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terça-feira, novembro 24, 2009

Os portugueses, com a crise, estão a cortar na alimentação...

Nestes tempos de crise (económica e de ideias), muito custa alimentar um blog.
Coitadinho deste Peciscas que, actualmente, só come umas três vezes por semana.E, por vezes, só uma sopinha ligeira.
Mas, como os nossos governantes e o Vitor Constâncio vão dizendo que a coisa já está a melhorar, espero, vivamente que o pobrezito, dentro em breve, passe a ter uma dieta mais constante e nutritiva.
Se não, um destes dias, ainda falece à míngua...

sexta-feira, setembro 04, 2009

Sem problemas...

foto Peciscas Ali ao lado, máquinas e homens, numa azáfama constante, vão edificando um novo troço do Metro.
Mesmo em frente, uma concorrida via de comunicação, sempre pejada de trânsito, não concede um segundo de silêncio.
Bem perto, amontoados de cartazes de propaganda eleitoral, quase não deixam espaço para a vista alcançar outros horizontes.
Indiferentes a tudo, ao ruído de máquinas e homens, alheios a politiquices, estas duas criaturas, apenas têm uma preocupação: armazenar a maior quantidade possível de erva, para garantirem a incontornável subsistência.
Fora de quaisquer problemas existenciais ou metafísicos.
Quantas vezes as não invejamos...

sexta-feira, julho 03, 2009

Isto é que vai uma crise...

foto Peciscas
A crise está de tal forma que até o bom do Fernando Pessoa já se viu obrigado a fazer uns biscates de porteiro numa biblioteca, para aguentar a vidinha.
O que lhe vale é que , lá em casa, "ele é varios" e cada um dos heterónimos sempre pode contribuir para a receita...

terça-feira, junho 16, 2009

Só duas estações

Dantes, havia por cá quatro estações, com características bem marcadas.
Actualmente, com o avanço da poluição, as condições climatéricas estão em acentuada mutação. Como é bem visível nos dias que correm.
De tal modo que, aqui em casa, já concluímos que, muito em breve, bastarão duas estações para caracterizar a metereologia.
E até já temos nome para essas duas estações.
Qualquer coisa como Outerno e Primerão.

sexta-feira, junho 12, 2009

Tecnologias...

foto Peciscas Dispor de tecnologias mais ou menos modernas, é essencial ao nosso desenvolvimento, estou de acordo.
Mas possuí-las, mostrá-las, propagandeá-las, sem que disso resulte nenhum benefício evidente, é pouco mais do que inútil.
Posso falar deste sistema de rega que a imagem mostra que, a avaliar pelo estado das plantas, parece servir para tudo menos para ...regar.
Mas poderia falar de quadros interactivos, de computadores portáteis e por aí fora...

quinta-feira, junho 04, 2009

As flores não devem ser cortadas

foto Peciscas
Conheci o Dário Bastos, pai de uma colega e amiga, já no final da sua existência. Frágil, mas de olhar vivo e uma simpatia irradiante.
De si mesmo disse ter sido "um soldado raso do exército da liberdade".
Oposicionista determinado ao regime anterior, esteve preso por diversas vezes. Nomeadamènte, foi detido, em frente da família, numa noite da consoada natalícia.
O seu nome. no entanto, não entrou para a história da resistência, ao contrário de outros vultos menores que souberam fazer-se notados.
Publicou diversos livros, designadamente de poesia.
Era um homem sensível, profundamente amado pela sua companheira de sempre e pelas suas filhas e netas.
Só muito recentemente, na freguesia onde viveu, começou a ser evocado, sendo dado o seu nome a uma pequena rua .
O Dário disse um dia:

"As flores não devem ser cortadas. Devem nascer, viver e morrer nos jardins".

Se calhar o Dário tinha razão. Como em muitas outras coisas.

sexta-feira, abril 10, 2009

Um pinheiro agnóstico?

No princípio, era um pinheiro como todos os outros...
Erguendo o tronco, altaneiro, como os seus irmãos, em direcção ao céu.
Mas um dia, sabe-se lá porquê, terá passado por uma crise de fé, e abandonou o trajecto desses irmãos, para regressar a sua mísera e mortal condição terrena.
Invertou o caminho que o conduzia para o céu.
Poderemos chmar-lhe "pinheiro agnóstico" ?

foto Peciscas
foto Peciscas
foto Peciscas
foto Peciscas

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

A Primavera aproxima-se

As magnólias da avenida já estão floridas.

foto Peciscas
As primeiras flores da época, já apareceram no meu jardim.

foto Peciscas
foto Peciscas A Primavera aproxima-se.
Que venha por bem!

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Fisosofias para o fim de semana...

Tão absorvidos andamos com o imediato e com o quotidiano mais recente que, muitas vezes, nem nos damos conta de vestígios de um passado não muito distante que estão por aí a cada passo.
Que nos lembram que, afinal, o que nos parece agora tão moderno bem depressa vai passar de moda e ser encostado a um canto esconso da memória.
foto Peciscas
foto Peciscas
foto Peciscas
foto Peciscas
foto Peciscas fotos António Peciscas 2007

sexta-feira, setembro 05, 2008

A minha mesa espiritual

Tenho, num recanto da minha casa, uma mesa muito especial.
Na falta da tal capela que não cheguei a poder comprar, a Madame Peciscas reuniu ali alguns símbolos relacionados com a quietude, a serenidade, a tranquilidade.
De certo modo, uma ligação entre a mente e a natureza.
Um candeeiro com uma lâmpada que brilha entre pedras de sal-gema e liberta vapores, que ao que dizem, têm efeito balsâmico para a respiração, uma formação mineral conhecida por "flor do deserto",que a natureza, pacientemente urdiu, ao longo do lento escorrer dos tempos, um pavio de incenso, oriental, uma estatueta de Buda, uma vela odorífera encastrada num pedaço de granito, uma improvisada "árvore da sabedoria" e uma fonte onde circula água, com um agradável e cantante murmúrio.
Naqueles dias em que a agitação e o chamado "stress" mais me tocam, recolho-me um pouco por aquelas serenas bandas.
Não sei se, afinal, aquela mesa não acaba por ser uma espécie de altar...

Para quem puder ouvir, aqui está o murmúrio da fonte:

quarta-feira, abril 02, 2008

Provérbios populares portugueses, adaptados à presente conjuntura pré-eleitoral - 2ª parte

Muda-se de moleiro, não se muda de ladrão.
Muito falar, pouco acertar.Muito falar, pouco pensar.
Não há guerra de mais aparato do que muitas mãos no mesmo prato.
Não medram as galinhas onde a raposa mora.
Não se deve contar com um ovo quando ainda está dentro da galinha.
Obra de vilão, deitar pedra e esconder a mão.
Olhar para a uva não mata a sede.
Ouve tudo bem, diz o que lhe convém.
Palavras, leva-as o vento.
Fia-te na Virgem e não corras e logo vês o trambolhão que levas.
Galinha cantadeira é pouco poedeira.
Gato escaldado, de água fria tem medo.
Grandes discursos não provam grande sabedoria.
Para palavras loucas, orelhas moucas.
Por falar se ganha, por falar se perde.
Presunção e água benta cada qual toma a que quer.
Quando a esmola é muita, o pobre desconfia.
Quando um burro zurra, os outros abaixam as orelhas.
Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto.
Quem convida de véspera, não quer que vá à festa.
Quem mais jura, mais mente.
Quem não tem vergonha todo o mundo é seu.
Todo o burro come palha, é preciso é saber dar-lha.
Todos os pássaros comem trigo e quem paga é o pardal.
Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.
Uns comem os figos, a outros rebentam-lhe os lábios.

Viver não custa, o que custa é saber viver.
Voz corrente muito mente.
Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.
Zurros de burro não chegam aos céus.




(repescados desta lista)

quinta-feira, março 27, 2008

Provérbios populares portugueses, adaptados à presente conjuntura pré-eleitoral - 1ª parte

A culpa morreu solteira.
À primeira, qualquer cai. À segunda cai quem quer.
A verdade é como o azeite: Vem sempre ao de cima.
Apanha-se mais depressa um mentiroso do que um coxo.
Apanham-se mais moscas com mel do que com fel.
As aparências iludem.
Às vezes não se respeita o burro, mas a argola a que ele está amarrado.
Bom é saber calar até ser tempo de falar.
Bom rei, se quereis que vos sirva, dai-me de comer.
Com papas e bolos se enganam os tolos.
Com teu amo não jogues as peras, porque ele come as maduras e deixa-te as verdes.
Depois de S. Vicente já se pode enganar toda a gente.
Diz o roto ao nu: por que não te vestes tu?
É mais fácil prometer que dar.
Escuta o conselho dos outros e segue o teu.
Este mundo é uma bola; quem anda nela é que se amola.
Muda-se de moleiro, não se muda de ladrão.
Muito falar, pouco acertar.Muito falar, pouco pensar.
Não há guerra de mais aparato do que muitas mãos no mesmo prato.
Não medram as galinhas onde a raposa mora.
Não se deve contar com um ovo quando ainda está dentro da galinha.
Obra de vilão, deitar pedra e esconder a mão.
Olhar para a uva não mata a sede.
Ouve tudo bem, diz o que lhe convém.
Palavras, leva-as o vento.
Fia-te na Virgem e não corras e logo vês o trambolhão que levas.
Galinha cantadeira é pouco poedeira.
Gato escaldado, de água fria tem medo.
Grandes discursos não provam grande sabedoria.
Para palavras loucas, orelhas moucas.
Por falar se ganha, por falar se perde.
Presunção e água benta cada qual toma a que quer.
Quando a esmola é muita, o pobre desconfia.
Quando um burro zurra, os outros abaixam as orelhas.
Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto.
Quem convida de véspera, não quer que vá à festa.
Quem mais jura, mais mente.
Quem não tem vergonha todo o mundo é seu.
Todo o burro come palha, é preciso é saber dar-lha.
Todos os pássaros comem trigo e quem paga é o pardal.
Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.
Uns comem os figos, a outros rebentam-lhe os lábios.
Viver não custa, o que custa é saber viver.

Voz corrente muito mente.
Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.
Zurros de burro não chegam aos céus.


(repescados desta lista)

quinta-feira, dezembro 20, 2007

A metáfora da lareira.

foto Peciscas Nestes dias em que o frio aperta e acendo a lareira em busca de algum conforto, dou por mim a fazer uma analogia.

O processo começa com o riscar de um fósforo, que inicia uma débil chama.
Que se propaga a uma pequena acendalha, ainda frágil e incipiente.
Logo a seguir, leves farripas de madeira, contribuem para que essa chama ganhe um pouco mais de intensidade.
Em seguida, acrescentam-se pedaços de lenha um pouco maiores.
E as labaredas vão aumentando.
Quando atingiram um grau mais consistente, já se poderão colocar achas, cada vez maiores e mais pesadas.
E, aquilo que começou por ser um pequeno clarão, já tem a dimensão de uma fogueira.
Mas, se por acaso não se seguirem estas etapas, e precipitarmos os acontecimentos, colocando , na parte inicial,as achas mais pesadas, o fogo vai-se extinguir e, o mais que provoca, é fumarada estéril.

O mesmo se passa com a chama das ideias.
Quantas vezes, nascendo no mais recôndito de uma mente, a ideia se fica por ali.
Mas, se quem a gerou, a fizer sair, ao encontro de outras mentes, ela pode germinar, propagar-se, ganhar relevo, galgar fronteiras. E, em breve, irá ter a dimensão universal de uma campanha, de uma doutrina, de uma teoria, de uma moda, de um credo.
No entanto, quantas ideias, que poderiam mudar o mundo, terão morrido quase à nascença, sufocadas pelo peso das convenções, dos interesses, das conveniências, dos mitos?
Deixando, quando muito, um rasto de fumo, que em breve se desvanecerá no esquecimento da história?