sexta-feira, novembro 20, 2009

Letreiros 18

Mais uma série da minha colecção de letreiros ou dísticos mais ou menos incomuns.

DIZ
Mas digo o que?

foto Peciscas Não precisas de ir ao pomar, porque ele vem bater-te à porta. Mesmo com uma pequena confusão de acentos...
foto Peciscas Será que este rio transborda?
foto Peciscas É sempre útil tomar um banhito...
foto Peciscas What is this???
Quem quer casar com a doce padeirinha?
foto Peciscas TNT?
Será um camião armadilhado?
Brevemente, mais letreiros.

terça-feira, novembro 17, 2009

Oportunidades perdidas

Terminou, em Roma, a Cimeira da FAO, que deveria adoptar medidas concretas para erradicar esse flagelo humanitário que é a fome no mundo, até ao ano de 2025. Essa foi uma meta que tinha por base declarações anteriores de potências dominantes.No entanto, interesses diversos que combatem entre si nestas alturas, acabaram por produzir uma resultado decepcionante.
Com efeito, a declaração final é vaga, não estabelece compromissos sólidos para o futuro. Fica-se pela fugaz intenção de vigiar para que medidas urgentes sejam tomadas (...) para reduzir em metade a percentagem e o número de pessoas que sofrem de fome e de subnutrição até 2015.
Entretanto, a reunião preparatória da Cimeira de Copenhaga, que deveria adoptar medidas para reduzir a emissão de CO2 para inverter a trágica subida do "efeito de estufa" que ameaça, entre outras coisas, a existência de grandes faixas de território em diversos países, também se salda por um lamentável fracasso. Os principais poluidores, China e EUA, não querem comprometer-se com metas concretas. Pensam muito mais nos seus planos de "crescimento económico" do que com a saúde do planeta e com a sustentabilidade do nosso futuro colectivo.
Mais uma vez se prova que, as boas palavras dos altos responsáveis, soam bem mas são um puro exercício de hipocrisia. Quando se trata, apenas, de falar, tudo se promete. Mas quando chega o momento de agir, encolhem-se.
Mas que raio de "crescimento económico" será este que põe em risco o planeta? Para que é que precisarão as gerações, presentes e futuras, de um "crescimento económico" que, às tantas, não vai ter nenhuma oportunidade de se evidenciar, porque o mundo já será um deserto, estéril e quase impossível de habitar?

segunda-feira, novembro 16, 2009

Grupo da Boa Memória

Faço parte de um grupo que já ultrapassa as duas dezenas de elementos.
Temos em comum três factos:
-somos todos aposentados;
-fomos todos professores;
-todos trabalhámos, na fase final da carreira, numa mesma escola.
Chamamos-lhe o "Grupo da Boa Memória".
De onde a onde, juntamo-nos, conversamos, convivemos, visitamos locais de interesse cultural, petiscamos.
Só há uma regra básica que todos respeitamos: não falar de política nem de Educação ou de escolas.
Por isso, estes encontros são sempre bons momentos, agradáveis jornadas onde nos sentimos bem. O último decorreu na passada terça-feira. Descobri dois monumentos no Porto, onde, apesar de viver aqui há quase 5o anos, nunca tinha entrado, mesmo passando à porta centenas de vezes.
O próximo evento já está agendado: será um almoço de Natal à beira-mar. Dentro de um abrigado restaurante, saliente-se...

sexta-feira, novembro 13, 2009

Uma decoração viva

foto Peciscas
Acho que já vos disse que, actualmente, não tenho nenhum animal doméstico. Mas sou diariamente visitado por alguns bichanos que, usando do conhecido espírito de independência bem própria destes animais, não reconhecem muros, portas ou outras quaisquer barreiras.
Um destes dias, ao chegar a casa, deparei-me com destes "amigos" que achou por bem quebrar a eventual monotonia da fachada, postando-se no pilar, mesmo acima do número da minha porta.
Achou que ficaria bem ali.
Há quem ponha leões, águias, cães, dragões, de louça, de metal...
Mas, naquele dia, àquela hora, eu podia dar-me ao luxo de ter um elemento decorativo vivo, animado e imponente.
Fotografei, para que conste em memória futura.
E pronto... Já ficam a saber que moro no nº 31...

terça-feira, novembro 10, 2009

Tutear é pecado...

Li, por acaso, um destes dias, uma citação de um excerto de uma entrevista dada por uma tal senhora Bobone, que ganha a sua vida a fofocar sobre o chamado jet-set e a arengar sobre regras de etiqueta. Como se vê, é uma senhora cujo labor é mesmo indispensável à nossa felicidade colectiva.
E ssa frase da senhora diz:
- Acho um horror os filhos tratarem os pais por tu. Tira o respeito. O respeito dá jeito.
Esta afirmação, poderosa e definitiva, cilindrou-me e abateu-me por completo. Desde que a li, já não posso ser o mesmo.
É que dei conta de que vivi anos e anos no horror de tratar os meus pais por tu.
E que, ainda hoje, persisto no culto desse horror. Porque o meu filho trata a mãe e o pai por tu. E trata os avós, tios e demais familía também desse modo horroroso.
Finalmente, após tantos anos de vida, dei conta da verdadeira razão que explica tanta falta de respeito que navega neste mundo.
Afinal, o pecado original está nesse pecaminoso tutear que algumas famílias devassas continuam a alimentar.
Bobone dixit.

segunda-feira, novembro 09, 2009

Há muros que são mais difíceis de destruir

Faz, então, 20 anos, que caíu o "Muro de Berlim".
Acontecimento simbólico que assinala, indelevelemente, a História do século XX e que, em todo o mundo, está a ser relembrado e comentado.
Ontem, na Antena 1, ouvi uma excelente reportagem sobre este marco histórico que, entre outras coisas interessantes, insistiu na ideia de que, para lá da destruição material da barreira que impedia a livre circulação entre as duas partes da Alemanha, o muro ainda persiste. Ele está ainda implantado nas mentalidades dos alemães. Permanecem desigualdades (até salariais) entre as duas regiões agora unificadas, designadamente a nível salarial. E subsistem desconfianças mútuas entre as populações que, durante décadas, foram doutrinadas por sistemas políticos antagónicos.
E levará provavelmente muito tempo até que esses muros "mentais" se abatam completamente.
É um pouco como o que se passou e se passa no nosso país.
O 25 de Abril assemelha-se, de certo modo, à queda do muro de Berlim. No entanto, passados 35 anos, esse muro ainda vigora em muitas mentalidades. Há quem se situe, mais ou menos convictamente, de ambos os lados. E o que é mais intrigante é que, alguns que não aceitam o saltar desse muro, nem sequer eram nascidos quando ele implodiu.
O que leva a concluir que mais do que as barreiras físicas, cuja destruição é fácil de conseguir, é muito mais difícil eliminar os obstáculos ideológicos e mentais que impedem a verdadeira comunhão entre os povos.

sexta-feira, novembro 06, 2009

O homem põe, a Natureza dispõe...

foto Peciscas
A Natureza não quer saber se estraga estéticas ou danifica construções.
Estas plantinhas, por exemplo, consideraram que naquela parede recentemente construída, tinham as condições ideiais para se instalarem e desenvolverem.
Vai daí, as suas sementinhas vieram pelo ar e lá descobriram maneira de germinar.
E ali estão numa demonstração de irreprimível liberdade.