Todos nós,a propósito disto ou daquilo, somos capazes de emitir PECISCAS peciscas = opiniões, bocas, bitaites,dicas,pitaco(termo brasileiro)...
sexta-feira, setembro 11, 2009
quinta-feira, setembro 10, 2009
quarta-feira, setembro 09, 2009
Uma questão de transparência...
Será por isso que um original vandalizador de propaganda eleitoral, resolveu fazer o recorte que a minha foto documenta?
Assim, o menos que se poderá dizer deste candidato é que é um político tão "transparente" que se pode ver para além da sua cara.
Já agora: o nome do homem não vos é estranho, pois não?
Sim, é mesmo esse, o que foi corrido da DREN por ter dito uma graçola a propósito da "licenciatura na hora" do nosso Primeiro.
terça-feira, setembro 08, 2009
Para valer?
Em Matosinhos, quem for apanhado a cuspir para o chão na via pública fica sujeito a pagar uma multa entre 45 a 4500 euros.São, obviamente, de aplaudir medidas como esta.
Assim como punir os donos dos cãezinhos que deixam os seus "caracóis" em tudo quando é passeio ou jardim.
Mas eu pergunto: estas leis são mesmo para cumprir ou aparecem apenas "para a fotografia"?
Já viram muita gente a cuspir, alarvemente, para o chão. Mas já viram alguém ser multado por isso?
Já viram muitos cães a deixarem o cócózinho no chão. Já viram algum dos seus donos a ser multado por tal facto?
segunda-feira, setembro 07, 2009
"Horas de limpeza"...
Como muita gente sabe, na maioria das escolas há falta de pessoal auxiliar.
Porque, de há muito, a abertura de quadros não compensa quer as saídas por aposentação ou falecimento ou mesmo, em alguns casos, o aumento da população escolar.
Para "disfarçar" os casos mais gritantes de carências deste tipo, o Ministério de Educação inventou uma solução chamada "horas de limpeza". E isto não é de agora, pois já se passa há largos anos.Eu próprio, como presidente do órgão executivo da escola onde trabalhava, tive de "mendigar" a atribuição dessas horas, para tapar "furos".
No entanto, não se pense, dada a designação, que estas horas se destinam exclusivamente a serviços de limpeza.
Os funcionários admitidos neste regime (sempre em situações de curta duração) podem fazer de tudo um pouco. Designadamente desempenhar funções de responsabilidade, tais como trabalhar na portaria da escola ou acompanhar alunos com Necessidades Educativas Especiais(NEE).
E, para quem não sabe, o pagamento que o estado concede a quem se dispõe a aceitar estes serviços (e há sempre candidatos) é de...3 euros por hora.
Para que fique devidamente comprovado o que digo, aqui vos apresento um exemplo de um concurso que uma escola abriu um destes dias para dois contratos deste tipo.
Assim vai o reino da Educação em Portugal.

sexta-feira, setembro 04, 2009
Sem problemas...
Mesmo em frente, uma concorrida via de comunicação, sempre pejada de trânsito, não concede um segundo de silêncio.
Bem perto, amontoados de cartazes de propaganda eleitoral, quase não deixam espaço para a vista alcançar outros horizontes.
Indiferentes a tudo, ao ruído de máquinas e homens, alheios a politiquices, estas duas criaturas, apenas têm uma preocupação: armazenar a maior quantidade possível de erva, para garantirem a incontornável subsistência.
Fora de quaisquer problemas existenciais ou metafísicos.
Quantas vezes as não invejamos...
quinta-feira, setembro 03, 2009
Uma história real
Já aqui vos falei do meu barbeiro, o Manel.
Utilizo os seus serviços há mais de trinta anos.
O seu estabelecimento era pequeno e modesto, mas muito limpo.
E digo era, porque, há tempos, ao passar pelo local onde funcionava a barbearia vi, com surpresa, que estava fechada, sem móveis, abandonada.
Cheguei a temer o pior. Que teria acontecido ao Manel?
Felizmente, no dia seguinte, dei com o homem no passeio fronteiro e fui falar com ele.
Ao perguntar-lhe o que tinha sucedido, esclareceu-me que tinha sido, pura e simplesmente, despejado da minúscula sala que tinha alugada há mais de quarenta anos. Pelos vistos, havia pendências em tribunal entre a família propietária do terreno (originalmente com fins agrícolas) e a família proprietária da habitação (que ali foi construída à revelia da legalidade, como aconteceu muitas vezes no século passado). E, como é de se supor, neste caso, quem se tramou foi "o mexilhão". Ou seja, o Manel.
E, de um momento para o outro, o barbeiro via-se sem meios de subsistência.
Dispunha-se, mesmo, a vir a casa dos clientes, para cortar os cabelos. Fiquei com o seu número de telemóvel, porque queria, de algum modo, ajudar.
Entretanto, e porque o Manel é muito popular naquela zona e tem ali muita freguesia que o estima, conseguiu-se arranjar uma solução (provisória) para ele continuar a trabalhar. Ontem, fui lá "à tosquia".
Trata-se de um salão enorme (com mais de 200 metros quadrados de área) onde funcionou a exposição de uma fábrica de candeeiros.
Num canto do compartimento, o Manel colocou a cadeira, um espelho e uns móveis improvisados. Todo o espaço restante está deserto.
A sala é tão grande, que, quando se conversa, as palavras perdem-se no espaço.
Agora, que o tempo está quente, transpira-se, pois as janelas não têm persianas nem cortinas ( O Manel pôs umas toalhas para disfarçar). No Inverno vai ali fazer um frio de rachar.
Mas, enquanto puder, continuarei a utlizar os serviços do meu barbeiro.
Acho que ser solidário com quem é atingido por uma contrariedade séria na vida, não pode ficar fora de moda...
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