ESTA FIRMA FOI FUNDADA EM 31-12-2004.

quarta-feira, novembro 25, 2009

Dia Internacional de Combate contra a Violência Doméstica.



Normalmente sou um tanto avesso a assinalar dias internacionias disto ou daquilo. Porque, normalmente, estas efemérides são pouco mais do que um "descargo de consciência" que deixa ficar tudo na mesma.
No entanto,  a este Dia Internacional de Combate contra a Violência Doméstica não posso ficar indiferente.
É que, durante bastantes anos, na minha juventude, convivi de muito perto com este drama.
A minha mãe, criatura frágil e indefesa, foi uma vítima silenciosa de um cenário repetido de violência, que conjugava agressões verbais e físicas com desprezo intelectual.
Porque, nesse tempo em que o salazarismo (não tenhamos receio em usar o termo porque essa triste realidade existiu mesmo) dominava mentes e corpos,  as leis não davam a mínima protecção à mulher. O marido tinha todo o direito de a maltratar sem que a vítima pudesse recorrer a algum mecanismo de defesa. Por exemplo, se a mulher fugisse da casa onde era violentada, o marido tinha todo o direito de a ir buscar, dar-lhe "uns safanões" e obrigá-la a voltar regressar. E as autoridades policiais colaboravam quantas vezes, na descoberta do paradeiro da fugitiva.
E mesmo a religião, convenhamos, afirmava o dever de "obediência" da mulher em relação ao homem. Obediência igual a submissão.
No entanto, mesmo com a elaboração de leis que os novos tempos determinaram, que protegem a mulher e os seus direitos e punem os agressores domésticos, o problema está longe de estar erradicado.
Ainda persistem (em todas as classes sociais) casos de estrema e abjecta violência sobre mulheres por parte dos cônjuges, companheiros ou mesmo namorados, que passam impunes e ignorados.
Mas esta aberração social só será de todo vencida quando as próprias mulheres ganharem plena consciência da sua liberdade, da sua dignidade e do direito de verem punidos os seus agressores.A generalização dessa consciência será o passo decisivo que fará com que não mais seja necessário assinalar um dia como este.

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quarta-feira, julho 22, 2009

Nessa madrugada, fui dormir...

Nos últimos dias muito se tem falado da chegada do Homem à lua. Passaram 40 anos e há que comemorar.
Mas, não adianta pôr-me para aqui a armar-me, dizendo que, então, estive acordado até às tantas, porque não queria perder o acontecimento do século.
Pura e simplesmente, não assisti à transmissão. Fui dormir e não me importei de ignorar um facto que se iria tornar obviamente histórico.
Agora, quando comento esse facto com alguém, designadamente com as gerações mais novas, não falta quem me censure ou, no mínimo, quem ache estranho ter perdido uma tal oportunidade.
Não sei se hoje me alhearia de igual modo de uma tal situação. Até porque, com a evolução impressionante dos meios de comunicação, a transmissão seria certamente muito mais aliciante do que aquela foi.
Mas, naquela altura, não achei demasiado relevante que houvesse um pé humano a pisar a superfício do nosso satélite.
Porque achava, na fogosidade dos meus vinte e poucos anos, que, para lá das conquistas tecnológicas colaterais à façanha, nada de particularmente relevante ganharia a Humanidade. Porque sabia que não seria possível viver-se em permanência na Lua. E que, muito provavelmente, passado o impacto da chegada pioneira, poucas vezes mais de iria até ali.
Ou seja, o acontecimento teria, sobteudo, um significado político.
Terá sido por tudo isso que, nessa madrugada de 20 de Junho de 1969, ao contrario de tanta outra gente,não estive acordado.
E perdi a oportunidade de ter mais uma história para contar aos netos.

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sexta-feira, maio 01, 2009

1º de Maio - vale a pena relembrar


Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América.
Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA . No dia
3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Três anos mais tarde, a
20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.
(in Wikipédia)

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sexta-feira, abril 24, 2009

O meu testemunho sobre o 25 de Abril

Porque acho que ainda vale a pena falar de Abril, aqui vos deixo com um testemunho, na primeira pessoa, e de viva voz, que evoca algo que aconteceu há muito tempo mas que, para mim e para muitos, tem ( e há-de ter) ainda um grande significado.

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segunda-feira, março 02, 2009

A propósito de Darwin

Há personalidades que ficam na História porque marcam viragens decisivas no pensamento colectivo da Humanidade. Porque, para além da inteligência, tiveram a coragem de afrontar o que era impensável pôr em dúvida. Por vezes, com inegáveis riscos pessoais.
Aristóteles, Galileu, Einsten, Jesus Cristo, por exemplo.
E Darwin, de que se comemoraram recentemente os duzentos anos de nascimento.
Este cientista, ao criar a teoria da "Evolução das Espécies", veio mostrar que, afinal, o homem não era o centro das coisas, mas sim mais um elo de uma longa cadeia de transformações vitais, num mundo em permanente mudança.
Ora, essa teoria, foi, na altura, considerada como subversiva e, mesmo o próprio Darwin, conciente de que estava a colidir com valores bem poderosos,designadamente religiosos, reservou a divulgação das suas teses apenas a amigos mais próximos.
Com o decorrer dos tempos, sucessivas contribuições da ciência, haveriam de, por um lado, confirmar a justeza da teoria e, por outro, corrigi-la em alguns aspectos.
Ainda hoje, a teoria do Criacionismo, que se opõe ao Evolucionismo, não se dá por vencida e contrataca com argumentos a seu favor.
E, afinal, a história do pensamento, tem sido sempre um pouco assim. Feita de génios visionários que, de onde a onde surgem a rasgar clarões, mas que têm que lutar contra os dogmas e poderes estabelecidos. Que bem melhor fariam se fossem capazes de ouvir, reflectir, avaliar das razões dos outros, em vez de tentar sufocá-los com a imposição do silêncio e do obscurantismo.

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segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Para não deixar de falar de Carnaval...


Desculpem lá eu não falar muito do Carnaval.

É que esta época não me diz grande coisa. Nem sequer por causa do feriado, pois já estou aposentado.

Mas, para quem gosta, aqui ficam os votos de que se tenham divertido (ou que ainda o façam se forem a tempo...) e, pelo menos, por umas horas, tentem esquecer as crises e as outras chatices da vida.

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segunda-feira, janeiro 19, 2009

25 anos sobre a morte de Ary dos Santos

Decorreram ontem 25 anos sobre o desaparecimento físico de José Carlos Ary dos Santos, a quem chamo"o poeta da ternura", pois terá sido um dos que, em seus versos, mais vezes usou esta palavra.
Comunista, homossexual, boémio, beberrão, por tudo isso e também pela sua irreverência, pelo seu modo de ser que hostilizava as "boas regras do politicamente correcto" foi, em vida, odiado por muita gente. Mas também amado pelos que sabiam estar ali um grande poeta.
Ary respirava poesia. As palavras brotavam da sua inesgotável criatividade, quase expontaneamente. Era um homem poeticamente sobredotado.
Conhecido, sobretudo, pelas letras das mais belas canções que se escreveram em língua portuguesa (mais de 600), o Ary tinha, no entanto, uma vasta obra poética que muitos não conhecerão.
De si próprio, disse:
"Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado, não!"



Ary dos Santos - Poeta castrado não.mp3 -

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terça-feira, janeiro 06, 2009

Post 1007

A nossa vida está povoada de marcas simbólicas. E mutas delas estão relacionadas com números.

Assim, comemoramos os cem anos do nascimento de um artista.

Ou os mil anos da fundação de uma cidade.

Reparemos que o Homem tem predilecção para os "números redondos". Com zeros. Talvez porque na história da numeração o zero foi o último símbolo a ser criado. É que a ideia de vazio foi sempre algo que a mente sente relutância em aceitar.

E mesmo quando não comemoramos efemérides que tenham a ver com centenas ou milhares, vamos buscar fracções dessas quantidades. Por exemplo, quando comemoramos as bodas de prata ou de ouro usamos a quarta parte ou a metade de cem...

Mas dirão vocês: por que é que este tipo foi buscar hoje estas peciscas? Porque não se esquece que foi professor de matemática?

Nada disso.

O que aconteceu, muito simplesmente é que, há dias, publiquei o post 1000 e não me apeteceu assinalar esse facto condignamente. Porque pensei: será que o 987 não foi mais importante do que o 1000? Ou o 1035 não será mais significativo quando aparecer (se aparecer...)?

Ou o 1007 que é o post de hoje. E por ser o mais actual é aquele que vale.

É , por isso, aquele que aqui destaco.

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quarta-feira, dezembro 31, 2008

4 anos!


No último dia do já distante ano de 2004, nascia este Peciscas.

Hoje, cerca de mil posts depois, aqui estou a dobrar mais uma página.

Como em tudo na vida, este cantinho teve altos e baixos.

Viveu, como em tudo na vida, momentos de euforia ou épocas de crise.

Mas, o melhor de tudo isto, foram os amigos e amigas que este despretensioso espaço me angariou.

Amigos e amigas que entraram na minha vida e cuja presença já não dispenso.

Haja forças e disposição para caminhar para o 5º ano.

Beijos e abraços para todo o pessoal que tem sido a razão de ser do Peciscas.

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segunda-feira, agosto 18, 2008

Falta-me o teu beijo

Nesse 18 de Agosto tiveste um dos dias mais felizes da tua vida.
O filho que tanto ansiavas chegou, finalmente.
A partir daí, nesse dia 18, fazias das fraquezas forças e tentavas o possível e o impossível, para comemorar a data.
Mas nem sempre existiam os meios necessários para que a comemoração fosse o que tu desejavas.
Numa dessas vezes, disseste-me.
-Meu filho, que te vou dar no dia dos teus anos? Já sabes que não há dinheiro para grandes coisas...
-Deixa lá. Faz-me um bife com batatas fritas e compra uma melancia.
E assim foi. Nesse dia 18, veio da feira carregada com um enorme melancia. Que lhe custou uns parcos tostões (nessa altura...).
Comer um bife e comer melancia, foi, dessa vez, uma bela prenda.
Comemos tanta melancia que acordámos, os dois, com uma enorme cólica.
Depois, vieram mais dias 18 de Agosto. Muitos mais.
Mas hoje já não estás cá.
Falta-me o teu beijo, Mami.

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quarta-feira, junho 11, 2008

Os 50 anos da Lego


Foi há cerca de 50 anos que as peças Lego começaram o seu reinado.
De facto, muito embora o seu criador, o modesto carpinteiro dinamarquês,Ole Kirk Cristiansen, já tivesse trabalhado anteriormente com "tijolos" de encaixar, que foram, no fundo, os seus percurssores , só em 1958 é que os populares blocos para construções foram aperfeiçodos e patenteados.
Desde aí, por todo o mundo, milhões de crianças e de adultos, se divertiram com estas coloridas peças, fazendo e desfazendo construçôes, de maior ou menor porte, mais ou menos engenhosas.
Penso que será difícil encontrar alguém, que, em qualquer momento da sua vida, não tenha experimentado encaixar "legos".
O próprio nome da marca, acabaria, afinal, por se transformar num termo de uso corrente, que desde há muito serve para designar este tipo de peças.

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terça-feira, junho 10, 2008

Neste feriado do 10 de Junho

Neste feriado do 10 de Junho, talvez venha, de algum modo, a propósito, relembrar a "Marcha do Pião das Nicas" do saudoso Carlos Paião, que, quanto a mim, foi um construtor de canções que manobrava muito bem palavras e sons.

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quinta-feira, maio 01, 2008

Apenas mais um feriado?


Quando, um pouco por todo o mundo, e passados tantos anos, a fome persiste, milhões e milhões de desempregados vivem dramas diários, quando as injustiças sociais não cessam de se agravar,quando o trabalho infantil é uma chaga sempre presente, quando há homens que escravizam outros homens, obrigando-os a trabalhar em situações inumanas terá ainda sentido comemorar o Dia Internacional do Trabalhador?
Ou não estaremos apenas perante mais um dia feriado?

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sexta-feira, abril 25, 2008

25 de Abril, SEMPRE!

"25 de Abril" - pintura da artista plástica Fernanda Marinho

Ontem, deixei um comentário no espaço da Isabel Filipe. Com a amizade de sempre, a Isabel colocou esse texto no corpo do post.
Essas palavras sairam-me com toda a espontaneidade.
Ao relê-las hoje, não altero uma vírgula, pois traduzem os meus sentimentos acerca desta data. Que foram, aliás, confirmados, à noite, quando vi na RTP, os "Cantores de Abril":
"O meu 25, também foi, Isabel,
a 26. Eu estava em Timor, muito longe dos cravos.
Mas foi com uma emoção indizível que soube que a "liberdade estava a passar por aqui" (para utilizar as palavras do Sérgio Godinho).
Mas também vivi esses momentos, com alguma sensação de frustração. Pois desde muito jovem acordei para a luta contra um regime caduco e opressor. Embora muito modestamente (houve muita outra gente que sacrificou a sua liberdade e mesmo a sua vida)contribui, de algum modo, para que esse regime se desmoronasse. E então, estar tão longe desse sonho tantos anos adiado, e de cuja concretização já descria, não deixou de me causar um sentimento de perda. De algo que eu sabia ser histórico e irrepetível.
Hoje, passados tantos anos, é com algum desânimo que vejo o Abril que ainda está por cumprir.
E é com mágoa que vejo, tantos companheiros e companheiras, que, comigo, lutaram para que Abril viesse, terem , de certa maneira, traído esses ideais que foram a nossa bandeira, para viverem hoje acomodados, muitos deles usufruindo as benesses de uma carreira política que os recompensou de alguns sacrifícios de outros tempos.
Resta-me a mim, o singelo e insignificante orgulho de não ter abandonado esses ideais, de me ter mantido coerente, de não me ter vendido "por um prato de lentilhas"."




A QUEM, EVENTUALMENTE NÃO CONSIGA OUVIR O SOM QUE INTEGRA ESTE POST, POR USAR O FIREFOX OU POR QUALQUER OUTRO MOTIVO TÉCNICO, TEREI TODO O GOSTO EM REMETER A FAIXA ORIGINAL, DESDE QUE ME CONTACTE ATRAVÉS DO MEU ENDEREÇO DE E-MAIL .

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quarta-feira, abril 16, 2008

Parabéns, F. !

foto Peciscas Tenho cá em casa um pequeno e modesto grupo escultórico de que gosto bastante.
Ilustra três fases da maternidade: gravidez, parto e amamentação.
E se vos trago esta imagem é porque quero, de algum modo, homenagear uma mulher que, precisamente hoje, faz anos que viveu esse momento mágico que é trazer um novo ser ao mundo.
Falo-vos da Odele, que muitos de vós já conhecem. E, por isso sabem, como é justo atribuir-lhe aquela designação que Bertold Brecth usou para intitular uma duas suas peças: "Mãe Coragem".
Faz hoje anos o seu filhote F.
Aqui fica, por isso o meu abraço para ele e os votos para que a vida lhe traga a realização de todos os seus sonhos.
E para esta mulher exemplar, pelos motivos já enunciados, também um carinhoso beijo de parabéns!

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segunda-feira, dezembro 31, 2007

3 anos...

Para mim, 31 de Dezembro tem uma dupla vertente.
Por um lado, marca a despedida de 2007 e a entrada em 2008.
Facto que, de tão simbólico como arbitrário (basta que o calendário seja outro e tudo será diferente), vale o que vale...
Por outro lado, marca o fim do 3º ano e a entrada no 4º ano, deste Peciscas, que lá se vai mantendo por aqui.

Facto que, igualmente, vale o que vale. Um obrigado a todo o pessoal que ainda vai tendo paciência para aturar as arengas e parvoices que aqui vou despejando, ao sabor do humor e da disposição do momento.

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terça-feira, novembro 20, 2007

Parabéns!

Uma montanha de parabéns, para a D. Olinda que, há uns anitos (não digo quantos, é claro) deu ao mundo uma menina que brincou, cresceu, andou por longe, até que, certo dia, apareceu na minha vida, para ficar.


Por isso, para ti, amor,neste dia 20, um beijo, igual ao de todos os dias. Só que um pouco mais demorado.

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quarta-feira, outubro 17, 2007

Há sempre alguém que diz NÃO

16 de Outubro- são passados 25 anos sobre o dia em que um gigante com coração de menino, morreu, em Avintes, no colo da sua mãe.
Chamava-se Adriano Correia de Oliveira e tinha uma voz única. Potente mas cristalina. Intensa mas melodiosa.
Passou pela vida demasiado depressa.
Mas, ainda assim, deixou obra.
Foi também com ele,que aprendi a descobrir e a amar a liberdade. Por exemplo,quando cantava, num coro que envolvia muitas outras vozes, a trova que o poeta Manuel Alegre escreveu e que ele, quase à socapa, gravou e nos deu:

Mesmo na noite mais triste
em tempos de servidão
Há sempre alguém que resiste.
Há sempre alguém que diz NÃO.

A força com que gritávamos este NÃO!
Conheci-o nos tempos em que ele era estudante coimbrão e residente na república "Rás Te Parta".
Lembro-me dele, aqui no Porto, aquando de uma qualquer manifestação política, já depois "do 25" a brincar com o facto de estarem poucos manifestantes, mas o cortejo demorar muito a passar:
- Se calhar, são sempre os mesmos. Estão é às voltas- Praça, Sá da Bandeira, Avenida e continua.
E soltou uma das suas sonoras gargalhadas.
Ouvi-o cantar, pela última vez, já bastante doente, conjuntamente com a filha, num festival ali para os lados das Antas.
Era o popular Vira Velho:

Agora já não o sou
Eu já fui o teu amor
Agora já não o sou.
Se ainda te bato os olhos
Foi jeito que me ficou

Agora, Adriano, já não és.
Jà não estás. fisicamente aqui.
Mas o teu jeito ficou.
Para sempre.

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segunda-feira, outubro 08, 2007

Hoje, feriado municipal



Por estas bandas, o fim de semana é (ainda) mais prolongado.

Na primeira segunda feira de Outubro, por ocasião da Romaria do Rosário e da chamada Feira das Nozes, celebra-se o Feriado Municipal.

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terça-feira, maio 01, 2007

Para vos dar felicidade

Em França existe a tradição de, no Dia do Trabalhador, se oferecer a flor do muguet.
É a chamada "flor da felicidade", pois, conservando-a até ao ano seguinte, a pessoa que a recebeu, terá tudo a correr pelo melhor.
São as tais crenças que, não adiantando nem atrasando o curso da nossa vida,são simpáticas, pois lidam com sentimentos positivos, tais como a amizade.
Entre nós, esta tradição não é visível. Há pessoas, no entanto, que decoram as casas, os automóveis e por aí fora, com as "maias", o que pretende evitar que o "carrapato" entre.
Este ano, e como sou casado com uma "semi-francesa", como costumo dizer, assinalo mais um Dia do Trabalhador (que em outros tempos celebrei correndo à frente dos polícias) oferecendo a todos os amigos e amigas que hoje por aqui passarem, as flores de muguet que tenho ali no meu jardim.
Que o ano que se segue, a partir de hoje, vos traga as maiores felicidades!



foto Peciscas

foto Peciscas

foto Peciscas



Canção "Le temps du muguet" :

Francis Lemarque


Il est revenu, le temps du muguet
Comme un vieil ami retrouvé
Il est revenu flâner le long des quais
Jusqu'au banc où je t'attendais
Et j'ai vu refleurir
L'éclat de ton sourire
Aujourd'hui plus beau que jamais

Le temps du muguet ne dure jamais
Plus longtemps que le mois de mai
Quand tous ses bouquets déjà seront fanés
Pour nous deux rien n'aura changé
Aussi belle qu'avant
Notre chanson d'amour
Chantera comme au premier jour

Il s'en est allé, le temps du muguet
Comme un vieil ami fatigué
Pour toute une année, pour se faire oublier
En partant il nous a laissé
Un peu de son printemps
Un peu de ses vingt ans
Pour s'aimer, pour s'aimer longtemps

Les Choeurs De L'A...

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