Todos nós,a propósito disto ou daquilo, somos capazes de emitir PECISCAS peciscas = opiniões, bocas, bitaites,dicas,pitaco(termo brasileiro)...
terça-feira, novembro 25, 2008
É preciso conservar a memória!
segunda-feira, novembro 24, 2008
O silêncio dos bons...
Martin Luther King, Jr.
sexta-feira, novembro 21, 2008
Concertos e consertos
Então, houve alguém que, tendo em conta que os portugueses são um tanto avessos à cultura musical, lançou uma loja de "concertos rápidos". Ou seja, um local onde suponho que se podiam ouvir peças musicais, mas em versão reduzida.
Mas, nem sempre os negócios mais imaginativos são bem sucedidos. Ao que tudo leva a crer, a loja não teve o êxito que pretendia. Assim, passados uns tempos, o proprietário do estabelecimento reformulou o negócio. Passou, então, o ramo para o conserto rápido de sapatos.
Para tal ,bastou apenas mudar uma letra no toldo...
quinta-feira, novembro 20, 2008
Os Magalhães e a "Guerra" do Solnado
Numa delas, ridicularizava-se a guerra ("Está lá? É do inimigo?"). Assim, o homem, disparava uma espingarda mas tinha a bala presa com um fio. Deste modo, sempre que dava um tiro, puxava o fio e recuperava a bala. Tudo isto porque aquela guerra era pobrezinha.O que é que esta rábula tem a ver com

Se calhar a "Guerra " do Solnado nada tem a ver com esta notícia. Eu é que estou a ficar tótó...
quarta-feira, novembro 19, 2008
terça-feira, novembro 18, 2008
Recordações
segunda-feira, novembro 17, 2008
Histórias da tropa 6
Nos quartéis sempre havia cães vadios, em busca de um abrigo e de comida.
Viviam por ali, felizes, entre fardas verdes, às quais se habituavam de tal forma que estranhavam a chamada "roupa civil".
Quando estive no quartel do Lumiar, em Lisboa, entre os vários canídeos que faziam parte dos efectivos, havia o Kropachek.
Este nome tinha sido retirado das velhas, pesadas e obsoletas espingardas que tínhamos de usar na instrução. "Usar" é como quem diz pois nenhuma delas seria capaz de disparar um único tiro. Eram do século XIX e só serviam para "dar nas vistas". Naquele tempo os recursos mais importantes eram canalizados para a guerra colonial,ficando, na rectaguarda, o refugo.
Numa longa noite de marcha ( as chamadas "marchas finais") tivemos de sair do quartel , pelas 21 horas, para fazer um longo percurso por diversas zonas dos arredores de Lisboa.
O bom do Kropachek resolveu ir connosco.
Mas a sessão prolongou-se enormemente, pois não atinámos com o caminho, deambulámos por montes e vales, numa interminável marcha que só terminaria pelas 9 da manhã.
A dada altura, não fazendo a mínima ideia de onde estávamos, subi uma pequena ladeira para espreitar algum ponto de referência que pudesse ajudar. O cão foi comigo.
Às tantas escorreguei e espalhei-me ao comprido.
Pois o cachorro, que já estava exausto de tanto dar à pata, vendo-me deitado e julgando que já era hora de descansar, imediatamente se enroscou ao meu lado e fechou os olhos.
Quando me sentiu levantar de novo, virou para mim um ar bem desconsolado.
Mas aguentou connosco a parte final. Que haveria de passar por algo de absolutamente proibido pelos regulamentos militares. É que, já por volta das 7 horas da matina, e ainda longe do quartel, resolvemos apanhar uma camioneta, que levava já muita gente ali da zona de Benfica para os seus empregos.
O Kropachek, claro que foi connosco. Corremos as cortinas da camioneta, com a conivência dos passageiros, que compreendiam os sacrifícios por que estávamos a passar.
Regressados ao aquartelamento, o cãozito desapareceu. Imagino que dormiu durante dois dias...

