ESTA FIRMA FOI FUNDADA EM 31-12-2004.

segunda-feira, novembro 09, 2009

Há muros que são mais difíceis de destruir

Faz, então, 20 anos, que caíu o "Muro de Berlim".
Acontecimento simbólico que assinala, indelevelemente, a História do século XX e que, em todo o mundo, está a ser relembrado e comentado.
Ontem, na Antena 1, ouvi uma excelente reportagem sobre este marco histórico que, entre outras coisas interessantes, insistiu na ideia de que, para lá da destruição material da barreira que impedia a livre circulação entre as duas partes da Alemanha, o muro ainda persiste. Ele está ainda implantado nas mentalidades dos alemães. Permanecem desigualdades (até salariais) entre as duas regiões agora unificadas, designadamente a nível salarial. E subsistem desconfianças mútuas entre as populações que, durante décadas, foram doutrinadas por sistemas políticos antagónicos.
E levará provavelmente muito tempo até que esses muros "mentais" se abatam completamente.
É um pouco como o que se passou e se passa no nosso país.
O 25 de Abril assemelha-se, de certo modo, à queda do muro de Berlim. No entanto, passados 35 anos, esse muro ainda vigora em muitas mentalidades. Há quem se situe, mais ou menos convictamente, de ambos os lados. E o que é mais intrigante é que, alguns que não aceitam o saltar desse muro, nem sequer eram nascidos quando ele implodiu.
O que leva a concluir que mais do que as barreiras físicas, cuja destruição é fácil de conseguir, é muito mais difícil eliminar os obstáculos ideológicos e mentais que impedem a verdadeira comunhão entre os povos.

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terça-feira, outubro 13, 2009

Consolidar o...futuro?


Durante a recente campanha eleitoral, muitas foram as frases postas a circular. Mais ou menos bombásticas. Mais ou menos criativas. Mais ou menos bem escritas.
Uma delas, chamou-me particularmente a atenção.
Porque nos propõe um raciocínio profundo, de pendor filosófico. Ou, então, obriga-nos a percorrer complexos caminhos da Física.
Com efeito, será possível

"Consolidar o futuro?"

Se presumirmos que o futuro é algo que ainda não existe, será difícil que possa ser consolidado.
Ou será que o futuro é já palpável e, por isso, pode-se agir sobre ele?
Ou, então, será que já existirá alguma teoria física que prevê a possibilidade de criar mecanismos de consolidação de qualquer coisa que existe num tempo que ainda "não é"?
Seja como for, duvido muito que o autor da frase se tenha preocupado minimamente com estas conjecturas.
Para mim, esta frase, usando terminologia algo rasteira, não foi mais do que "uma bojarda" que saíu, disparada mesmo sem apontar.

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quarta-feira, outubro 07, 2009

Uma proposta...


Quando se fala em eleições, ouve-se muitas vezes dizer que o maior partido é o da abstenção. Ou que deveria haver uma forma de os votos em branco terem alguma influência.
Tudo isto significa a descrença na política e nos políticos.
No entanto, com as actuais regras de financiamento dos partidos (que todos eles, como é óbvio aprovaram) tanto faz votar como não votar, tanto faz exprimir uma opção, como votar em branco.
Mas eu acho que tenho uma proposta que era capaz de fazer os políticos pensarem duas vezes, antes de andarem por aí a endrominar o pessoal.
Assim, bastaria fazer uma pequena alteração na tal lei de financiamento. Deste modo, os partidos só teriam direito à totalidade da subvenção do Estado que recebem tendo em conta a votação em cada um, se houvesse uma abstenção de 0%.
Se 10% dos eleitores não comparecessem ou votassem em branco, cada uma dessas subvenções seria reduzida também de 10%. Para 20% de abstenções ou brancos, haveria um corte também de 20% no dinheirinho a atribuir aos partidos.
E assim sucessivamente.

Mas é claro que esta é uma das tais propostas que nunca terá viabilidade de um dia se efectivar.
Ai! Ai! Ai! Que me estão a mexer no bolso, dirão os tais politiqueiros que estã a arredar o povo das urnas.

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terça-feira, outubro 06, 2009

Tinosunami?

foto Peciscas
Lembram-se do Tino de Rans. O tal que era calceteiro de profissão, chegou a Presidente de Junta, teve um momento de glória num Congresso do PS, foi vedeta de rádio e televisão, gravou discos...
Pois agora, vendo que a sua aura lhe estava a fugir, regressa, como candidato à Câmara Municipal de Valongo.
Tem andado por aí, em campanha. As pessoas ainda se lembram dele.
Diz o Tino que não tem programa porque "tem pessoas". Se calhar, também não seria capaz de o escrever. Mas promete ser um "Tinosunami"...
Os seus cartazes, traduzem bem a personagem.

Político naif?

Ingénuo?

Saloio?

Hilariante?

Oportunista?

Poderá ser tudo isso, mas não será, certamente, pior que muitos outros engravatados que por aí andam.

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domingo, setembro 27, 2009

O costume...

Estou em frente ao televisor a ver a "noite eleitoral".
Como, é costume, ouço quase toda a gente a dizer que ganhou. Ou a dizer que não perdeu.
Mas, para lá das palavras, sabemos que, por isto ou por aquilo, todos tiveram as suas frustrações. Ou porque não ganharam tanto como queriam. Ou porque outros ganharam mais do que eles.
Por isso, quando ouço os dirigentes a falar, dou pouca importância ao que dizem.Prefiro imaginar o que pensam, lá no seu íntimo.
Mas, mais do que tudo isso, acabo a noite a pensar naquilo que vai acontecer. Em que medida a minha vida e a dos outros, vai mudar depois desta noite.
Se vai haver mais emprego. Se vai haver mais segurança. Se vai haver mais esperança.Se vai haver mais cultura. Se vai haver mais futuro.
Provavelmente nada de substancial vai mudar.
Aguardemos.

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terça-feira, setembro 22, 2009

É tudo espectáculo.

Segundo o que tem vindo a público, os debates entre os líderes dos partidos com assento (cadeira...) na Assembleia da República, bateram recordes de audiência.
Os programas dos Gato Fedorento em que os políticos se sujeitam a situações embaraçosas, também têm muita gente a ver.
E aquelas reportagens que mostram a intimidade desta gente, parece que também despertam muita curiosidade.
Já ouvi comentadores a dizerem que isso acontece porque o bom povo português quer ser esclarecido e está mais exigente. Por isso procura inteirar-se das ideias para, depois, ter um voto mais consciente.
Em meu modesto entender, não é nada disso. O que o Zé quer é espectáculo.
Ver se A esmaga B.
Ou se C se engasga com as rasteiras de D.
Ou se E tem uma casa bonita.
Ou se F consegue dizer uma piada que não tenha sido preparada pelos assessores.
Quanto a mim, estamos a assistir a um processo de americanização da política portuguesa.
Repito, é tudo espectáculo.
E, na hora de votar, pelos vistos, estas peças teatrais já ninguém as recorda.
Esperemos pelo dia 27 para o comprovar...

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quarta-feira, setembro 09, 2009

Uma questão de transparência...

Costumam por aí dizer que a política deve ser "transparente".
Será por isso que um original vandalizador de propaganda eleitoral, resolveu fazer o recorte que a minha foto documenta?
Assim, o menos que se poderá dizer deste candidato é que é um político tão "transparente" que se pode ver para além da sua cara.
Já agora: o nome do homem não vos é estranho, pois não?
Sim, é mesmo esse, o que foi corrido da DREN por ter dito uma graçola a propósito da "licenciatura na hora" do nosso Primeiro.

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quarta-feira, agosto 12, 2009

Aqui, não há crise...

A crise pode andar por muitos lados. Mas, pelos vistos, não atinge as máquinas de propaganda eleitoral, a avaliar pela profusão de cartazes que por aí se vêem...
Ora apreciem um breve exemplo que recolhi há dois dias junto de uma rotunda por onde costumo passar.
Olhem e contem...foto Peciscas

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quinta-feira, agosto 06, 2009

Eleições à porta, seja Deus louvado...

foto Peciscas
foto Peciscas
foto PeciscasDuas pequenas ruas de Rio Tinto.
Por onde passa relativamente pouca gente, pois não são vias de acesso a outras vias. São duas pacatas zonas residenciais, já bem antigas.
A Câmara Municipal, pressurosamente, coloca outdoors (não são simples placas informativas), a anunciar obras naquelas ruas.
Como se vê, as obras ainda nem sequer começaram.
Mas a publicidade foi afixada numa rua que, essa sim, tem grande movimento. Por ali passam milhares de veículos e peões, diariamente.
Enfim, eleições à porta, o que quer dizer que a propaganda eleitoral, se faz de muitas formas.
E à custa do dinheiro dos munícipes, claro!

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quinta-feira, julho 02, 2009

ÚLTIMA HORA- O Ministro Pinho foi embora


Já sabíamos que o governo gosta de malhar na direita.

Agora passamos a saber que também gosta de marrar na esquerda.

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terça-feira, junho 09, 2009

Faits divers da noite eleitoral

Não vou falar dos resultados das eleições europeias, das suas implicações e das suas projecções no futuro, pois toda a gente fala dissso e o assunto já está mais que esgotado.
No entanto, anotei alguns acontecimentos menores (agora está na moda falar em "faits divers") que, de algum modo chamaram a minha atenção, durante as treansmissões televisivas.
1 - A entrada da Ministra da Educação, no Hotel Altis, de olhar faiscante, a empurrar os jornalistas, com um irritado "deixem-me passar"! De facto, aquela senhora, não tem mesmo nenhum jeito para ocupar um lugar de tanta exposição.
2 - A militante do BE, às tantas da noite, a comer uma sopinha, já que a fome não se compadece com maratonas eleitorais.
3 - Os jovens militantes da JSD, a acotovelarem-se atrás do seu candidato, no afã de aparecerem na televisão e a interromperem, a cada palavra, com slogans e cânticos, alguns deles não muito convenientes...
4 - O desfazer do cenário preparado pelo PS no Altis, transmitido em directo, ainda a noite "era uma criança".
5 - As lágrimas de Paulo Portas, que ficaram muito bem na fotografia e que bem podem render mais uns votos lá para Outubro.
A lista poderia ser mais extensa.
Se quiserem, podem acrescentar-lhe mais episódios...

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segunda-feira, maio 25, 2009

EU profiler- um teste curioso


Eis mais um teste, dos muitos que nos são propostos na internet.
Este releciona-se com o posicionamento político face às próximas eleições europeias.
Trata-se de responder a 30 questões sobre diversos temas para, no final, nos dizerem de que partido nacional ou de outro país europeu estamos mais próximos e, no fundo, qual é o nosso perfil de eleitor..
Este teste, como todos os outros, vale o que vale.
Eu experimentei, tentei responder o mais honestamente possível e as conclusões surpreenderam-me pelo inesperado. Afinal parece que, politicamente, sou o que não suspeitava ser...
Para quem não conheça o teste , elaborado pela Euranet (european radio network, que, ao que suponho é um organismo ligado à União Europeia) e queira experimentar, aqui fica o link :


http://www.euprofiler.eu/

Eu experimentei e achei curioso.

Não mais do que isso...

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quarta-feira, maio 06, 2009

Se calhar nem vou lá pôr os pés...

Pelo que tem vindo a público, a esmagadora maioria da população portuguesa, está-se olimpicamente nas tintas para as Eleições Europeias.
Razões para isso todos, de certo modo as conhecemos. E a principal será a quase nula credibilidade que a chamada "classe política", na sua generalidade, desperta nos cidadãos.
Por isso, não é de estranhar que, em desespero de causa, se procurem acontecimentos que dramatizem a campanha, partindo-se do pressuposto que o povo sempre terá pena das vítimas e as apoiará sem questionar.
Lembram-se os menos jovens das primeiras eleiçõe presidenciais da democracia em que um candidato (Pinheiro de Azevedo), teve uma AVC dias antes do sufrágio. Pois, estando esse senhor hospitalizado e sabendo-se que dificilmente ele poderia retomar a vida política, teve uma votação expressiva (quase 700 mil votos, ou seja mais de 14%). Porquê? Porque muitos eleitores ficaram tocados pelo drama pessoal do candidato e quiseram recompensá-lo (vou votar nele, coitado do senhor...). Lembram-se ?
Pois a estratégia da vitimização continua aí. Os recentes acontecimentos do 1º de Maio em Lisboa, o comprovam. Toda a gente entendeu que enviar o Vital Moreira para uma manifestação em que se sabia que se iria zurzir no governo, era uma forma de procurar um confronto que poderia reverter a favor do partido actualmente maioritário. Ninguém imaginaria, no PS, que Vital seria recebido com beijos e abraços, pois não?
E é claro que alguns militantes do PCP ou apenas simples participantes na marcha, foram tão ingénuos ( ou estavam muito mal esclarecidos e enquadrados) que cairam na esparrela como patinhos. Deram a prova de que o governo necessitava que, para aquelas bandas não se respeita a democracia e o direito de livre expressão (quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele...). Se o candidato Vital tivesse sido ignorado, o golpe não teria resultado e os telejornais não teriam aberto com as imagens da "vítima" de camisa molhada e ar sorridente, como quem diz: Eia, resultou!
Mas há mais razões. O que é que o povo pensa dos deputados europeus? Basicamente que são uns privilegiados, que ganham salários chorudos e que passam a vida a viajar. Sem que da sua actividade resultem particulares benefícios para o país. O que é que o Zé Portuga sente que o "estar na Europa" lhe traz de bem ? Para além de poder usar euros em França ou na Itália? Para além do alcatrão que em dada fase pintou a paisagem?. O Zé lembra-se dessas normas absuradas que querem proibir a alheira de Mirandela ou que obrigam os países a quotas de produção (p.ex, leite, tomate,...).
Eu, cá por mim, que até sou europeísta, estou a ponderar, seriamente, a hipótese de, nestas eleições europeias que decorrerão dentro de um mês, pura e simplesmente nem lá pôr os pés.
Se o fizer, será a primeira vez, em 35 anos de democracia, que me absterei numa eleição.
Mas reparem: nas legislativas, autárquicas ou presidenciais, lá estarei. Porque isso é outra louça!

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terça-feira, abril 28, 2009

Mas que lata!

No mundo da política há, sem dúvida, verdadeiros artistas de circo.
Lembram-se , é claro,da Cimeira dos Açores e dos 4 Cavaleiros do Apocalipse.
Pois, o que foi acontecendo a essas personagens?
Foram saindo, sucessivamente, de cena: Aznar, Blair, Bush...
Resta Barroso.
Saíu ele também de cena, após se ter comprovado e recomprovado, que tudo aquilo foi um embuste encenado para justificar uma guerra que convinha de todo à administração Bush?
Claro que não.
Ele até reconheceu, como os outros, que aquela história de o Iraque ter armas de destruição maciça era uma mistificação.
Mas o homem é um equilibrista. Foge como enguia às resposnsabilidades ( o que, aliás já vem do passado: era primeiro-ministro e esgueirou-se para Bruxelas deixando o país entregue "à bicharada").
Ou seja, não só continuou em cena, como se prepara para novo mandato à frente da Comissão Europeia. Com o beneplácito, entre outros, do actual governo.
Haja lata pois decência parece não haver.

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segunda-feira, abril 27, 2009

As aparências continuam a iludir


Condoleezza Rice foi a primeira alta responsável da Administração Bush a dar luz verde à tortura de suspeitos terroristas detidos pela CIA. No dia 17 de Julho de 2002, a então conselheira para a Segurança Nacional aprovou o recurso à simulação de afogamento sobre Abu Zubaydah, um dos chefes da Al-Qaeda detidos pela secreta.

(dos jornais).


Quando a gente via esta sorridente dama, passear charme um pouco por todo mundo, era capaz de imaginar que ali estaria uma mentalidade sensível, cordata, apaziguadora.
À volta de Condoleezza, construiu-se uma imagem que, afinal se comprova ser falsa e enganadora.
Como as aparências enganam.
Depois, não é para espantar a crescente desconfiança que o chamado cidadão anónimo vota à política e aos políticos.
Mas há excepções.
Felizmente ainda há excepções...

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quinta-feira, abril 09, 2009

Os sindicatos serão dispensáveis?

Muitas vezes se ouve por aí dizer mal dos sindicatos, designadamente a nível de governantes.
É claro que, os sindicalistas não estão a salvo de quaisquer críticas, que muitos deles evidentemente merecem.
No entanto, dizer, por exemplo "que os sindicatos não servem para nada" pode ser uma afirmação instintiva ou emocional, mas que tem subjacente uma perspectiva algo perigosa..
Creio que um dos pilares da democracia é mesmo o sindicalismo, responsável e construtivo. Mas não encarado apenas como uma retórica figura social.
Reparemos numa coisa: se, por acaso, um destes dias acabassem todos os sindicatos, quem corporizaria os descontentamentos que hão-de permanecer nas sociedades?
Se eles não existissem, deixariam todo o campo livre à ocorrência de manifestações mais ou menos expontâneas, mais ou menos selvagens, que desencadeariam episódios de extrema violência. Seriam, afinal, hordas desenquadradas e à margem de qualquer lei, que tomariam conta das ruas.
Aliás, na presente crise que assola o mundo, o risco dese tipo de manifestações, já começa a ser bastante real. Aqui e ali, vão-se acendendo pequenos (por agora) rastilhos.
Há vozes, até oriundas de insuspeitas personalidades, que têm uma longa experiência de navegação nas águas políticas, que vão alertando para esse problema.
E essas mesmas vozes avisam que, enfraquecer a imagem dos sindicatos, pode trazer alguns dividendos a curto prazo, mas pode, a breve trecho, acarretar consequências que todos depois lamentariam.
Os sindicatos, continuam, pois, a ser necessários, para poderem corporizar frustrações, queixas, desencantos, mas de uma forma institucional, organizada e, sobretudo, legal.
Não deixemos de reflectir em tudo isto quando, em determinados momentos, ouvimos "deitar abaixo" do sindicalismo.

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segunda-feira, março 09, 2009

Ora viva! A crise já está a passar!

Eurodeputados portugueses passam a ganhar o dobro .

Isso é um bom sinal de que a crise já está a passar...

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quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Eleições à porta, seja Deus louvado...

Há cerca de quatro anos, aquando das últimas eleições autárquicas, um candidato a presidente da Câmara e um candidato a presidente da Junta de Freguesia, que concorriam à renovação dos mandatos e tinham claras afinidades políticas, fizeram divulgar uma fotografia em que surgiam, lado a lado, a apontarem para um terreno, aqui bem próximo, onde prometiam construir um Jardim de Infância.
Mas, os votos ditaram uma surpresa.
O candidato à Câmara foi eleito mas o que concorria à Junta, perdeu.
Assim, os anos decorreram e do Jardim nem rasto.
Mas os tempos mudam e as vontades também.
O presidente da Cãmara, apesar de "independente" tem feito uma nítida aproximação ao partido pelo qual foi eleito o actual presidente da Junta (opositor do anterior).
Então, há uns dias, apareceram as máquinas de terreplanagem, foram colocados tapumes e, ao que parece, a obra vai arrancar.
Como canta o Adriano, ali na barra lateral,

Eleições á porta, seja Deus louvado,
Seja Deus louvado,
Seja Deus louvado.

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segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Os "periquitos" de Cavaco

Nos tempos do Américo Tomás,o Presidente da República era designado nos órgãos de comunicação social por "venerando Chefe do Estado".
As atribuições do "venerando" eram, sobretudo, andar por aí a fazer inaugurações, a abrilhantar cerimónias, acenar às pessoas e a fazer discursos.
Ficavam na história esses discursos. Não porque fossem excelentes peças oratórias ou porque o que dizia se revestisse de decisiva importância política. Antes pelo contrário. Essas charlas eram, em geral, perfeitamente anedóticas.Tomás era perito em falar sem dizer nada.
Por exemplo, depois de dizer que era a décima sétima vez que visitava aquela cidade (frase com que, invariavelmente iniciava o uso da palavra, divagava, por exemplo, sobre os periquitos do senhor presidente da câmara ( foi mesmo verdade, acreditem) ou algo do mesmo teor.
Os tempos passaram e hoje o Presidente da República já não se confina a esse papel decorativo.
No entanto, por vezes, dou por mim a recordar essa época. Porque o actual Presidente também, com certa frequência, vai falando de minudências, ignorando as questões fundamentais.
Assim, ou se refere detalhada e dramaticamente às preversidades do novo estatuto autonómico dos Açores ou às graves consequências das recentes alterações da lei do divórcio. Sobre a crise económica profere vulgaridades e sobre os problemas políticos do país, acha sempre uma forma de se desviar.
Ou seja, os "periquitos" de Cavaco poderão não ser os mesmos do Tomás, mas, no fundo, acabam por ter um significado semelhante.

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segunda-feira, outubro 20, 2008

Mais multas para ajudar ao equlíbrio orçamental.

Segundo as notícias, o Orçamento de Estado para 2009 prevê que o Governo arrecade mais 28,6% em receitas provenientes de taxas e multas, onde se incluem as infracções de trânsito.
Contas feitas, cada português pagará, em média, 75 euros, num total previsto de mais de 780 milhões de euros.
Das duas uma.Ou faz muito jeito ter esta verba prevista para compensar despesas a que o ano eleitoral obriga ou, então o governo está a contar que, para o ano, os portugueses sejam muito mais infractores e, portanto, desrespeitem, com maior frequência e/ ou gravidade, as normas, leis e regulamentos.
E, se for assim, ficamos a pensar numa contradição: passa-se a vida a dizer que é preciso educar a população para ser mais cumpridora e ter mais espírito cívico e, no fundo, deseja-se que o cidadão prevarique, para equilibrar as contas.
Parece, então, que, para sermos bons patriotas, deveremos baldar-nos ao cumprimento dos códigos e normas legais.

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