sexta-feira, dezembro 19, 2008

Letreiros 12

Trago-vos hoje mais uma página do já meu extenso álbum de letreiros insólitos, imaginativos ou simplesmente curiosos, que vou apanhando aqui e ali.

Como se sabe, há milhares de funcionários públicos (designadamente professores) que se aposentam com pesadas penalizações.
Mas já apareceu uma empresa que garante "reformas completas"...

Eis um grafismo bem imaginativo...


Será que o SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) está a ampliar a área de intervenção?

A aristocracia já tem de recorrer a tarefas bem menos nobres... E, ainda por cima, fazendo figuras do diabo...
Depois de uma sopinha de letras, sai um café com elas...

Para além do poético nome da firma , repara-se na rua onde fica...

Rigorosamente verdade como se demonstra pela artilhada viatura...

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Não é vergonha ganhar dinheiro...

Há tempos, um dos nossos mais conhecidos comentadores políticos, a propósito das trapalhices em que se meteram alguns dos gestores de bancos que "deram bronca" e das grossas fortunas que rapidamente amealharam dizia:
-"Não é vergonha ganhar dinheiro".
Claro que não é vergonha ganhar dinehiro. Diria até que vergonha é haver tanto cidadão que não consegue, por mais que se esforce, ganhar o dinheiro suficiente para subsistir condignamente.
Agora há que dizer que existem muitas formas de ganhar dinheiro, designadamente "muito dinheiro". Quando se usam trapaças, artimanhas, habilidades, que passam pela especulação, pelo branqueamento, pela utilização de paraísos fiscais, aí, já deveria haver vergonha. Não para os habilidosos,que esses nunca terão escrúpulos, mas para aqueles que, vivendo honestamente, não saem da "cepa torta"
Cito, a propósito uma frase da Presidente da Comissão Nacional de Justiça e Paz, Manuela Silva : " Há uma certa opinião pública que é mais complacente com as fraudes dos ricos do que com os abusos dos pobres".
Esta conhecida economista, acrescentava ainda, nesta entrevista (Público-RR-RTP2), que considerava que as grandes fortunas deveriam ser especialmente taxadas para apoio aos pobres.
É claro que declarações deste tipo, vão ser ignoradas e passar ao lado dos grandes comentadores económicos e políticos.
Mas não serão elas tão verdadeiras quanto justas?

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Pudera!

Numa das suas imperdíveis crónicas de última página do JN, o velho amigo Manuel António Pina, falava, um destes dias, na forma como, muitas vezes, se encaram as personalidades políticas, ignorando o que dizem para se ter mais em atenção o seu aspecto físico.
E é mesmo assim. Temos, entre nós, muito o hábito de, quando alguma dessas figuras aparece na televisão (por exemplo), começarmos logo a comentar a maneira como está vestida, o modo como agita as mãos, o penteado. De tal modo que as palavras que estão a ser ditas ficam logo soterradas por esses comentários laterais.
É claro que esses procedimentos têm algo a ver também com as técnicas de imagem que cada vez mais se usam para se "imporem" essas figuras.
Não será por acaso que, há tempos, apareceu uma notícia dizendo que o nosso Primeiro Ministro foi considerado uma dos homens mais bem vestidos do mundo (graças aos seus fatos Armani ou aos sapatos Prada).
Também nãoterá sido por acaso que, no dia seguinte a uma entrevista da Ministra da Educação à jornalista Judite de Sousa, muita gente (designadamente nas salas de professores de escolas) comentava a inesperada cor dos olhos da senhora, muito provavelemnet alterada pelo uso de lentes de contacto. Confesso que, na altura em que visionei o programa, eu próprio dei comigo a pensar:" Afinal esta mulher tem uns olhos bem bonitos; nunca tinha reparado".
Tudo isto aponta para uma crescente valorização da forma com que a mensagem nos chega, em detrimento do conteúdo.
Depois fala-se na crise de valores e ideias.
Pudera!

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Não foi nevão mas um granizão...

É muito raro nevar no Porto. Em cerca de cinquenta anos de residência nesta zona, que me lembre, tal facto só ocorreu duas vezes e, mesmo assim, de forma muito limitada.
De vez em quando, ocorrem umas valentes saraivadas.
Foi o que aconteceu um dia destes.
De um momento para o outro, desabou do céu um monte de pedras de gelo que, em poucos minutos, cobriu ruas, telhados, jardins, de um manto branco que, visto de longe, se assemelhava aos belos nevões que. por esta época do ano, cobrem algumas das nossas serras.
É claro que, por aqui, foi um alvoroço. Gente a vir às janelas, a fotografar. Uma ou outra, até arriscou a vir à rua e fazer bolas de gelo. Mas isso era um número algo arriscado, porque o piso estava mais do que escoreregadio.
Enfim, não tivemos um nevão mas tivemos uma "aproximação"...


foto Peciscas
foto Peciscas
foto Peciscas
foto Peciscas

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Trapalhices...

Não costumo ver muita televisão.
Mas um destes dias dei-me à pachorra de ver um episódio de uma série que passa na RTP e que se chama "Liberdade 21".
Foi precisa mesmo pachorra, porque, em meu entender, aquilo é mesmo fraquinho.
Mas o que me leva a falar do programa é, para além da qualidade geral, o pouco cuidado com que se cuidam dos pormenores destas coisas.
Assim, numa cena do episódio que vi, era interrogado no tribunal, um militar da GNR. O homem era tratado como Sargento da Brigada de Trânsito, testemunha num processo. No entanto, ele tinha colocadas no ombro, duas divisas de... Cabo (quem andou na tropa teria logo reparado no pormenor).
Numa outra cena, um homem depunha, mostrando que era um pai cuidadoso e que não merecia perder a custódia dos filhos. Descrevia os cuidados que prestou a um deles, quando esteve doente.
A páginas tantas, referia que lhe dava um anti-histamínico, para... "baixar a febre".
Mas esta asneira de confundir um anti-pirético com um anti-histamínico, era mesmo da responsabilidade do argumentista, pois em todos os outros cuidados que o homem enunciava, procurava demonstrar-se a sua competência como pai. Tanto que ele foi absolvido.
Enfim, há gente a escrever para televisão que acha que o espectador come tudo o que lhe põem à frente...

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Blogagem colectiva


selo criado por Lino Resende

Hoje, data que assinala o 60º aniversário da entrada em vigor da Declaração Universal dos Direitos Humanos, associo-me à iniciativa do Sam promotor, entre nós, desta blogagem colectiva.
Nunca é por demais insistir no cumprimento das determinações da Declaração já que, diariamente, assistimos, um pouco por todo o lado, ao atropelo dos espírito e da letra deste importante documento. Designadamente no nosso país.
Os direitos da pessoa humana, deveriam ser tão óbvios que nem precisassem de ser lembrados e apregoados. Mas, infelizmente, passados sessenta anos, estamos ainda longe de os ver respeitados e integralmente assumidos. Basta verificar que, em pleno século XXI, ainda temos milhões e milhões de seres humanos a viverem abaixo do limiar da pobreza ou mesmo a perecerem com fome.
Por isso, e por muito mais,continua a ser necessário e urgente pugnar pelo cumprimento integral da Declaração. É o nosso futuro comum quem o exige

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Que terá acontecido?

Ao deparar-me com a cena que as imagens documentam, dei por mim a inventariar possíveis explicações para o facto:
1- Um produto que se adicionou à fonte, para evitar o congelamento da água (estava muito frio).
2 - Uma forma de decoração, para antecipar o Natal.
3- Um processo expedito para limpar a fonte.
4 -Um brincalhão, sem mais nada de útil para fazer, que resolveu despejar ali um garrafão de detergente.
Acrescentem vocês hipóteses à lista, se as encontrarem.