quarta-feira, março 25, 2009

Debate sobre a violência 3



Continuo a publicar opiniões sobre o tema que lancei para debate.

Hoje, vou publicar o depoimento de uma amiga que mora para lá do Atlântico. A Maray.

A violência é uma constante em meu país, como vc deve saber. Durante muito tempo falou-se em violência causada pela miséria e pela necessidade. Em constrastes sociais. No entanto, temos favelas enormes onde moram milhões de pessoas trabalhadoras e pacatas e altos escalões sociais onde a violência e o tráfico imperam.. Então não creio que seja isso.

Já tivemos o caso de um rapaz que entrou em um cinema cheio, estudante de classe média alta, de medicina, que disparou e matou várias pessoas. Por que? Sabe-se lá! Ataque psicótico, influência de filmes, sei lá!

Essas coisas- filmes violentos, exemplos de fora, armas na mão - sempre existiram. Acho mesmo que faz parte do ser humano o descontrole. Mas faz parte também do ser humano o conhecimento, a solidariedade, a humanidade. Saber dosar essas coisas dentro de cada um de nós é a questão. Exercer o auto-controle, o livre arbítrio, o exercício da responsabilidade é o desafio de cada dia e de cada um de nós. Porque vontade de sair matando, até eu já senti.

terça-feira, março 24, 2009

Debate sobre a violência 2


Hoje, reuno aqui algumas contribuições mais sintéticas, a propósito deste debate que lancei na semana passada..

Começo pela Paula Raposo

A violência é mais mediatizada, não porque exista mais. Os motivos serão uma mistura de tudo : influências, doença mental. Alguns actos não têm explicação lógica, mas se as pessoas estiverem atentas ao que se passa com os outros talvez se consiga diminuir essa vioência. Talvez. Não quer dizer que se consiga.

Dou agora a palavra à Guiga

Às vezes esforço-me para perceber, mas não consigo chegar a nenhuma conclusão. Apenas acho que estamos num mundo que atravessa uma forte crise de valores. O mundo globalizado, de comunicação, esse não existe. As pessoas sentem-se cada vez mais sós...É demais!

Do outro lado do Atlântico, chega a voz do Francisco Silveira


Como este é um tema global, me permito fazer uma pequena análise da situação aqui no Brasil.
Primeiro: Os pais estão dando cada vez mais liberdade aos filhos.
Segundo: Escolas que tratam alunos e pais, como clientes, fazendo todo o tipo de concessão para não diminuir o faturamento.
Terceiro: Cinema, TV e Internet utilizados sem critério de faixa etária. (Vide alguns games).
Dá para fazer uma lista enorme, mas deixo a minha modesta contribuição nesses tres tópicos.


Agora é a vez do Tó-Zé

Creio nada se poder fazer para prevenir a repetição destas tragédias, porque ninguém tem poder sobre a mente.
Num momento estamos bem , como de repente nos estamos a lançar de uma falésia, ou a matar a torto e a direito quem nos parareça à frente!
Não creio haver respostas .


Amanhã, há mais!

segunda-feira, março 23, 2009

Debate sobre a violência 1


Começo hoje a publicar as contribuições para o debate que me foram chegando, pelas mais diversas vias.
Quem abre "as hostilidades" é a querida Fatyly.
Eis o que ela escreveu sobre a matéria em análise:

1- Sempre houve violência nas sociedades mas a meu ver, hoje são estupidamente mais mediatizadas/ampliadas e por vezes com informações destorcidas.

2- Aqui vou buscar "duas passagens" de um livro "Voltei à escola", de um mestre sabedor e entendido na matéria, Daniel Sampaio, que para mim foi uma enorme ajuda na minha tarefa de mãe-pai/educadora:
"A indisciplina na escola tem múltiplas causas, estando também associada a comportamentos agressivos de crianças e jovens (...), que carregam desde a primária sentimentos mal-estar em relação à escola, têm experiências de vida quase sempre pesadas que o sistema escolar tem dificuldade em integrar, raramente têm na escola experiências que as valorizem, que as ajudem a desenvolver sentimentos de auto-estima, na escola são muitos professores, muitos alunos, há falta de tempo e disponibilidade para aprofundar e trabalhar uma tal diversidade de problemas. Quase todos os alunos têm atracção pela escola, é um sítio onde estão com os seus amigos...mas está por vezes também carregada de factores de rejeição.(...) tudo isto passa por um diálogo muito grande entre pais e professores, sobre qual o papel da escola, o que entendemos como educação, o que é isto e responsabilização dos alunos(...)"
Agora sou eu: hoje tudo é permitido ao aluno para que não seja afectado psicologicamente, ou seja "os mais rebeldes e que não querem estudar" e obrigados/integrado no e com o facilitismo actual por parte do ME para ficarem bem nas malditas estatísticas, levam para a escola as práticas da rua que era o seu espaço, onde o governo actual e conomicista optou por essa via, em vez de investir noutros espaços lúdicos, aprendizado e de ordem!

3- Cada indvíduo tem o seu lado escuro, mas aqui ponho quatro factores que a meu ver são a base de sustenção de tanta violência:
- quando crianças e abandonadas ou retiradas por serem sujeitas a tantas sevícias, ficam à guarda de entidades estatais que muitas vezes e imperdoavelmente falham, falham, falham...na afectivadade, carinho e valores morais e educacionais. Aos 18 anos vão para a sociedade...e começa a escalada de tudo, onde uns se integram e refazem as suas vidas e outros continuam a escalada da "ausência de tudo"...
- alcool e drogas que os levam a enveredar pelo mundo da criminalidade, influências sociais bem nocisas para terem tudo de mão beijada.
- stress traumático de guerra
- acesso fácil às armas de fogo e brancas.
- o factor genético prediposto a cometer atrocidades debaixo de uma capa de anjo protectoe e amigo do seu amigo
As carências económicas só são predominantes se falhar a base educacional ...terem o que podem e não o que pretendem ter (aqui a minha geração é a maior culpada por os ter educado dessa forma).

4- Aqui poderia incluir um rol de prevenções...mas resumo numa só: de pequenino é que se torce o pepino, pais e professores devem estar atento, muito atentos e de mãos dadas, os amigos e confidentes têm um papel importante, ajudar e intervir sempre que preciso e denunciar...denunciar...denunciar...mas além de tudo isto é fundamental credibilizar organismos estatais, tal como a EDUCAÇÃO e JUSTIÇA!
Fatyly

sexta-feira, março 20, 2009

As flores também dormem...

De dia, com olhar luminoso e sorriso rasgado...

foto Peciscas
À noite, de olhos fechados, nos braços de Morfeu...

foto Peciscas

quinta-feira, março 19, 2009

Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência


A 2 de Outubro de 2009 partirá de Wellington, na Nova Zelândia, a Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência. Terminará a 2 de Janeiro de 2010, em Punta de Vacas, na Argentina, aos pés do monte Aconcágua. Será a primeira vez que a humanidade assistirá a uma Marcha Mundial.Portugal e Galiza unem esforços para a concretização de uma Rota Galiza-Portugal, que se reunirá ao trajecto da Marcha.
Contacto
E-mail:

terça-feira, março 17, 2009

DEBATE


Ainda está na ordem do dia, a recente tragédia ocorrida numa escola da Alemanha, onde um tresloucado assassinou 15 pessoas.
Perante tão absurdo acontecimento, as mais diversas análises surgiram, na tentativa de resposta á pergunta que mais vezes aparecia nas reportagens que foram transmitidas: "Porquê?".
É preciso reflectir sobre estes episódios de violência e sobre o facto de eles ocorrerem, com inusitada frequência, em escolas.
Como é óbvio, tenho opinião sobre isto. No entanto, como é uma matéria sobre a qual não haverá consenso, decidi abrir, com os meus amigos e amigas, mais um debate, à imagem de outros que já por aqui passaram. Aliás, de onde a onde, tenho recebido mensagens para lançar mais iniciativas do tipo.
Então, gostaria que, quem me lê, participasse, na medida do possível, na discussão deste tema.
Para além de, como é habitual, quem contribuir com os seus textos, poder abordar a questão do modo que entender, sugiro, desde já, alguns tópicos:

1- Será que vivemos, hoje, numa sociedade particularmente violenta ou o que acontece é que os acontecimentos violentos são mais mediatizados e, por isso, ampliados?
2 - Por que será que muitas explosões de violência ocorrem em escolas? Será que estes locais são potencialmente violentos?
3- O que levará determinados indivíduos a comportamentos de extrema violência? Ausência de valores? Influências sociais? Carências económicas? Doenças do foro psiquiátrico? Outros factores?
4- Que fazer para prevenir a repetição destas tragédias?


Como tem acontecido nos outros debates, a participação pode ocorrer de duas formas: através de texto deixado na caixa de comentários ou através do seu envio por correio electrónico para



Para que mais gente tenha conhecimento desta proposta, o presente post ficará aqui durante dois ou três dias.
À medida que me cheguem as contribuições, elas serão aqui divulgadas.
Desde já, o meu muito obrigado pela vossa atenção.

segunda-feira, março 16, 2009

Tentar sempre o melhor!

Há bastante tempo, li, numa entrevista com a grande pianista Maria João Pires, algo que me ficou na memória.
Dizia a artista que quando se entregava a uma tarefa, tentava cumpri-la o melhor que lhe fosse possível. E não queria referir-se apenas à sua profissão ou aos mais elevados ofícios. Por exemplo, quando, na cozinha, lavava uma panela, tinha "que a deixar a brilhar".
Há mais tempo, ainda, esta frase, já não sei a quem pertence : "Qualquer coisa que faças, supremamente a faças".
Este desejo de sempre se tentar a perfeição, seja no que for que tenhamos de realizar, pode, para muitos, ser considerado como uma paranóia.
No entanto ele pode ser, afinal, a diferença entre uma vida realizada e uma existência pouco gratificante.