os seus espaços (alguns deles também parados como este), embora quase sempre de modo silencioso.
Seja como for, a todos, a todas, desejo, como é habitual nestas alturas, que o novo ano e todos os que se seguem, vos traga tudo o que de melhor desejardes.
Até sempre!
quinta-feira, maio 06, 2010
Adeus Nucha.
Seria este o pior motivo que me faria regressar, embora fugazmente a este espaço,
Mas tinha mesmo de aqui voltar.
Porque tu, Nucha, foste uma das primeiras vozes a saudar o meu ingresso na blogosfera.
Fomo-nos acompanhando ao longo destes mais de cinco anos que entretanto decorreram.
Depois, foste confrontada com a temível doença. Rara, como rara era a coragem e a determinação com que a enfrentaste.
Íamos falando de onde a onde. Pelo G Talk , de viva voz ou por mensagens escritas. Algumas vezes, através do telemóvel.
Conversas que tinham apenas como limite a hora de jantar.
Dizias sempre que não irias dar hipóteses à doença.E lutaste contra ela,com ganas de vencedora. Suportando com muita esperança e espírito guerreiro os exames e tratamentos,os internamentos, por vezes bem duros.
E o que é certo é que foste capaz de erguer um muro em que a malvada doença teve de embater,Na última vez que falei contigo, fiquei animado, pois as análises diziam que as coisas tinham sido controladas.
Não foi ela, afinal, quem te levou do nosso convívio. Mas outro imprevisto golpe que se abateu sobre ti.
Soube, há poucos minutos,através de um dos teus filhos, que encontrou o meu nome na tua lista de contactos telefónicos, deste triste desfecho.
Ele não me conhece mas sabe que éramos amigos.
Não sabe, se calhar, daquele cozido à portuguesa de que falámos várias vezes e que nos iria reunir, mais o Eduardo, aí perto da tua casa.
Essa refeição, ficará para sempre, adiada.
Porque, Nucha, tu já não estás aqui.
Já não estás aqui e eu não consigo escrever mais nada.
Até sempre, querida amiga!
Mas tinha mesmo de aqui voltar.
Porque tu, Nucha, foste uma das primeiras vozes a saudar o meu ingresso na blogosfera.
Fomo-nos acompanhando ao longo destes mais de cinco anos que entretanto decorreram.
Depois, foste confrontada com a temível doença. Rara, como rara era a coragem e a determinação com que a enfrentaste.
Íamos falando de onde a onde. Pelo G Talk , de viva voz ou por mensagens escritas. Algumas vezes, através do telemóvel.
Conversas que tinham apenas como limite a hora de jantar.
Dizias sempre que não irias dar hipóteses à doença.E lutaste contra ela,com ganas de vencedora. Suportando com muita esperança e espírito guerreiro os exames e tratamentos,os internamentos, por vezes bem duros.
E o que é certo é que foste capaz de erguer um muro em que a malvada doença teve de embater,Na última vez que falei contigo, fiquei animado, pois as análises diziam que as coisas tinham sido controladas.
Não foi ela, afinal, quem te levou do nosso convívio. Mas outro imprevisto golpe que se abateu sobre ti.
Soube, há poucos minutos,através de um dos teus filhos, que encontrou o meu nome na tua lista de contactos telefónicos, deste triste desfecho.
Ele não me conhece mas sabe que éramos amigos.
Não sabe, se calhar, daquele cozido à portuguesa de que falámos várias vezes e que nos iria reunir, mais o Eduardo, aí perto da tua casa.
Essa refeição, ficará para sempre, adiada.
Porque, Nucha, tu já não estás aqui.
Já não estás aqui e eu não consigo escrever mais nada.
Até sempre, querida amiga!
quinta-feira, dezembro 31, 2009
Até sempre gente boa!
No dia 31 de Dezembro de 2004 nascia este Peciscas.
Sem saber muito bem ao que vinha, abalancei-me nesta aventura de entrar na blogosfera.
A princípio, timidamente. Depois, ganhei-lhe gosto e fui por aí fora.
Escrevi sobre tudo e mais alguma coisa.
Lancei iniciativas, por vezes brincalhonas.
Talvez a que mais gozo me deu foi a edição dos posts sonoros.
Mas, o mais importante ter feito dezenas de amigas e amigos.Gente boa,que me enriqueceu a vida.
Alguns dos quais tive o gosto de conhecer "ao vivo". Outros que ainda "aguardam a oportunidade "daquele abraço" real.
Mas, passados estes 5 anos, o ânimo está a esmorecer.
Neste mundo actual de "fast food" internáutico, onde o que está na moda são as redes sociais, os twiters, os facebook, os netlog e por aí fora, parece já haver pouco espaço para o prosseguimento dos "bons velhos tempos" blogosféricos.
É certo que tenho, sempre por aqui, uma corte de indefectíveis que nunca me abandonam.
Mas, confesso que, nos últimos tempos tenho andado cada vez com menos vontade de vir aqui e trazer coisas novas.
Ou serei eu que estou a ficar velho e cansado.
Por isso, este aniversário é um bom pretexto para entrar numa pausa que não sei se será mesmo definitiva.
Assim, o Peciscas, no dia em que faz 5 anos, mete os papéis para a aposentação. Tal como o dono fez na sua profissão.
É claro que aprendi, há muito, que nunca se deve dizer "nunca".
Deste modo, é possível que venha aqui uma ou outra vez, se houver algum motivo imperioso para tal. Uma causa. Um movimento de solidariedade. Uma solicitação amiga.
Bem vistas as coisas, os aposentados, por vezes, fazem uns "biscates" para entreter...
Mas, a minha intenção, neste momento, é mesmo parar para pensar....
Entretanto, como dizia o conhecido político, "vou andar por aí"...Até sempre, gente boa!
sexta-feira, dezembro 18, 2009
"Casa do Americano 2009"
Por estas alturas festivas, costumo mostrar-vos imagens da "casa do americano", como é conhecida a moradia de um vizinho que, no Natal, sempre a decora de modo exuberante.
Também já vos tenho referido que, nesta época, há uma autêntica romaria de curiosos que passa pela rua onde se situa a habitação.
A quem já tem visto as imagens dos anos anteriores, poderá parecer que são sempre iguais. Mas não é assim. Os organizadores do "espectáculo" fazem questão de, todos os anos, acrescentar novidades à decoração.
Este ano notei , pelo menos,um comboio com renas e Pai Natal...
Nas redondezas, há quem procure seguir o exemplo e já tem , também, um respeitável elenco iluminativo.
Mas nada que chegue aos calcanhares do "americano".
quinta-feira, dezembro 17, 2009
Devemos andar todos surdos...
Pelos vistos vivemos num país de surdos...
Não,. Não digo isto em sentido figurado, procurando atingir políticos ou outros figurões.
É que, não há publicação escrita que não traga, diariamente, extensos anúncios, a reclamar as virtudes milagrosas de aparelhos que vão melhorar decisivamente a audição. Ou, então,dentro de revistas ou directamente para a nossa caixa de correio, lá estão os papelinhos a propor testes ou experiências com estes aparelhinhos.
E fazendo sempre passar a mensagem de que aquilo é extremamente barato.
Ora, a avaliar pela extensão dos meios publicitários envolvidos (uma página inteira de jornal, por exemplo, é bem cara) deve tratar-se de negócio bem lucrativo
Até porque conheço um amigo, que comprou um desses utensílios e pagou quase 2000 euros..
E, segundo ele, a audição em pouco melhorou, porque , quando está no meio de um grupo a conversar em simultâneo, não consegue distinguir os sons, que se baralham em irritante confusão.
Mas,enfim, devemos ser muitos a ter dificuldades de audição, porque eles continuam a atacar por todo o lado.
quarta-feira, dezembro 16, 2009
segunda-feira, dezembro 14, 2009
Almoços e jantares de Natal...
Nesta altura do ano, há uma roda-viva de almoços ou jantares de Natal.
Grupos de amigos, colegas de profissão, confrarias gastronómicas tudo serve para pôr "os pés de baixo da mesa".
Dezembro, é, pois, um mês em que se deve esconder a balança e evitar fazer análises.
No passado sábado, lá estive, em mais uma dessas confraternizações, Neste caso de professores aposentados, a que chamamos o "Grupo da Boa Memória".´
Cerca de 40 à mesa e. no final, a habitual troca de "prendas", em que, normalmente, trazemos para casa mais una bugiganga que vai para o monte da tal tralha que por aí se amontoa.
Mas, neste almoço, o que me calhou em sorte até foi divertido e certeiro. De facto, a frase pendurada no porta-chaves, passados três anos, continua a traduzir fielmente o meu estado de espírito...
sexta-feira, dezembro 11, 2009
Projecto Viva
No nosso dia a dia, há pequenos acontecimentos , que de tão habituais e mecânicos, já não assumem qualquer significado especial para nós.
Por exemplo, abrir uma torneira, lavar as mãos, ou beber um copo de água, ou encher uma panela para cozinhar.
No entanto, mais perto ou mais longe, há outros seres humanos , para quem esse tipo de acontecimentos representam um drama diário.
Porque há locais da terra onde a água é um bem quase inacessível. Obter o precioso líquido (e quantas vezes em condições totalmente insalubres) exige esforços e sacrifícios quase inacreditáveis (como, por exemplo, andar 42 km a pé).
E nós, que abrimos a torneira mecanicamente e só nos damos conta de como a água nos é indispensável quando há avaria na rede e ela deixa de jorrar, que poderemos fazer?
Pequenas coisas, tais como evitar desperdícios inúteis.
Ou, como tive oportunidade de fazer, colaborar numa campanha, como o Projecto Viva.
No supermercado, no momento em que ia pagar as minhas compras, vi que poderia registar mais um artigo: uma garrafa de rótulo azul, vazia, colocada num pequeno escaparate.
Paguei 1 euro pelo registo. Recebi em troca um cartão, que aqui reproduzo.
Será que este gesto sossegou a minha consciência?
Nem tanto. Pelo contrário. Vim do supermercado a pensar em tudo isto. Nas disparidades que ainda subsistem no mundo. E de como são limitadas as capacidades de intervenção dos "comuns mortais" como eu.
Posso supor que aquele euro, junto com outros, poderão ajudar a abrir um poço, numa localidade distante, que nem sei ao certo onde fica. Mas será apenas um poço, que minorará o sofrimento de alguns semelhantes.
Eu sei que estes pequenos gestos, contam.
Mas, mais ainda do que isso, é urgente engrossarmos um largo movimento de opinião e de pressão, para que os "senhores do mundo" sejam capazes dos "GRANDES GESTOS" que esses sim, sejam capazes de alterar significativemte estas tão injustas como injustificadas disparidades.
quarta-feira, dezembro 09, 2009
Ainda a propósito de "tralhas".
Há dias falava aqui sobre a minha dificuldade em me desfazer de algumas tralhas que tenho em casa.
A propósito desse texto, foram-me deixados alguns comentários que sugeriam possíveis destinatários desses materiais, que a eles não podendo aceder por razões económicas, os utilizariam, ainda de modo proveitoso.
Devo dizer que é uma prática a que muitas vezes recorro.
Ou seja, quando sei que tenho algo de que já não preciso e que ainda está em condições de servir a outros, encaminho-o para que não acabe no lixo.
Por exemplo para a associação Emaús que tem um armazém aqui bem próximo.Roupas, mobílias, electrodomésticos, telvisores, já lá deixei bastantes artigos. Eles próprios, quando os objectos são de maior porte, vêm a casa recolher.Por exemplo, quando a minha mãe faleceu, a maior parte do recheio da casa, foi doada a esta instituição.
Por outro lado, no que se refere a artigos de vestuário, já há por aqui perto, contentores, instalados pela autarquia, onde se podem deixar as peças que já não vestimos.
Mas, em tudo isto, há uma condição que eu procuro seguir. Só encaminho o que ainda está em relativo bom estado. Roupa que não está rota. Televisores que ainda funcionam. Mobílias que não estão escavacadas.
Quando se trata de um "mono" já sem serventia, então, chamo os serviços da Cãmara que os recolhem, ou, então, no caso de ter comprado algo novo, peço aos vendedores que levem a peça avariada (são obrigados por lei a fazerem essa remoção).
É que, mesmo quem precisa da nossa solidariedade, tem uma dignidade humana a preservar. Dar-lhes algo que já está significativmente degradado, é, a meu ver, atentar contra essa dignidade.
segunda-feira, dezembro 07, 2009
Guarda-chuvas ecológicos
Nestes tempos de intempérie, dependemos de alguns equipamentos para evitarmos, o mais possível, molhadelas nada agradáveis.
O guarda-chuva ( que os amigos lisboetas e outro pessoal lá do sul insiste em chamar "chapéu de chuva") é um desses equipamentos.
Mas trata-se de algo que só transportamos quando não pode mesmo deixar de ser. Em geral, se quando saímos de casa não chove, é certo que o dito cujo não segue viagem connosco.E esse facto tem muito a ver com o facto de ser um objecto incómodo, que se esquece em qualquer sítio e também algo frágil. Basta ver a quantidade de destroços de cabos, varetas e panos que ficam pelas ruas em dias em que os aguaceiros são acompanhados de maior ventania.
Não era esse um problema para os timorenses.
Quando vivi nesse longínquo território, dei conta de que as populações locais dispensavam guarda-chuvas. Pelo menos esses que se compram nas lojas e são produzidos industrialmente.
De facto, quando a chuvada era maior, os timorenses resolviam o problema muito facilmente. Iam-se a uma bananeira e cortavam uma das suas largas e impermeáveis folhas, mantendo o longo pé.
Assim se abrigavam. Com a vantagem de, passado o temporal, a folha poder ser abandonada, sendo facilmente decomposta pela natrureza.
Era, então, uma protecção prática e ecológica.
sexta-feira, dezembro 04, 2009
As cestas do carvão
Nos meus tempos de criança, morando numa pequena cidade do interior, a vinda a uma grande metrópole como o Porto, era fonte de encantamento para os meus olhos provincianos.
Os carros eléctricos, oa anúncios de neon a cintilar na noite, deixavam-me sempre embasbacado.
E uma das coisas que particularmente admirava, era, logo à entrada da cidade,uma espécie de teleférico que cruzava a estrada, fazendo correr, em vaivém interminável, umas pequenas cestas pretas que corriam em cabos, suspensos em torres de betão e aço.
Explicaram-me que era por ali que o carvão extraído nas minas de S. Pedro da Cova, era conduzido até ao Monte Aventino, na zona das Antas, já bem na zona nobre da cidade do Porto.
Mais tarde, quando vim morar para cá, por coincidência, a minha casa ficava a cerca de cem metros dessa linha.
Lá estavam as ditas cestas, correndo. Para cima traziam o carvão, para baixo seguiam vazias. Quando passavam pelo poste, faziam um ruído metálico monótono e não muito agradável.
Mas tudo tem um fim. O carvão mineral caiu em desuso. As minas foram desactivadas. As cestas deixaram de ter serventia. Por isso, essa espécie de teleférico foi eliminado.
Mas, um destes dias, fui encontrar uns restos de uma construção que me parecia familiar.
Pois, era isso mesmo. Aquilo que a minha foto mostra é, nem mais nem menos, do que uma parte de uma desses postes que sutentavam os cabos por onde passavam as cestas do carvão.
Por ali passa, diariamente, muita gente. Os jovens, que até já grafitaram o "monumento" não farão a mínima ideia do que aquilo é.
E ainda farão menos ideia de como era violenta a vida dos mineiros, trabalhando quase como escravos, no fundo de buracos insalubres, para ganharem uma miséria. E para, a breve trecho, verem a saúde consumida pela terrível silicose.
Quem, aliás, quiser saber mais um pouco sobre o que aí se passava, pode encontrar aqui um impressionante e real testemunho de um antigo mineiro.
quinta-feira, dezembro 03, 2009
Vou abrir um museu...
Sou daquelas pessoas que tem uma grande dificuldade em se desfazer de tralhas já obsoletas, sem grande serventia ou até mesmo avariadas.
Por exemplo, tenho cá em casa três computadores de mesa e dois portáteis.
Dos de mesa, só um funciona como deve ser. Um dos outros, o primeiro que tive, é um respeitável ancião que quase só serve para escrever uns textos.Raramente o uso. O outro, basicamente tem todas as funções activas, mas move-se a passo de caracol. Para passar de uma página a outra, espreguiça-se, boceja, olha para mim com ar enfastiado e, só depois de muito o encorajar é que ele segue em frente. Neste momento, só para que ele não se habitue à inacção, estou a usá-lo, precisamente para escrever este post.
Dos portáteis, um está operacional e o outro, foi definhando pouco a pouco, até que, há cerca de uma semana, deu o "bafo" definitivo.
Mas, que querem? Com este meu respeitinho ancestral pelos direitos da terceira idade, teimo em manter na família estas peças de museu.
Já não falando em televisores, câmaras de filmar e fotográficas, aparelhagens de som.
Qualquer dia, com todas esta parafernália de velharias, ainda vou abrir um museu!
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